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Tipo do documento: Tese
Título: Mulheres cerradeiras: conhecimentos, tradições e resistências
Título(s) alternativo(s): Cerradeira women: knowledge, traditions and resistances
Autor: Agrícola, Josie Melissa Acelo
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/5611947212927600
Primeiro orientador: Clemente, Evandro César
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/8634079545873551
Primeiro membro da banca: Clemente, Evandro César
Segundo membro da banca: Mendonça, Marcelo Rodrigues
Terceiro membro da banca: Chaveiro, Eguimar Felício
Quarto membro da banca: Oliveira, Adriano Rodrigues de
Quinto membro da banca: Leal, Cátia Regina Assis Almeida
Resumo: É costumeiro que se tenha curiosidade pelos povos das florestas, indígenas, quilombolas, entre outros. Os denominados povos Cerradeiros, seus conhecimentos e riquezas culturais são componentes da imensa etnodiversidade dos povos brasileiros. Assim, investigar os saberes e fazeres das Mulheres Cerradeiras, descrever, compreender e representar suas vivências e sentidos, suas angústias e anseios são objetivos desta pesquisa. A área selecionada para a realização desta pesquisa foi a Microrregião Geográfica Sudoeste de Goiás, que consiste numa das primeiras porções do Cerrado brasileiro a se “modernizar”, ainda que parcialmente, a partir da chegada e expansão da agricultura capitalista nos anos 1970. Ao delimitar essa região, investigamos além das Práticas Cerradeiras, como esses saberes e fazeres resistem à expansão geográfica do capital, uma vez que é uma localidade de intensa atividade agropecuária e tecnificação no campo, predomínio de latifúndios e da monocultura. Utilizamos de técnicas de pesquisa/coleta de dados como entrevistas, fotografias, mapas mentais e narrativas de vida, a fim de extrair e descrever nossas percepções da forma mais minuciosa e detalhada possível sobre suas vivências. Mulheres residentes nos espaços rural e urbano participaram desta pesquisa, incluindo proprietárias de terras, quilombolas, trabalhadoras no campo, moradoras de aluguel ou em casa própria. Embora morando em localidades diferentes, buscamos por mulheres que tiveram suas raízes no meio rural, nasceram e passaram grande parte de suas vidas morando em contato com elementos do Cerrado, suas tradições, as “farturas” e as necessidades que ele pôde proporcionar. As 20 Mulheres analisadas aqui se destacaram por alguma ou variadas ocupações ligadas a elementos do Cerrado. Não tivemos aqui o objetivo de demonstrar destaques em grande escala, mas sim elucidar saberes de uma vida inteira, identidades constituídas através de suas interações com o Cerrado, seus elementos e as crenças criadas em torno dele. Os saberes e fazeres que encontramos entranhados nas rotinas dessas mulheres e de importância imperceptível para a maioria delas, denominamos Práticas Cerradeiras, por conterem elementos específicos do Cerrado, terem sido apreendidos junto ao domínio e resistirem aos dias atuais em suas atividades diárias. As Mulheres Cerradeiras ficam então descritas neste trabalho com a tentativa de imortaliza-las e também suas Práticas Cerradeiras que vem bravamente resistindo ao avanço da expansão geográfica do capital.
Abstract: It is usual to be curious about forest people, indigenous and quilombolas, among others. The so- called Cerradeiros people, their knowledge and cultural richness are components of the immense ethnic diversity of Brazilian peoples. Thus, investigating the knowledge and practices of the Women Cerradeiras, describing, understanding and representing their experiences and meanings, their anxieties and yearnings are objectives of this research. The area selected for this study was the Southwest micro-region of the State of Goiás, which is one of the first portions of the Brazilian Cerrado “modernize” itself, even partially, from the arrival and expansion of capitalist agriculture in the 1970s. By delimiting this region, we investigated beyond the Cerrado Practices, how these knowledge and practices resist the geographical expansion of the capital, since it is a place of intense agricultural activity and technification in the countryside, predominance of large estates and monoculture. We used techniques of research/data collection such as interviews, photographs, mind maps and life narratives in order to extract and describe our perceptions as thoroughly and detailed as possible about their experiences. Women living in rural and urban areas participated in this survey, including landowners, quilombolas, farm workers, renters or homeowners. Although living in different locations, we searched for women who had their roots in rural areas, who were born and spent much of their lives living in contact with elements of the Cerrado, their traditions, the “abundances” and the needs it could provide. Those 20 Women analyzed here in this study stood out for some or varied occupations linked to Cerrado elements. We did not aim here to demonstrate large-scale highlights, but to elucidate the knowledge of a lifetime, identities constituted through their interactions with the Cerrado, their elements and beliefs created around it. The knowledge and practices that we find embedded in the routines of these women, which is of imperceptible importance for most of them, we call Cerradeiras Practices, for they contain specific elements of the Cerrado, and have been seized from the Domain and resisted the present days in their daily activities. The Cerradeiras Women are then described in this research with the attempt to immortalize them and also their Cerradeiras Practices that have been bravely resisting the advance of the geographical expansion of the capital.
Palavras-chave: Saberes e fazeres
Mulheres
Mulheres cerradeiras
Resistência
Conhecimentos tradicionais
Práticas cerradeiras
Domínio cerrado
Knowledge and practices
Women
Cerradeiras women
Resistance
Traditional knowledge
Cerradeiras practices
Cerrado domain
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Regional Jataí (RJ)
Programa: Programa de Pós-graduação em Geografia (RJ)
Citação: AGRÍCOLA, Josie Melissa Acelo. Mulheres cerradeiras: conhecimentos, tradições e resistências. 2019. 269 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Jataí, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/10210
Data de defesa: 21-Nov-2019
Aparece nas coleções:Doutorado em Geografia (RJ)

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