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Tipo do documento: Dissertação
Título: A segurança de produtos para saúde processados durante o transporte e armazenamento em unidades de internação
Título(s) alternativo(s): The safety of processed patient care equipment during transportand storage in inpatient units
Autor: Freitas, Lucimara Rodrigues de
Primeiro orientador: Tipple, Anaclara Ferreira Veiga
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/4288704233343920
Primeiro membro da banca: Tipple, Anaclara Ferreira Veiga
Segundo membro da banca: Graziano, Kazuko Uchikawa
Terceiro membro da banca: Sousa, Adenícia Custódia Silva e
Quarto membro da banca: Pereira, Milca Severino
Quinto membro da banca: Palos, Marinésia Aparecida do Prado
Resumo: Estudo exploratório, transversal e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado em 11 unidades de internação de um hospital de ensino, público e de grande porte do município de Goiânia/GO. O objetivo geral foi analisar a segurança de produtos para saúde processados durante o seu transporte e armazenamento, em unidades de internação e os específicos foram: identificar os responsáveis pelos cuidados com os produtos para saúde processados após sua distribuição nas unidades de internação; identificar aspectos estruturais e recursos materiais disponíveis para o transporte e armazenamento de produtos para saúde, em unidades de internação; descrever os cuidados dispensados pela equipe de saúde, com o transporte e armazenamento de produtos para saúde, nas unidades de internação e descrever os eventos relacionados que podem contribuir para contaminação dos produtos para saúde processados durante o transporte e armazenamento nas unidades de internação. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do hospital local do estudo (protocolo nº 167/2011) e foram observados os aspectos éticos pertinentes. Os dados foram coletados de julho a setembro de 2012, por meio de dois instrumentos avaliados e submetidos a teste piloto: um check list preenchido por meio de observação direta e uma entrevista aplicada aos enfermeiros responsáveis pelo gerenciamento de cada unidade. Os responsáveis pelos cuidados com o transporte e guarda de PPS processados eram predominantemente os técnicos de enfermagem (72,7%). Nenhum sistema de guarda das 11 unidades de internação atendia todas as recomendações acerca dos aspectos estruturais e recursos materiais para o armazenamento de PPS processados, sendo que dez unidades (90,9%) os guardavam em áreas não exclusivas, destinadas a outras funções e junto a produtos não esterilizados. O acesso à área de guarda era irrestrito em todas as unidades e não houve adesão à maioria das recomendações para a guarda e distribuição de PPS processados, apenas três itens tiveram adesão, dois deles com baixas frequências: controle da entrada dos PPS processados na área de guarda (100,0%); disposição nas prateleiras de acordo com a identificação (27,3%) e organização segundo ordem cronológica (9,1%). A equipe de enfermagem foi a que mais frequentemente se envolveu nos eventos relacionados, que quando somados em todas as unidades os mais frequentes foram: “manusear sem higienizar as mãos” (20,0%) e “manusear excessivamente” (18,3%) PPS processados. O evento “abrir a embalagem e fechar novamente”, considerado grave, foi o mais frequente em bacias, capotes e campos cirúrgicos, correspondendo àqueles produtos embalados em pares. Os pacotes de compressas, gazes e ataduras frequentemente “caíram no chão” e foram recolhidos para uso. O CME não oferecia os veículos para transporte de PPS processados às unidades de internação e aqueles pertencentes às próprias unidades eram carrinhos abertos, com superfície irregular e de difícil limpeza, no modelo dos usados em supermercados, considerados inadequados para transporte. O estudo revelou o descuidado da equipe de saúde com os PPS processados depois que eles são distribuídos às unidades de internação, o que coloca em risco a manutenção de sua esterilidade e consequentemente a segurança do usuário.
Abstract: This exploratory, cross-sectional descriptive and quantitativestudy was performed in 11 inpatient units of a large public teaching hospital in the city of Goiânia, Goias, Brazil. The general objective was to assess the safety of processed patient care equipment during transportand storage in inpatient units, and the specific objective was to identify those responsible for the equipment after processing and distribution to inpatient units, identify structural features and material resources available for transportation and storage of equipment in inpatient units, describe the handling of the equipment by the healthcare team with regard to the transportation of and storage of equipment in inpatient units, and to describe any factors that could contribute to contamination of the processed equipment during transport to and storage in inpatient units. The study was approved by the Research Ethics Committee of the hospital (Protocol 167/2011), and pertanent ethical aspects were observed. Data were collected from July to September 2012 using two instruments, both of which were evaluated and went through pilot testing: a check list completed through direct observation, and an interview of nurses responsible for managing each unit. Those responsible for the care, custody, and transportation of equipment were processed predominantly by practicing nurses (72.7%). No storage system from 11 inpatient units met all of the recommendations regarding the structural and material resources for the storage of processed equipment, ten units (90.9%) kept equipment in non-dedicated areas, and other materials were kept near products that were not sterilized. Access to clean storage was unrestricted in all units, and did not adhere to most of the recommendations for the storage and distribution of processed equipment, only three items had adhere, two with low frequency: inventory of processed equipment kept in the storage area (100.0%); proper identification of equipment on the shelves (27.3%), and maintaining stock rotation (9.1%). The nursing staff was most frequently involved in recorded events, the most frequent across all units being: "handled without proper hand hygiene" (20.0%) and "handled excessively" (18.3%) processed equipment. The event "opening the package and closing it again", considerede serious, was the most frequent in basins, gowns and drapes, which are products frequently packaged in pairs. The packages of compression dressings, gauze, and bandages often "fell down" and were picked up off the floor and used. The material sterilization center offered no carts to transport the processed equipment to inpatient units and the carts brought from the units themselves were open, with irregular and difficult to clean surfaces, like shopping carts, which are considered unsuitable for transport. The study also revealed carelessness on the part of the healthcare team with regard to processed equipment following distribution to inpatient units, which presents a risk to the maintenance of the sterile environment, and consequently, patient safety.
Estudio exploratorio, transversal y descriptivo, con abordaje cuantitativo, realizado en 11 unidades de internación de un hospital de enseñanza, público y de grande porte del municipio de Goiânia/GO. El objetivo general fue analizar la seguridad de productos para la salud procesados durante su transporte y almacenaje, en unidades de internación y los específicos fueron: identificar los responsables por los cuidados con los productos para la salud procesados después de su distribución en las unidades de internación; identificar aspectos estructurales y recursos materiales disponibles para el transporte y almacenaje de productos para la salud, en unidades de internación; describir los cuidados dispensados por el equipo de salud, con el transporte y almacenaje de productos para la salud, en las unidades de internación y describir los eventos relacionados que pueden contribuir para la contaminación de los productos para la salud procesados durante el transporte y almacenaje en las unidades de internación. El estudio fue aprobado por el Comité de Ética en Pesquisa del hospital local del estudio (protocolo nº 167/2011) y fueron observados los aspectos éticos pertinentes. Los datos fueron recolectados de julio a septiembre de 2012, por medio de dos instrumentos evaluados y sometidos a prueba experimental: un check list rellenado por medio de observación directa y una entrevista realizada a los enfermeros responsables por la gerencia de cada unidad. Los responsables por los cuidados con el transporte y guardia de PPS procesados eran predominantemente los técnicos de enfermería (72,7%). Ningún sistema de guardia de las 11 unidades de internación atendía a todas las recomendaciones acerca de los aspectos estructurales y recursos materiales para el almacenaje de PPS procesados, siendo que diez unidades (90,9%) los guardaban en áreas no exclusivas, destinadas a otras funciones y junto a productos no esterilizados. El acceso al área de guardia era irrestricto en todas las unidades y no hubo adhesión a la mayoría de las recomendaciones para la guardia y distribución de PPS procesados, apenas tres ítems tuvieron adhesión, dos con bajas frecuencias: control de la entrada de los PPS procesados en la área de guardia (100,0%); disposición en las platilleras de acuerdo con la identificación (27,3%) y organización según el orden cronológico (9,1%). El equipo de enfermería fue el que más frecuentemente se involucró en los eventos relacionados, que cuando son sumados en todas las unidades los más frecuentes fueron: “manipular sin higienizar las manos” (20,0%) y “manipular en exceso” (18,3%) PPS procesados. El evento “abrir el embalaje y cerrarlo nuevamente”, considerado grave, fue el más frecuente en vasijas, capotes y campos quirúrgicos, correspondiendo a aquellos productos embalados en pares. Los paquetes de compresas, gasas y fajas frecuentemente “se cayeron al piso” y fueron recogidos para uso. El CME no ofrecía los vehículos para transporte de PPS procesados a las unidades de internación y aquellos pertenecientes a las propias unidades eran carritos abiertos, con superficie irregular y de difícil limpieza, como los usados en supermercados, considerados inadecuados para transporte. El estudio reveló el descuido del equipo de salud con los PPS procesados después que ellos son distribuidos a las unidades de internación, lo que coloca en riesgo el mantenimiento de su esterilidad y consecuentemente la seguridad del usuario.
Palavras-chave: Administração de materiais no hospital
Sistemas de distribuição no Hospital
Esterilização
Armazenamento
Evento relacionado
Materials management hospital
Hospital distribution systems
Eterilization
Storage
Event related
Área(s) do CNPq: CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Enfermagem - FEN (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Enfermagem (FEN)
Citação: FREITAS, Lucimara Rodrigues de. A segurança de produtos para saúde processados durante o transporte e armazenamento em unidades de internação 2013. 102 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2013.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/3753
Data de defesa: 29-Abr-2013
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