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Tipo do documento: Tese
Título: O mapa e a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): possibilidades da linguagem cartográfica para construção do pensamento geográfico dos alunos surdos na/da educação básica
Título(s) alternativo(s): The map and a Brazilian Language of Signs (LIBRAS): possibilities of the cartographic language for the construction of the geographical thought of deaf students in the basic education
Autor: Santos Neto, Pedro Moreira dos
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/4388877019326406
Primeiro orientador: Bueno, Míriam Aparecida
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/9765282563578698
Primeiro coorientador: Richter, Denis
Currículo Lattes do primeiro coorientador: http://lattes.cnpq.br/9664892428037820
Primeiro membro da banca: Bueno, Míriam Aparecida
Segundo membro da banca: Richter, Denis
Terceiro membro da banca: Oliveira, Ivanilton José de
Quarto membro da banca: Chaveiro, Eguimar Felício
Quinto membro da banca: Carmo, Waldirene Ribeiro do
Resumo: A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o meio de expressão e comunicação natural do surdo, uma vez que não existe nenhum impeditivo para o mesmo apropriar desse sistema linguístico. Por meio dessa língua ativa e completa, o aluno surdo pode interagir com o mundo a partir de uma linguagem visual espacial complexa e rica em detalhes que possibilita a interpretação de elementos abstratos e concretos de cunho social e natural. Partimos da hipótese que existe a necessidade de pensar em um mapa para o aluno surdo, uma vez que os mapas tradicionais não atendem suas especificidades linguísticas. Neste contexto, qual o sentido dos produtos cartográficos contemporâneos para os surdos, sendo que eles não conseguem realizar sua leitura na totalidade? Pensamos, enquanto proposta de tese, que o mapa específico para o aluno surdo, atendendo suas necessidades linguísticas, possibilita o ensino-aprendizagem de Geografia e o desenvolvimento do pensamento geográfico. Para realização da pesquisa centramos na realidade escolar do aluno surdo para responder duas perguntas que direcionou a construção da tese, sendo a primeira: o que deve constar no mapa para o aluno surdo? E a segunda: como o mapa para o aluno surdo deve ser elaborado? Para obtenção dos dados primários foram realizadas observações de aulas de Geografia em salas com alunos surdos, entrevistas com professores de Geografia, intérpretes de Libras, coordenação pedagógica e alunos surdos e, também, realização de oficina e minicurso com finalidade de compreender como esses sujeitos realizam a leitura e análise dos mapas tradicionais. A partir da sistematização e análise dos resultados obtidos, foi possível identificar que os alunos surdos tiveram dificuldades para realizar a leitura e, consequentemente, a análise e reflexão das espacialidades dos fenômenos geográficos presentes nos mapas tradicionais, porque os elementos verbais presentes nestes produtos encontram-se em língua portuguesa (LP). Entretanto, ao produzirmos mapas em Libras e VisoGrafia os alunos surdos conseguiram realizar a leitura com maior facilidade, uma vez que estes mapas atenderam o aspecto linguístico utilizado pelo povo surdo para comunicação e expressão com a sociedade e o mundo. Com isso, foi possível construir uma proposta metodológica de Cartografia Escolar e Inclusiva para alunos surdos em que os elementos cartográficos e a linguagem verbal do mapa estejam na língua do sujeito em questão, possibilitando, assim, que estes estudantes sejam efetivamente incluídos no processo de ensino-aprendizagem de Geografia no viés cartográfico.
Abstract: The Brazilian Language of Signs (Libras) is the way of expression and natural communication of the deaf person, as soon as impeditive none exists for same appropriating it of this linguistic system. Through this active and complete language, the deaf pupil can interact with the world from a complex and rich space visual language in details that makes possible the interpretation of abstract and concrete elements of social and natural hallmark. Starting with the hypothesis that there is the necessity of thinking about a map for the deaf pupil, as soon as the traditional maps do not attend his linguistic especificidades. In this context, Which the sense of the contemporary cartographical products for the deaf persons, being that they don’t manage to carry out his reading in the totality? We thinking, while theory proposal, that the map special for the deaf pupil, attending his linguistic necessities, makes possible the teaching-apprenticeship of Geography and the development of the geographical thought. For realization of the inquiry we center in school fact of the deaf pupil to answer two questions that direcionou the construction of the theory, the first one: What must be in the map for the deaf pupil? And the second: How must the map for the deaf pupil be prepared? For getting the primary data there were carried out observations of classrooms of Geography in rooms with deaf pupils, glimpsed with teachers of Geography, interpreters of Libras, pedagogic coordination and deaf pupils and, also, realization of workshop and minicourse with purpose of understanding how these subjects carry out the reading and analysis of the traditional maps. From the systematization and analysis of the obtained results, it was possible to identify that the deaf pupils had difficulties to carry out the reading and, consequently, the analysis and reflection of the spatialities of the present geographical phenomenon in the traditional maps, because the present verbal elements in these products are in Portuguese language (LP). Meantime, while producing maps in Libras and VisoGrafia the deaf pupils managed to carry out the reading with bigger easiness, as soon as these maps attended the linguistic aspect used by the deaf people for communication and expression with the society and the world. Therewith, it was possible to build a proposal methodological of School and Included Cartography for deaf pupils in whom the cartographical elements and the verbal language of the map are in the language of the subject open to question, making possible, so, that these students are included effectively in the process of teaching-apprenticeship of Geography in the cartographical slant.
Palavras-chave: Aluno surdo
Língua Brasileira de Sinais
Cartografia
Inclusão
Geografia
Deaf student
Brazilian Language of Signals
Cartography
Inclusion
Geography
Área(s) do CNPq: CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEODESIA::CARTOGRAFIA BASICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Instituto de Estudos Socioambientais - IESA (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Geografia (IESA)
Citação: SANTOS NETO, P. M. O mapa e a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): possibilidades da linguagem cartográfica para construção do pensamento geográfico dos alunos surdos na/da educação básica. 2019. 325 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019.
Tipo de acesso: Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/10818
Data de defesa: 18-Abr-2019
Aparece nas coleções:Doutorado em Geografia (IESA)

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