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Tipo do documento: Dissertação
Título: Posturas sociolinguísticas decoloniais do Povo Tapuia do Carretão
Título(s) alternativo(s): Posturas sociolinguísticas decoloniales del Pueblo Tapuia de Carretão
Autor: Machado, Ana Elizabete Barreira
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/3614912879236863
Primeiro orientador: Rezende, Tânia Ferreira
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/9438105037411040
Primeiro membro da banca: Rezende, Tânia Ferreira
Segundo membro da banca: Dias, Luciana de Oliveira
Terceiro membro da banca: Silva, Maria do Socorro Pimentel da
Resumo: Nossa pesquisa parte do pressuposto da Sociolinguística Crítica de Calvet (2012), de que o objeto de estudo da linguística é a comunidade social sob seu aspecto linguístico. Sendo assim, nosso trabalho prevê o estudo linguístico como um estudo social sobre as demandas linguísticas e seus impactos em determinada sociedade. O Povo Tapuia é um dos povos indígenas de Goiás, remanescentes do Aldeamento Pedro III ou Carretão, que foi estabelecido em meados do século XVIII e depois abandonado pelo estado brasileiro. Entretanto, os remanescentes descendentes de Xavante, Kayapó, Karajá, negros e brancos, permaneceram no território e são hoje o Povo Tapuia do Carretão. No século XX passaram por um longo processo de espólio em sua luta fundiária e jurídica para, enfim, após décadas de enfrentamento, receberem a legitimação do estado para permanecerem em suas terras, em 1999. Ao longo de todo esse processo as e os Tapuia tiveram sua identidade indígena questionada por grupos externos, principalmente pelo fator linguístico, por serem considerados falantes de português. Entendemos que este questionamento e vigilância da identidade indígena serve a interesses de deslegitimação de sua identidade para a retirada de seus direitos de indígenas. E isso acontece também, como observamos, através da manutenção da imagem de controle (Collins, 2000) imposta aos indígenas brasileiros. O conceito de imagem de controle é adaptado a essa realidade no primeiro capítulo. A questão problema da pesquisa foi dentro de um contexto de imposição da imagem de controle de indígena brasileiro, caracterizada também pela língua, o Povo Tapuia do Carretão responde (coletiva, consciente e politicamente), a essas respostas chamamos posturas sociolinguísticas, desnaturalizando essas imagens de controle e criando novas formas de ser indígena, e novas formas de saber língua. Nosso objetivo é problematizar posturas sociolinguísticas decoloniais (Quijano, 1992) dos e das Tapuia a partir da interpretação de suas reações frente à imagem de controle de indígena historicamente imposta ao Povo Tapuia. A metodologia é de interpretação de textos que compreendemos como localizados nos tempos-lugares quando essa imposição da imagem de controle foi exposta ao Povo: a) nas narrativas dos anciãos e anciãs, na década de 1980; b) na pesquisa de Braggio (1992); c) no tempo de formação dos professores e professoras Tapuia, na primeira década do século XXI. Para interpretar esses textos o quadro epistemológico é a Decolonialidade e a Teoria Social Crítica. Nossa abordagem teórica de interpretação do problema está baseada na interface da Sociolinguística Crítica de Calvet, da Teoria Social Crítica de Collins e do Dialogismo Bakhtiniano.
Abstract: Our research is grounded in the assumption from Calvet’s Critical Sociolinguistics (2012), that linguistics object of study is the social community in its linguistic aspect. Thus, our work predicts linguistic study as a social study about the linguistic demands and their impacts in a given society. Tapuia people are one of the indigenous peoples from Goiás, remaining from the Aldeamento Pedro III or Carretão, which was established in the mid-eighteenth century and then it was abandoned by the Brazilian state. However, Xavante, Kayapó, Karajá, Black and Caucasian remaining descendants stayed in the territory and they are now the Tapuia people of Carretão. In the twentieth century, they have gone through a long process of spoils in their land and legal struggle, finally, after decades of confrontation, to receive the state's legitimacy to remain on their land in 1999. Throughout this process, the Tapuia people had their indigenous identity questioned by outside groups, especially about the language factor, as they were considered Portuguese speakers. We understand this questioning and surveillance of indigenous identity serves the interests of delegitimization of their identity to withdrawal their indigenous rights. Moreover, it also happens, as noted, through the maintenance of controlling images (Collins, 2000) imposed on Brazilian Indigenous. The concept of controlling images is adapted to this reality in the first chapter. The issue question of the research was within a context of imposition of Brazilian Indigenous controlling image, also characterized by language, Tapuia people from Carretão answer (collective, conscious and politically), to these responses we named sociolinguistic postures, denaturalizing these controlling images and creating new ways of being indigenous, and new ways to know language. Our goal is to problematize Tapuia’s decolonial (Quijano, 1992) sociolinguistic postures from the interpretation of its reactions to indigenous controlling image historically imposed on the Tapuia people. The methodology is texts interpretation we understand as localized in time-space when such controlling image imposition was exposed to the People: a) in the narratives of elderly men and women, in the 1980s; b) in Braggio’s research (1992); c) at the time of Tapuia teachers formation in the first decade of XXI century. To interpret these texts, the epistemological framework is Decoloniality and Critical Social Theory. Our theoretical approach to interpretation of the problem is based on the interface of Calvet’s Critical Sociolinguistics, Collins’ Social Critical Theory and Bakhtin’s Dialogism.
Palavras-chave: Posturas sociolinguísticas
Povo Tapuia do Carretão
Decolonialidade
Imagem de controle
Posturas sociolinguísticas
Pueblo Tapuia de Carretão
Decolonialidad
Imagen de control
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA::SOCIOLINGUISTICA E DIALETOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Letras - FL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL)
Citação: MACHADO, A. E. B. Posturas sociolinguísticas decoloniais do Povo Tapuia do Carretão. 2016. 90 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2016.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/6314
Data de defesa: 29-Ago-2016
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras e Linguística (FL)

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