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Tipo do documento: Tese
Título: As faces do duplo em Don Quijote de la Mancha: destino, liberdade e honra
Título(s) alternativo(s): Las faces del doble em Don Quijote de la Mancha: destino, libertad y honra
Autor: Fróes, Thalita Sasse
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/9211435381652369
Primeiro orientador: Cánovas, Suzana Yolanda Lenhardt Machado
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/9052844036518506
Primeiro membro da banca: Cánovas, Suzana Yolanda Lenhardt Machado
Segundo membro da banca: Mello, Ana Maria Lisboa de
Terceiro membro da banca: Frungillo, Mário Luiz
Quarto membro da banca: Yokozawa, Solange Fiúza Cardoso
Quinto membro da banca: Regino, Sueli Maria de Oliveira
Resumo: No Siglo de Oro espanhol, Miguel de Cervantes Saavedra publica Don Quijote de la Mancha – a história de amizade entre Alonso Quijano e Sancho Panza. Transformados em cavaleiro andante e fiel escudeiro, juntos caminham pelo campo de Montiel. Em constante contraponto, as duas personagens, consideradas complementares, personificam o dilema que assola o homem moderno em seu nascimento. Sensível leitor de seu tempo, Cervantes representa esse homem cindido e multifacetado que, entre dois mundos, perde suas referências diante da efervescente atmosfera que anuncia o ocaso do medievo. Em conflito, divide-se, separa-se e se multiplica. Entre a velha e a nova ordem, a dupla face da verdade e o paradoxo arrebatam o ser humano. No alvorecer do século XVII, o mito do duplo incorpora a natureza antitética do pensamento e, sob a pluma do Manco de Lepanto, envereda pela tessitura da obra, fazendo ecoar uma complexa trama de desdobramentos ressonantes. Compreender o mito do duplo manifesto no Quijote significa: retomar o legado deixado por Cervantes com base nos estudos de Arnold Hauser, Otto Maria Carpeaux, Erich Auerbach, Miguel de Unamuno, Ortega y Gasset, Américo Castro e Carlos Fuentes, somado ao trabalho desenvolvido por uma vigorosa fortuna crítica nacional e internacional; apreender a atmosfera medieval por meio das pesquisas de Johan Huizinga, Jacques Le Goff, Georges Duby e Umberto Eco; e analisar os desdobramentos das personagens recorrendo aos postulados de Nicole Bravo, Clément Rosset, Pierre Jourde e Paolo Tortonese, Michel Guiomar e Edgar Morin para, à luz da hermenêutica de simbólica de C. G. Jung, Gaston Bachelard, Mircea Eliade e Harold Boom, debruçar-se sobre a jornada de um homem em busca de si mesmo. O vertiginoso labirinto maneirista com que o escritor espanhol representa o cavaleiro de la Mancha faz o particular transbordar no universal. Atordoado pelo conflito da fé, resta a ele forjar o seu destino e, livre, despertar para a consciência de seu caráter individual. Em busca da unidade perdida, seu verdadeiro eu reintegra-se ao todo.
Abstract: En el Siglo de Oro español, Miguel de Cervantes Saavedra publica Don Quijote de la Mancha – la historia de amistad de Alonso Quijano y Sancho Panza. Configurados en caballero andante y fiel escudero, juntos caminan por los campos de Montiel. En constante contradicción, los dos personajes se complementan, representando el dilema que sufre el hombre moderno desde su nacimiento. Lector sensible de su tiempo, Cervantes personifica ese hombre dividido y multifacético, que, entre dos mundos, pierde sus referencias en el inquietante ambiente que anuncia el ocaso de la Edad Media. En conflicto se divide, se separa y se multiplica. Entre la vieja y nueva orden, la doble cara de la verdad y la paradoja conmueven el ser humano. Al rayar el siglo XVII, el mito del doble incorpora la naturaleza antitética del pensamiento e, bajo la pluma del Manco de Lepanto, emerge en el contexto de la obra, haciendo repercutir una compleja trama de desdoblamientos resonantes. Comprender el mito del doble en la obra Don Quijote significa: retomar el legado dejado por Cervantes en los estudios de Arnold Hauser, Otto María Carpeaux, Erich Auerbach, Miguel de Unamuno, Ortega y Gasset, Américo Castro y Carlos Fuentes, aunados al trabajo desarrollado por una vigorosa fortuna crítica nacional e internacional; conocer el ambiente de la vida medieval a través de las investigaciones de Johan Huizinga, Jacques Le Goff, Georges Duby y Umberto Eco; y analizar los desdoblamientos de los personajes recurriendo a los postulados de Nicole Bravo, Clément Rosset, Pierre Jourde, Paolo Tortonesse, Michel Guiomar y Edgar Morin, para, a la luz de la hermenéutica simbólica de C. G. Jung, Gaston Bachelard, Mircea Eliade y Harold Boom, conocer con mayor profundidad la trayectoria de un hombre en busca de su propia identidad. El vertiginoso laberinto manierista en el cual, el escritor español personifica el caballero de la Mancha, hace que trascienda lo particular para lo universal. Confundido por el conflicto de la fe, se obliga a forjar su propio destino. Libre despierta para la conciencia de su carácter individual. En busca de la unidad perdida, su verdadera identidad se incorpora a un todo.
Palavras-chave: Miguel de Cervantes
Don Quijote de la Mancha
Mito do duplo
Maneirismo
Dupla face da verdade
Mito del doble
Manierismo
Doble face de la verdade
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Letras - FL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL)
Citação: FRÓES, Thalita Sasse. As faces do duplo em Don Quijote de la Mancha: destino, liberdade e honra. 2016. 248 f. Tese (Doutorado em Letras e Linguística) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2016.
Tipo de acesso: Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11037
Data de defesa: 29-Set-2016
Aparece nas coleções:Doutorado em Letras e Linguística (FL)

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