Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/6956
Tipo do documento: Dissertação
Título: A criança, o jovem, a mulher e a voz narrativa em romances de José J. Veiga
Título(s) alternativo(s): The child, the teenager, the woman and the narrative voice in novels by José J. Veiga
Autor: Gomes, Analice de Sousa
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/7064862506013574
Primeiro orientador: Ribeiro, Renata Rocha
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/9766358738375689
Primeiro membro da banca: Ribeiro, Renata Rocha
Segundo membro da banca: Souza, Agostinho Potenciano de
Terceiro membro da banca: Assumpção, Albertina Vicentini
Resumo: O presente estudo, de natureza analítico-interpretativa, tem como objetivo tecer considerações sobre a representação do homem ex-cêntrico imerso num contexto de medo e dominação nos romances de J. J. Veiga, produzidos e publicados entre 1964 e 1982, estabelecendo relações entre os acontecimentos sociopolíticos ocorridos no Brasil nesse período e a construção ficcional do autor. Essa representação do homem marginalizado, nesta pesquisa, é analisada a partir das figuras da criança, do jovem, da mulher e do discurso da voz narrativa que constrói ambientes de contestação e designa voz à personagens que constantemente questionam sobre o sentido da existência humana em um mundo de relações e valores cunhados pela busca do poder e de sua manutenção. O foco na criança está na sua capacidade de superação dos obstáculos apontando para o amadurecimento e o desenvolvimento de um olhar crítico da realidade em que está inserida. O jovem, por sua vez, mais próximo das relações do mundo adulto, mostra-se frágil diante das frustrações e vê-se desiludido ao pensar em seu futuro. A mulher é vista sob dupla perspectiva: a da dominação e a da libertação. De um lado, é dominada por preceitos patriarcais, acreditando que deve cumprir seu “papel de mulher”; encerra-se ao ambiente interno do lar e dedica-se aos afazeres da casa. De outro, um pouco mais liberta da dominação do patriarcado, avança os limites domésticos e insere-se na luta política e social, que mostram-se como os principais elementos de opressão e segregação. Essas mulheres trazem, em suas ações e vozes, o ressoar das conquistas dos movimentos feministas. Já a voz narrativa tem um papel denunciativo. Os narradores veigueanos desvelam os conflitos existenciais provocados nos indivíduos em tempos de opressão, mas, sobretudo, destaca a esperança como motivação para a transformação da realidade e a (re)apropriação da liberdade e da identidade do ser. Nesse contexto, a análise gira em torno de personagens e sua busca de sentido para a existência, bem como o questionamento sobre a realidade que oprime, controla e censura. Assim, para este estudo, pretende-se compreender a história da opressão sob o ponto de vista do oprimido e observar o homem como cerne nas narrativas A hora dos ruminantes, de 1966; Sombras de reis barbudos, de 1972; Os pecados da tribo, de 1976 e Aquele mundo de Vasabarros, de 1982. A análise é pautada por pressupostos que destacam a representação de personagens ex-cêntricas e apoiando-se na crítica já produzida sobre a ficção de José J. Veiga. Para isso, o trabalho é direcionado pelas reflexões de autores como Linda Hutcheon (1991), José Fernandes (1986), Simone de Beauvoir (1970), Agostinho Potenciano de Souza (1990), Tieko Miyazaki (1988), Maria Zaira Turchi (2003/2005), Flávio Kothe (1986), Tânia Pellegrini (1996), Vânia Maria Resende (1988), Pierre Bourdieu (2002), entre outros.
Abstract: The present study, of an analytic-interpretative nature, aims to make considerations about the representation of the ex-centric man immersed in a context of fear and domination in the novels by J.J. Veiga, produced and published between 1964 and 1982, establishing relations between the sociopolitical events that occurred in Brazil during this period and the fictional construction of the author. This representation of the marginalized man, in this research, it is analyzed from the figures of the child, the young, the woman and the speech of the narrative voice that builds environments of contestation and designates voice to the characters that constantly question about the meaning of the human existence in a world of relations and values coined by the search for power and its maintenance. The focus on the child it is in its ability to overcome obstacles pointing to the maturation and development of a critical reality view in which it is inserted. The young, however, closer to the relationships of the adult world, shows that it is fragile in the face of frustrations, and finds itself disillusioned thinking of its future. The woman it is seen from a double perspective: domination and freedom. On the one hand, it is dominated by patriarchal precepts, believing that it must fulfill the "woman's role"; closes to the indoor environment of the house and it is dedicated to the housework. On the other hand, a little more liberated from the domination of patriarchy, domestic boundaries are advanced and inserted into the political and social contest, which seen the main elements of oppression and segregation. These women bring, in their actions and voices, the resonance of the achievements of the feminist movements. The narrative voice has a denunciative role. The veigueanos narrators, reveal the existential conflicts caused in the people times of oppression, but, therefore, it highlights hope as a motivation for the transformation of reality and the (re) appropriation of freedom and the identity of being. In this context, the analysis revolves around characters and their search for the existence meaning, as well as the questioning about the reality that oppresses controls and censors. So, for this study, we intend to understand the history of oppression from viewing of the oppressed and to observe the man as the core in the narratives. A hora dos ruminantes, 1966; Sombras de reis barbudos, 1972; Os pecados da tribo, 1976 and Aquele mundo de Vasabarros, 1982 based on assumptions that emphasize the representation of ex-centric characters and on the criticism already produced on the fiction of José J. Veiga. For this, the work is guided by the authors' reflections like Linda Hutcheon (1991), José Fernandes (1986),Simone de Beauvoir (1970), Agostinho Potenciano de Souza (1990), Tieko Miyazaki (1988), Maria Zaira Turchi (2003/2005), Flávio Kothe (1986), Tânia Pellegrini (1996), Vânia Maria Resende (1988), Pierre Bourdieu (2002), between others.
Palavras-chave: Criança
Jovem
Mulher
Voz narrativa
Romance
José J. Veiga
Child
Teenager
Woman
Narrative voice
Novel
Área(s) do CNPq: LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Letras - FL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL)
Citação: GOMES, Analice de Sousa. A criança, o jovem, a mulher e a voz narrativa em romances de José J. Veiga. 2017. 155 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2017.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/6956
Data de defesa: 23-Fev-2017
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras e Linguística (FL)

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