Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/10049
Tipo do documento: Dissertação
Título: Problematizing language conceptions in a decolonial perspective: an experience with student teachers in an english teacher education course at a brazilian university
Título(s) alternativo(s): Problematizando concepções de língua em uma perspectiva decolonial: uma experiência com alunas/os professoras/es em um curso de Letras: Inglês
Autor: Bastos, Pedro Augusto de Lima
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/6030144643731167
Primeiro orientador: Pessoa, Rosane Rocha
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/3633216363498900
Primeiro membro da banca: Pessoa, Rosane Rocha
Segundo membro da banca: Souza, Lynn Mario Trindade Menezes de
Terceiro membro da banca: Silvestre, Viviane Pires Viana
Resumo: Com base em uma experiência de formação crítica de professores/as de línguas que objetivou problematizar concepções de linguagem em uma perspectiva decolonial com alunos/asprofessores/as do curso de Letras: Inglês, este estudo objetiva: a) investigar as ideologias linguísticas produzidas por estudantes universitários/as ao longo de uma experiencia de formação crítica de professores; b) investigar as reflexões pedagógicas que emergiram a partir dessa experiência. O material empírico foi gerado em uma disciplina de língua do último semestre de um curso de Letras: Inglês de uma universidade brasileira que prepara alunos/as para atuarem como professores de inglês em diversos contextos. O curso teve duração de 15 aulas de 100 minutos cada. Além de mim, 12 alunas-professoras e três alunos-professores, e a professora responsável pelo grupo participaram do estudo. As aulas foram planejadas com base no ensino crítico de línguas e na formação crítica de professores. Nas dez primeiras aulas, os/as alunos/as professores/as e eu problematizamos língua por meio de diversos materiais que focalizavam: ideologias linguísticas; invenção e hierarquização linguística; repertórios linguísticos; língua como poder; globalização; colonialidade. Nas outras quatro aulas, os/as alunos/as professores/as prepararam e ministraram uma microaula de 25 minutos baseada nos temas estudados. Na última aula, refletimos sobre a experiência. As fontes de material empírico foram questionário inicial, narrativa inicial e final, atividades produzidas pelos alunos/as professores/as, um diário de campo, interações em sala de aula, sessões reflexivas com a professora, uma sessão reflexiva final, e uma entrevista final, sendo as últimas quatro fontes gravadas em áudio. Em relação às ideologias linguísticas produzidas ao longo do estudo, mostro cronologicamente como os posicionamentos dos/as alunos/as professores/as sobre língua são múltiplos, complexos e instáveis. Eles/as se alinham ou resistem a ideologias tradicionais/modernas e críticas/decoloniais em diferentes momentos. Isso aconteceu devido a diferentes fatores, sendo eles: a forma em que os/as alunos/as-professores/as analisavam um uso linguístico (se apenas aspectos linguísticos eram considerados e aspectos contextuais deixados de lado); o tipo de atividade desenvolvida (se era uma interação em sala de aula ou uma atividade avaliativa); o vocabulário utilizado para problematizar construtos da linguística moderna (se são os mesmos que lutamos contra). Considerando as reflexões pedagógicas que emergiram durante esta, quatro questões são levantadas pelos/as participantes: a distância entre a língua da escola e a língua real; o poder da estrutura sob a agência docente; a complexidade de lidar com as expectativas de ingleses nativizados por parte dos/as alunos/as; a colonialidade da avaliação. Primeiro, discutimos como a gramática normativa ainda se faz presente em nossas salas e como a linguagem apresentada em livros didáticos é diferente da linguagem utilizada em contextos reais, tendo implicações para o conceito de autenticidade. Segundo, debatemos sobre como o ensino de inglês é regido por metodologias e ideologias linguísticas impostas pelo centro, tornando mais difícil a implementação de uma abordagem mais decolonial. Terceiro, apresentamos como as expectativas dos/as alunos/as em relação a ingleses nativizados é uma barreira forte para uma prática mais decolonial. Tais expectativas podem se originar das crenças que os pais desses/as alunos/as possuem sobre língua e de uma pressão da sociedade para que se aprenda a língua padrão. Por último, discorremos sobre avaliação, e eu discuto como tentei encontrar um balanço entre uma posição pragmática e idealista para lidar com as praxiologias que eu trabalho e com as demandas que práticas tradicionais de ensino de língua requerem. Na conclusão, respondo as perguntas de pesquisa, discuto as implicações da dissertação e aponto traços de (de)colonialidade presentes no estudo.
Abstract: Drawing on a critical language teacher education experience that aimed to problematize conceptions of language grounded on a decolonial perspective with university student teachers, this study aims: a) to investigate the language ideologies produced by student teachers throughout a critical language teacher education experience; b) to investigate the pedagogical reflections that emerged from this experience. This experience was held in a Brazilian university course that prepares students to become English language teachers. Empirical material generation happened in a language discipline of the last term of this course in fifteen classes of 100 minutes each. Besides me, twelve female student teachers, three male student teachers and the professor responsible for the group participated in the study. The classes followed premises of critical language teaching and critical language teacher education. In the first ten classes, the student-teachers and I problematized language through a diverse set of authentic materials that focused on: language ideologies; language hierarchization and invention; linguistic repertoires; language as power; globalization; coloniality. In the four following classes, student teachers prepared and taught a microlesson of 25 minutes based on the themes studied. In the last class, we reflected upon the experience. The empirical material sources were an initial questionnaire, first and final narratives, classroom activities produced by student teachers, a field diary, classroom interactions, reflective sessions with the professor, a final reflective session, and a final interview, being the last four audiorecorded. Concerning the language ideologies produced throughout the study, I demonstrate chronologically how student teachers’ standpoints towards language are multiple, complex, unstable. They align with or resist to traditional/modern and critical/decolonial language ideologies at different times. This was due to different factors, such as: the way they looked at language use (if only linguistic aspects are taken into consideration and contextual ones being left out); the type of activity developed (if it was a classroom interaction or an assessment activity) and the vocabulary used to problematize modern Linguistics (if it is still the same one we fight against). As for the pedagogical reflections that emerged during this language teacher education experience, four issues are raised by the participants: the detachment between school language and real language; the power of structure on teacher agency; the complexity of dealing with students’ expectations of nativized English; the coloniality of assessment. First, we discuss how normative grammar is still present in our classes and how the language present in textbooks is different from the language used in real contexts, having implications on the concept of authenticity. Second, we debate on how English language teaching is ruled by center-based methodologies and language ideologies, making it harder for teachers to implement more a more decolonial approach. Third, we present how students’ expectations towards nativized English is a strong barrier for a more decolonial practice. Such expectations may have its origins from parental beliefs about language and the societal pressure to learn the Standard language. Lastly, we discuss about assessment and I present how I tried to have a balance between an idealist and a pragmatist position to deal with the praxiologies I work with and the demands that traditional language teaching practice require. In the conclusion, I answer the research questions, discuss the implications of this master’s thesis and present the traces of (de)coloniality present in this study.
Palavras-chave: Critical language teacher education
Decoloniality
Language ideologies
Classroom ethnography
Formação crítica de professores/as de língua
Decolonialidade
Ideologia linguística
Etnografia da sala de aula
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES
Idioma: eng
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Letras - FL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL)
Citação: BASTOS, Pedro Augusto de Lima. Problematizing language conceptions in a decolonial perspective: an experience with student teachers in an english teacher education course at a Brazilian university. 2019. 179 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/10049
Data de defesa: 30-Ago-2019
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras e Linguística (FL)

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Dissertação - Pedro Augusto de Lima Bastos - 2019.pdf3,16 MBAdobe PDFBaixar/Abrir


Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons Creative Commons