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Tipo do documento: Dissertação
Título: (Auto) representações de professores de espanhol em Goiás: construindo identidades profissionais
Título(s) alternativo(s): (Auto) representaciones de profesores de Español en Goiás: construyendo identidades profesionales
Autor: Oliveira, Érica da Silva
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/2568971401995307
Primeiro orientador: Lima, Lucielena Mendonça de
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/5215089054455580
Resumo: Neste estudo, analisamos as (auto)representações de seis professoras de espanhol sobre suas identidades profissionais. Nesta pesquisa, representar significa conceituar, produzir sentidos e refletir sobre ser professor e estar em sala de aula de Espanhol como língua estrangeira (E/LE). Na Linguística Aplicada, para Celani e Magalhães (2002) e Magalhães (2004), representações são valores e crenças construídas em contextos sócio-históricos e culturais, são visões ou formas de ver e entender o mundo; seu caráter é social, mas também é individual, dinâmico, contextual e paradoxal. Para os Estudos Culturais, a representação é uma forma de atribuição de sentidos e está sujeita, na relação social, às relações assimétricas de poder (FOUCAULT, [1979]/1984, 1995; TADEU DA SILVA, [1999]/2010). Portanto, a identidade é representacional (TADEU DA SILVA, [2000]/2007). Dessa forma, é relevante identificar como os professores de E/LE representam, por meio da linguagem (MAGALHÃES, 2004), sua profissão, ou seja, como a definem, quais são suas representações sobre o que é ser professor de E/LE, como caracterizam sua formação inicial e continuada e de que maneira essas representações funcionam, bem como que sentido produzem para/na prática docente e o contexto em que atuam. Nesta pesquisa, propiciar condições para que os discursos de professores de Espanhol e suas representações fossem evidenciados levou-nos à geração dos dados, por meio dos quais pudemos identificar suas identidades profissionais, que são construídas pelas representações. De caráter qualitativo, realizamos este estudo de caso, em um primeiro momento, com 32 professores de Espanhol que atuam na região metropolitana de Goiânia/Goiás, por meio da aplicação de um questionário aberto, a fim de realizar o levantamento das principais representações presentes neste grupo inicial. Na sequência, verticalizamos o estudo com um grupo focal, composto por seis professoras, no qual utilizamos narrativas, entrevista, sessões reflexivas, um questionário-perfil e outro socioeconômico como instrumentos de geração de dados, a partir dos quais pudemos analisar e interpretar as representações iniciais. Levantamos várias representações, inicialmente a respeito da desvalorização do ensino de Espanhol nas escolas, devido à carga horária reduzida (entre 45 ou 90 minutos de aula) e à ausência de status curricular para a disciplina; bem como a insatisfação com a própria formação superior inicial, considerada como incompleta no preparo para a prática de sala de aula. Entre as representações encontradas, discutidas e problematizadas ao longo deste trabalho destacamos as de que: 1) o professor de Espanhol é um sofredor; 2) ensinar se aprende na prática; 3) para ser professor de Espanhol é preciso ser apaixonado pela profissão; e, 4) para ser profissional, o mais importante é investir em formação continuada. Essas e outras representações que identificamos neste estudo nos fazem acreditar que os professores de Espanhol em Goiás estão construindo suas identidades profissionais em meio a sobressaltos devido às muitas adversidades encontradas para ensinar. Acreditamos que nosso papel nesta pesquisa, ao proporcionarmos condições para a reflexão sobre a profissão de professor de Espanhol, consiste em ajudar a promover a reconstrução social das identidades profissionais destes professores em Goiânia.
Abstract: En este estudio, analizamos las (auto)representaciones de seis profesoras de Español sobre sus identidades profesionales. En esta investigación representar significa conceptualizar, producir sentidos y reflexionar acerca del sentido que tiene ser profesor y estar en sala de clase de Español como lengua extranjera (E/LE). En la Lingüística Aplicada, para Celani y Magalhães (2002) y Magalhães (2004), representaciones son valores y creencias construidas en contextos socio-históricos y culturales, son visiones o maneras de ver y entender el mundo; su carácter es social, pero también es individual, dinámico, contextual y paradójico. Para los Estudios Culturales, la representación es una forma de atribución de sentidos y en la relación social se somete a relaciones asimétricas de poder (FOUCAULT, [1979]/1984, 1995; TADEU DA SILVA, [1999]2010). Por lo tanto, la identidad es representacional (TADEU DA SILVA, [2000]/2007). De ese modo, es relevante identificar como estas profesoras de E/LE representan su profesión por medio del lenguaje (MAGALHÃES, 2004), es decir, como la definen, cuáles son sus representaciones sobre qué es ser profesor de E/LE, cómo caracterizan su formación inicial y continuada y de qué modo estas representaciones funcionan y qué sentidos producen para/en la práctica docente. En esta investigación, propiciar las condiciones para que los discursos de las profesoras participantes y sus representaciones se evidenciaran nos llevó a la generación de los datos, a través de los cuales identificamos sus identidades profesionales, construidas por sus representaciones. De carácter cualitativo, realizamos este estudio de caso, en un primer momento, con 32 profesores de Español que actúan en la región metropolitana de Goiânia/Goiás, con el soporte de la aplicación de un cuestionario abierto con el objetivo de realizar un levantamiento de las principales representaciones de este grupo inicial. En la secuencia, verticalizamos este estudio con un grupo focal, compuesto de seis profesoras, con el cual utilizamos narrativas, entrevistas, sesiones reflexivas, un cuestionario socio-económico y un cuestionario perfil como instrumentos de generación de los datos, a través de los cuales analizamos e interpretamos las representaciones iniciales. Encontramos varias representaciones inicialmente con respecto a la desvalorización de la enseñanza de Español en las escuelas, debido al poco tempo de clase (45 ó 90 minutos), y a la ausencia de status curricular para esta asignatura, así como la insatisfacción de los profesores con su propia formación inicial al considerarla como incompleta en prepararles para la práctica de sala de clase. Entre las representaciones identificadas, discutidas y problematizadas a lo largo de este trabajo encontramos las siguientes: 1) el profesor de Español es un sacrificado; 2) enseñar se aprende en la práctica; 3) para ser profesor de Español es necesario apasionarse de la profesión, y 4) para ser profesional lo más importante es invertir en formación continuada. Estas y otras representaciones que identificamos en este estudio nos hacen creer que los profesores de Español en Goiás estén construyendo sus identidades profesionales entre sobresaltos frente a las muchas adversidades que encuentran para enseñar. Estamos ciertas de que nuestro papel en esta investigación, al proporcionar las condiciones para que las seis profesoras reflexionaran sobre la profesión, consiste en ayudar a promover la reconstrucción social de sus identidades profesionales.
Palavras-chave: Representações
Professores de espanhol
Identidade profissional
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Letras - FL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL)
Citação: OLIVEIRA, Érica da Silva. (Auto) representações de professores de espanhol em Goiás: construindo identidades profissionais. 2014. 178 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2014.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/3811
Data de defesa: 13-Jun-2014
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras e Linguística (FL)

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