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Tipo do documento: Dissertação
Título: O conceito de tempo em Bertrand Russell: do platonismo ao construtivismo
Título(s) alternativo(s): The concept of time in Bertrand Russell: from platonism to constructivism
Autor: Souza Junior, Jean Carlos Campos de
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/3462295505122280
Primeiro orientador: Silva, Guilherme Ghisoni da
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/3762247800421770
Primeiro membro da banca: Silva, Guilherme Ghisoni da
Segundo membro da banca: Ferraz Neto, Bento Prado de Almeida
Terceiro membro da banca: Porto, André da Silva
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo analisar dois períodos da filosofia de Bertrand Russell (Platonismo 1899 – 1912 e Construtivismo 1913 – 1918), nos quais ele desenvolveu suas teorias temporais que são estudadas e impactam até hoje. Russell pode ser considerado o principal defensor e expoente da teoria estática do tempo. Apesar de ter modificado sua concepção em relação ao tempo durante os anos de estudo, ele sempre foi a favor de uma teoria estática. Logo após a sua revolta contra o idealismo inglês no final do século XIX, Russell, juntamente com Moore, se torna um platonista. No começo do período platonista, Russell tende a não levar em consideração noções epistemológicas ou a se preocupar com a adoção de uma ontologia inflacionada. A primeira teoria do tempo que vemos na dissertação é a absoluta, defendida entre 1899 – 1912. A principal característica de uma teoria absoluta do tempo é a postulação de momentos ou instantes do tempo na realidade. Contudo, a partir do artigo On Denoting (1905), vemos um abandono ao longo dos anos de entidades que antes faziam parte do paraíso platônico de Russell. Em relação à sua teoria temporal, ainda em 1912, Russell se mostrava contrário à ideia de uma teoria do tempo relacional – oposta à teoria do tempo absoluta; pelo fato de que uma teoria relacional sem os instantes como entidades primitivas não garantir a construção de uma série-temporal. Apenas com o desenvolvimento do método de construção de instantes proposto por Whitehead, companheiro de Russell no projeto filosófico do Principia Mathematica, que se pode desenvolver uma teoria relacional sem que precisasse postular instantes ou momentos do tempo anteriores aos eventos. A partir do construtivismo, e com o princípio da Navalha de Occam para deflacionar sua ontologia, Russell não postula nada além do que é dado a nós, i.e., os sense-data. Deste modo, toda e qualquer entidade que for possível ser construída a partir de algo mais simples que percebemos via familiaridade (sense-data) não necessitará de postulação. Nesta dissertação, veremos a mudança que ocorre na filosofia russelliana tomando como ponto de partida seus argumentos puramente lógicos a favor da teoria absoluta em direção a uma preocupação com sua ontologia ao longo dos anos para não postular nada além do que nos é dado.
Abstract: This dissertation aims to analyze two periods of Bertrand Russell's philosophy (Platonism 1899 - 1912 and Constructivism 1913 - 1918), in which he developed his temporal theories that are studied and have an impact until today. Russell might be considered the main defender and exponent of the static theory of time. Although he revised his conception of time during the years of study, he was always in favour of the static theory. Take into account that Russell and Moore revolted against English idealism in the late 19th century, Russell became a Platonist. At the beginning of the Platonist period, Russell ignores epistemological notions adopting a vast ontology. The first theory of time that we see in the dissertation is the absolute theory of time, defended between 1899 - 1912. The main characteristic of an absolute theory of time is that it infers instants or moments in reality. However, in the article On Denoting (1905), we see an abandonment over the years of entities that were previously part of Russell's Platonic heaven. Regarding his temporal theory, even in 1912, Russell was against the idea of a theory of relational time - as opposed to the theory of absolute time. Because a relational theory without instants as primitive entities does not guarantee the construction of a time series. Only with the development of the method of construction of instants proposed by Whitehead, Russell's workmate in the philosophical project of Principia Mathematica, a relational theory might be developed, without having to postulate moments prior to the events. From constructivism, and with the Occam's Razor principle to deflate his ontology, Russell does not postulate anything beyond what is given to us, i.e., the sense-data. In this way, all entities that might be constructed from something simpler (what we perceive via acquaintance (sense-data)) will not need to be postulated. In this dissertation, we will see the change that occurs in Russellian philosophy taking as its starting point its purely logical arguments in favour of the absolute theory towards a concern with its ontology over the years in order not to postulate anything beyond what is given to us.
Palavras-chave: Estático
Absoluto
Relacional
Construtivismo
Sense-data
Absolute
Relational
Constructivism
Sense-data
Static
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Filosofia - FAFIL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Filosofia (FAFIL)
Citação: CAMPOS, J. O conceito de tempo em Bertrand Russell: do platonismo ao construtivismo. 2020. 142 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2020.
Tipo de acesso: Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/10724
Data de defesa: 3-Ago-2020
Aparece nas coleções:Mestrado em Filosofia (FAFIL)

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