Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11782
Tipo do documento: Dissertação
Título: Língua Apyãwa: construções oracionais em contextos comunicativos diversos
Título(s) alternativo(s): Apyãwa language: orational constructions in different communicative contexts
Autor: Tapirapé,  Iranildo Arowaxeo’i
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/6112769283714078
Primeiro orientador: Borges, Mônica Veloso
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/2060190094208263
Primeiro membro da banca: Borges, Mônica Veloso
Segundo membro da banca: Silva, Maria do Socorro Pimentel da
Terceiro membro da banca: Paula, Eunice Dias de
Resumo: Este trabalho busca discutir a temática “construções oracionais da língua Apyãwa”, com objetivos de entender melhor, a partir dos contextos e espaços de interação comunicativa entre os Apyãwa, as ordens oracionais dessa língua que são mais recorrentes nas suas interações comunicativas, se a pessoa que usa uma ordem usa outras diferentes, se conforme Leite (2012), a ordem desta língua é realmente “livre”, os tipos de verbos das construções oracionais da língua Apyãwa, as ordens que esses verbos fornecem para cada uma das construções oracionais, e as ordens de construções oracionais com uso dos nomes e pronominais. Sabendo que, além desses objetivos mencionados, pretendo muito que, a partir deste trabalho, os Apyãwa cheguem a compreender e darem mais valor para todas as ordens oracionais de sua língua e para todos os saberes nelas interligados. Para alcançar esses objetivos, busquei realizar pesquisas nos contextos e nas situações em que os Apyãwa realizam suas interações comunicativas, assim como na Takãra (casa cerimonial), durante a realização do ritual de Marakayja e de Marakaxawãja, nas pescarias, nas caçadas e nos terreiros de algumas casas, nas aldeias Wiriaotãwa e Tapiparanytãwa. A partir das informações obtidas observei que, em algumas situações de fala, assim como nas caçadas, algumas pessoas usavam mais de uma ordem nas construções oracionais enunciadas, quando tratavam das caçadas e das caças abatidas. Assim como observei também que, em outras situações de fala, como nos terreiros das casas em Wiriaotãwa e em Tapiparanytãwa, e, inclusive numa realização do ritual de Marakayja em Tapi’itãwa, em algumas enunciadas, sobretudo, quando tratavam do jogo de futebol, a ordem SVO era mais recorrente. Percebi, então, que existem situações em que certas pessoas usam mais a ordem SVO do que as outras ordens oracionais existentes na língua Apyãwa, acreditando que com uso dessa ordem elas são facilmente compreendidas pelos seus ouvintes, mesmo sabendo que com uso das outras ordens também elas são facilmente compreendidas através dos contextos comunicativos. Além dos estudos e pesquisas que realizei nos contextos e nas relações de comunicação entre os Apyãwa, realizei também estudos bibliográficos, sobretudo, na obra de Leite (2012), em busca de entender melhor, o que a levou a definir que a língua Apyãwa é de ordem livre. Através desses estudos e pesquisas desenvolvidas entendi que nem todas as construções oracionais da língua Apyãwa são de ordem livre, assim como essa autora menciona. Cabe entender e levar em consideração que na língua Apyãwa há construção oracional composta por S (Sujeito), V (Verbo) e O (Objeto) sem as partículas. Mas existem outras construções oracionais em que há partículas, e que a maioria desse tipo de construção oracional, por sua vez, não é de ordem livre. Pois, a partir do momento em que uma partícula muda de posição, muda o significado da construção oracional.
Abstract: This paper seeks to discuss the theme "syntatic constructions of the Apyãwa language", with the purpose of better understanding, from the contexts and spaces of communicative interaction between the Apyãwa, the syntatic orders of that language that are most recurrent in their communicative interactions, if the person who uses one order uses different ones, if according to Leite (1967), the order of this language is really "free", the types of verbs of the sentences in the Apyãwa language, the orders that these verbs provide for each of the sentences, and the orders phrasal constructions using names and pronouns. Knowing that, in addition to these objectives mentioned, I very much hope that, from this work, the Apyãwa will come to understand and give more value to all the syntatic orders of their language and to all the knowledge interconnected in them. In order to achieve these objectives, I sought to conduct research in the contexts and situations in which the Apyãwa carry out their communicative interactions, as well as in Takãra (ceremonial house), during the performance of the Marakayja and Marakaxawãja ritual, in fisheries, hunting and in the terreiros of some houses in Wiriaotãwa and Tapiparanytãwa villages. From the information obtained, I observed that, in some situations of speech, as well as in the hunts, some people used more than one order in the uttered phrasal constructions, when they dealt with the hunts and the killed hunts. As I also observed that, in other situations of speech, such as in the terreiros of the houses in Wiriaotãwa and Tapiparanytãwa, and, even in a performance of the Marakayja ritual in Tapi'itãwa, in some phrasal constructions, above all, when dealing with the soccer game, the SVO order was more recurrent. I realized, then, that there are situations in which certain people use the SVO order more than the other existing oral orders in the Apyãwa language, believing that using this order they are easily understood by their listeners, even though they know that using other orders too they are easily understood through communicative contexts. In addition to the studies and research that I carried out in the contexts and in the communication relations between the Apyãwa, I also carried out bibliographic studies, especially in Leite's work (1967) in search of a better understanding, which led her to define that the Apyãwa language belongs to free order. Through these studies and researches I understood that not all phrasal constructions in the Apyãwa language are free order, as this author mentions. It is worth understanding and taking into account that in the Apyãwa language there is a sentence composed of S (Subject), V (Verb) and O (Object) without the particles. But there are other phrasal constructions in which there are particles, and most of this type of phrasal constructions, in turn, is not of a free order. For from the moment a particle changes its position, the meaning of phrasal constructions changes
Palavras-chave: Língua Apyãwa
Construções oracionais
Contextos comunicativos diversos
Takãra
Casa
Caçada
Pescaria
Escola
Apyãwa language
syntatic constructions
Diverse communicative contexts
Takãra
Home
Hunting
Fishing
School
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Letras - FL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL)
Citação: TAPIRAPÉ, I. A. Língua Apyãwa: construções oracionais em contextos comunicativos diversos. 2020. 147 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2020.
Tipo de acesso: Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/11782
Data de defesa: 30-Nov-2020
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras e Linguística (FL)

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