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Tipo do documento: Tese
Título: Ocupação e agonia de um rio: a fecundidade “inglória” do Rio Claro no sul goiano
Título(s) alternativo(s): Occupation and agony of a river: the "inglorious" fecundity of Rio Claro in southern Goiás
Autor: Oliveira, Franciane Araújo de
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/3009301848484871
Primeiro orientador: Barreira, Celene Cunha Monteiro Antunes
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/1038300875963340
Primeiro membro da banca: Barreira, Celene Monteiro Antunes
Segundo membro da banca: Oliveira, Ivanilton José de
Terceiro membro da banca: Calaça, Manoel
Quarto membro da banca: Carneiro, Vandenrilson Alves
Quinto membro da banca: Teixeira, Renato Araújo
Resumo: A bacia hidrográfica do Rio Claro, no Sul Goiano, sofre significativas compressões da intervenção humana na natureza. Mesmo diante da situação inconsistente do rio e afluentes, há avanços de desmatamentos, da irrigação em grande escala por pivôs centrais, construções de barragens, dentre outros. A forma como os rios são usados reflete um modelo de relação “sociedade” e natureza. Destarte, objetivamos compreender o processo de “ocupação” do Rio Claro, pressupondo que o rio está em agonia. Para tanto, apoiamo-nos na pesquisa qualitativa e quantitativa, com os expedientes de revisão de literatura, trabalhos de campo, entrevistas, observações participantes, elaboração de mapas de usos da terra e da água, registros de imagens e outros. A tese defendida é de que os interesses dos grupos hegemônicos na bacia hidrográfica do Rio Claro, a agricultura “moderna” e o setor hidroelétrico, amparados pela ideia de posse e controle da terra e da água e pelas estratégias econômicas e políticas, protagonizam a espoliação da natureza e socializam a degradação do Rio Claro, de seus afluentes e da vida. Constatamos que o início do processo de “ocupação” da bacia hidrográfica do Rio Claro, a partir do segundo quartel do século XIX, foi marcado por uma guerra sangrenta entre os ““pioneiros”, caçadores de fazendas” e os autóctones da região, os Kayapó (ou Caiapó), que se autodenominavam como “povo do buraco/lugar d’água”, período em que os Kayapó foram dizimados de seu território nativo. Há uma acumulação primitiva continuada nas terras da bacia hidrográfica do Rio Claro e, na atualidade, com as nuances mais cruéis, na espoliação da água e no exaurimento dos rios. A participação social nos espaços deliberativos da governança da água é ainda uma quimera. A relação íntima entre o Cerrado e as águas que irrigam esse ambiente e se repartem para as distintas regiões brasileiras colabora para expor o conteúdo estratégico da localização geográfica da bacia hidrográfica do Rio Claro. A sanha dos grupos hegemônicos, sob os moldes capitalistas de produção, transforma as riquezas naturais do Rio Claro em uma fecundidade “inglória”.
Abstract: The watershed of Rio Claro, in the South of Goiás state, has been suffering significant compressions of human interference in nature. Even against the inconsistent situation of the river and its creeks, there are advancements in deforestations, irrigation in large scale by center pivots, the construction of dams, and the like. The way rivers are used reflects a model of relationship “society” and nature. Thus, we had as an objective to understand the process of “occupation” of Rio Claro supposing that the river is in agony. Therefore, we based ourselves in a qualitative and quantitative research, with shifts of literature reviews, field trips, interviews, participants’ observations, elaboration of maps of land use and water, register of images and the like. The defended thesis is that the interests of hegemonic groups in the watershed of Rio Claro, the “modern” agriculture and the hydropower sector, supported by the idea of ownership and control of the land and water by economic and political strategies, are held responsible for nature’s spoliation and socialize Rio Claro’s degradation, its creeks and life itself. We’ve verified that the beginning of the “occupation” process of the watershed of Rio Claro, from the second quarter of XIX century, was marked by a bloody war between the “pioneers, farm hunters” and the autochthonous of the region, the Kayapó (or Caiapó), which called themselves as “people of the hole/water place”, period in which the Kayapó were decimated in their native territory. There’s a continued primitive accumulation of lands in the watershed of Rio Claro and, currently, with the most cruel nuances, in the water spoliation and the exhaustion of the rivers. The social participation in deliberative spaces of water governance is still a chimera. The intimate relationship between Cerrado and the waters which irrigate this environment and divide themselves to different Brazilian regions collaborate to expose the strategic content of the geographic localization of the watershed of Rio Claro. The rage of hegemonic groups, under capitalist modes of production, transforms the natural wealth of Rio Claro into an “inglorious” fertility
Palavras-chave: Rio Claro, no sul goiano
Cerrado
Sociedade e natureza
Posse e controle da terra e da água
Rio Claro, in the south of Goiás State
Society” and nature
Ownership and control of land and water
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Instituto de Estudos Socioambientais - IESA (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Geografia (IESA)
Citação: OLIVEIRA, F. A. Ocupação e agonia de um rio: a fecundidade “inglória” do Rio Claro no sul goiano. 2018. 242 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2018.
Tipo de acesso: Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/10907
Data de defesa: 3-Dez-2018
Aparece nas coleções:Doutorado em Geografia (IESA)

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