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Tipo do documento: Tese
Título: Morte e poder: o Mosteiro da Batalha e a construção da memória funerária de Avis no contexto Ibérico (Século XV)
Título(s) alternativo(s): Death and power: the Monastery of Batalha and the construction of the funerary memory of Aviz in the Iberian context (15th century)
Autor: Azevedo, Hugo Rincon
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/0122707652462743
Primeiro orientador: Souza, Armênia Maria de
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/9441339482614419
Primeiro membro da banca: Souza, Armênia Maria de
Segundo membro da banca: Gomes, Saul António
Terceiro membro da banca: Rincón, David Nogáles
Quarto membro da banca: Nascimento, Renata Cristina de Sousa
Quinto membro da banca: Oliveira, Terezinha
Resumo: A dinastia de Avis fundada no governo de D. João I como Rei de Portugal em 1385, teve ao longo do século XV e início do século XVI uma intensa preocupação com a construção e a preservação da memória da realeza. Seja a cristalização da memória produzida por meio de documentos escritos, como as crônicas régias, ou por meio de monumentos, como o Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Construído nas cercanias de Aljubarrota (1385), o mosteiro se tornou panteão régio, lugar de memória e símbolo de poder ao abrigar os restos mortais de reis e membros da casa reinante. Desse modo, o período medieval assistiu em diferentes ritmos a antiga concepção de "boa morte" se transformar em uma morte cristianizada, que moldou os costumes do morrer na tentativa de controlá-lo pelo indivíduo, com mediação do clero, por meio dos ritos necessários para a garantia da salvação da alma. O culto dos mortos se tornou o principal mecanismo de celebração da memória da morte, que, aliado a adoção dessas práticas pela aristocracia, converteu-se em uma grandiosa manifestação de poder. Nos últimos séculos da Idade Média, as monarquias se apropriaram dessas concepções, resultando na fabricação de histórias dinásticas e laicas destinadas a legitimar o poder dos príncipes. Em Portugal entre os séculos XV e XVI, os cronistas da Casa de Avis construíram discursos idealizadores do passamento dos monarcas da dinastia. Analisamos as narrativas sobre os reis de Avis (D. João I, D. Duarte, D. Afonso V e D. João II) e os membros da família real (a rainha D. Filipa de Lencastre e os infantes da Ínclita Geração) sepultados na Capela do Fundador no Mosteiro da Batalha. Problematizamos a relação entre a idealização da morte desses reis presente nas narrativas e no cerimonial produzido em memória de suas mortes. Para compreender esse processo, utilizamos do método da História Comparada. Nesse sentido, selecionamos como objetos de análise comparada os discursos cronísticos sobre a morte dos reis de Avis em Portugal e de Trastâmara em Castela no século XV, assim como a construção dos monumentos funerários como símbolos de legitimação e de propaganda dinástica.
Abstract: The Dynasty of Aviz established in the government of King John I as the ruler of Portugal in 1385, had throughout the 15th and early 16th centuries an intense concern with the construction and preservation of the royalty memory. Be it the crystallization of memory produced through written documents, such as royal chronicles or through monuments, such as the Santa Maria da Vitória Monastery. Built on the outskirts of Aljubarrota (1385), the monastery became a royal pantheon, a place of memory and symbol of power when it withheld the remains of kings and members of the reigning house. In this way, the medieval period saw the old conception of "good death" transformed into a Christianized death at different rates, which shaped the customs of dying in an attempt to control it by the individual, with the mediation of the Church, through the necessary rituals for the guarantee to the salvation of the soul. The cult of the dead has become the main mechanism for celebrating the memory of death, which, along the adoption of these practices by the aristocracy, has become a great manifestation of power. In the last centuries of the Middle Ages, monarchies appropriated those conceptions, resulting in the production of dynastic and secular histories destined to legitimize the power of princes. In Portugal between the 15th and 16th centuries, the chroniclers of the House of Aviz built speeches idealizing the passing of the monarchs of the dynasty. We analyzed the narratives about the kings of Aviz (John I, Edward I, Afonso V and John II) and the members of the royal family (Queen Philippa of Lancaster and the princes of the "Illustrious Generation") buried in Batalha Monastery. We problematize the relations between the idealization of the death of these kings present in the narratives and in the ceremonial produced in memory of their deaths. To understand this process, we resort to the Comparative History method. We chose as comparative analysis objects the chronistic speeches of the death of the kings of Aviz in Portugal and of Trastámara in Castile in the 15th century, along with the construction of funerary monuments as symbols of legitimation and dynastic propaganda
Palavras-chave: Dinastia de Avis
Morte
Memória
Poder
Mosteiro da batalha
Dynasty of Aviz
Death
Memory
Power
Monastery of batalha
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA ANTIGA E MEDIEVAL
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de História - FH (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em História (FH)
Citação: AZEVEDO, H. R. Morte e poder: o Mosteiro da Batalha e a construção da memória funerária de Avis no contexto Ibérico (Século XV). 2021. 376 f. Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2021.
Tipo de acesso: Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11283
Data de defesa: 25-Mar-2021
Aparece nas coleções:Doutorado em História (FH)

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