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Tipo do documento: Tese
Título: Avaliação do estresse, ansiedade e comportamento associados ao tratamento odontológico infantil sob sedação
Título(s) alternativo(s): Evaluation of stress, anxiety and behaviour associated to the paediatric dental treatment under sedation
Autor: Rodrigues, Heloisa de Sousa Gomes
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/8986510280063437
Primeiro orientador: Batista, Aline Carvalho
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/0199082642322002
Primeiro coorientador: Costa, Luciane Ribeiro de Rezende Sucasas da
Currículo Lattes do primeiro coorientador: http://lattes.cnpq.br/9906371509661305
Primeiro membro da banca: Batista, Aline Carvalho
Segundo membro da banca: Costa, Paulo Sérgio Sucasas da
Terceiro membro da banca: Rotta , Rejane Faria Ribeiro
Quarto membro da banca: Paiva, Saul Martins
Quinto membro da banca: Silva , Tarcília Aparecida da
Resumo: O tratamento odontopediátrico pode causar estresse em crianças e em seus acompanhantes prejudicando o comportamento infantil e a ansiedade odontológica materna. A compreensão dessas alterações fisiológicas e comportamentais é de suma importância a fim de auxiliar no uso de técnicas sedativas adequadas durante o atendimento odontológico infantil. O objetivo deste estudo foi avaliar o estresse de crianças e de suas respectivas mães durante o tratamento odontopediátrico sob diferentes protocolos de sedação. Além disso, objetivou-se avaliar a ansiedade odontológica materna e o comportamento infantil, bem como a associação destas características. Este estudo observacional é uma análise de dados de dois ensaios clínicos randomizados e controlados. Crianças de 2 a 6 anos de idade receberam tratamento odontológico restaurador padronizado sob sedação moderada de acordo com os grupos: [A] 18 crianças receberam midazolam oral 1,0 mg/kg e [B] 18 crianças receberam placebo, em um desenho cruzado [Clinical Trials database (NCT01795222)]; [C] 14 crianças receberam midazolam oral 0,5 mg/kg e cetamina oral 3,0 mg/kg mais inalação de sevoflurano (0,3% - 0,4%) e [D] 13 crianças tiveram midazolam oral 0,5 mg/kg e cetamina oral 3,0 mg/kg mais inalação de oxigênio, em um desenho paralelo (NCT02284204). As sessões foram filmadas para posterior avaliação do comportamento infantil usando a escala OSUBRS (Ohio State University Behavioural Rating Scale) e as mães responderam a versão Brasileira da Dental Anxiety Scale (DAS). As coletas de saliva foram realizadas concomitantemente nas crianças e mães em 4 momentos: ao acordar (T0), na chegada na clínica (T1), 25 minutos após a aplicação da anestesia local na criança (T2) e 25 minutos após o término do procedimento (T3). O cortisol salivar foi mensurado por meio de ensaio imunoenzimático (ELISA). Como os dados apresentaram distribuição não normal (Shapiro Wilk, p>0,05), o teste de KruskalWallis seguido de Mann-Whitney foram utilizados para comparações não pareadas e MannWhitney para associação entre as variáveis. Para análises pareadas, o teste de Friedman seguido de Wilcoxon foi utilizado adotando-se como nível de significância um valor de 5% (p<0,05). O aumento do cortisol de T1 para T2 (reatividade ao estímulo estressor – anestesia) foi maior em crianças do grupo [B] [mediana (interquartil)] – [0,53 (0,60)] seguido dos grupos [D] – [0,21 (0,35)], [C] – [0,11 (0,49)] e [A] – [0,02 (0,59)] (p=0,02). Já a redução do cortisol de T2 para T3 (regulação ao estresse) foi maior em crianças do grupo [B] – [0,08 (0,29)] seguido dos grupos [A] [-0,02 (0,40)], [C] – [-0,18 (0,41)] e [D] – [-0,19 (0,8)] (p=0,02). A maioria das mães não ficaram estressadas durante a aplicação da anestesia local em seus filhos (67,9%) e apresentaram ansiedade baixa/moderada (69,6%), enquanto 25,0% delas apresentaram alta/severa ansiedade (escala DAS). As mães que reagiram ao estresse (aumento de pelo menos 10% do nível de cortisol salivar do momento T1 ao T2) tiveram maiores níveis de cortisol nos momentos T2 [0,15 (0,48)] e T3 [0,16 (0,50)] comparado com T1 [0,09 (0,17)] (p<0,01 e p=0,006, respectivamente). Por outro lado, mães que não reagiram tiveram maior nível de cortisol nos momentos: T1 [0,36 (0,18)] comparado a T2 [0,16 (0,18)] (p<0,01) e T3 [0,10 (0,12)] (p<0,01); T2 comparado a T3 (p=0,01). Não houve associação estatisticamente significante entre o nível de cortisol salivar das mães com o comportamento infantil (p=0,56); idade das crianças (p=0,48) e ansiedade odontológica materna (DAS) (p=0,69). Os achados obtidos no presente estudo permitem concluir que o uso do protocolo de sedação com cetamina oral provocou aumento da liberação de cortisol salivar tanto no momento da anestesia quanto ao final do tratamento (maior reatividade e menor regulação) indicando uma resposta prolongada ao estresse fisiológico das crianças, o que não foi observado com o uso de midazolam oral. Embora algum grau de ansiedade odontológica materna tenha sido evidenciada, a maioria das mães não ficaram estressadas durante o tratamento odontológico sob sedação de seus filhos. Adicionalmente, a ansiedade odontológica das mães, bem como a idade e o comportamento infantil não influenciaram o estresse materno.
Abstract: Paediatric dental treatment may stress children and their parents influencing the child behaviour and the maternal dental anxiety. It is important to understand those behavioural and physiological alterations to aid using of adequate sedatives techniques during paediatric dental procedure. The aim of this study was to evaluate the stress of children and their mothers during the paediatric dental treatment using different sedation protocols. Also, the maternal dental anxiety, the child’s behaviour and age and its associations were evaluated. This observational study is a secondary analysis of two randomised controlled clinical trials. Children aged 2-6 years old received one tooth restoration under moderate sedation according to the groups: [A] 18 children received oral midazolam (1.0 mg/kg) and [B] 18 children received placebo in a crossover design [Clinical Trials database (NCT01795222)]; [C] 14 children received oral midazolam (0.5 mg/kg) and oral ketamine (3.0 mg/kg) plus sevoflurane inhalation (0.3% - 0.4%) and [D] 13 children had oral midazolam (0.5 mg/kg) and oral ketamine (3.0 mg/kg) plus oxygen inhalation in a parallel design (NCT02284204). The sessions were video recorded for evaluation of child behaviour using OSUBRS scale (Ohio State University Behavioural Rating Scale) and mothers answered the Brazilian version of Dental Anxiety Scale (DAS). The saliva samples were collected on children and on their mothers at 4 moments: waking up (T0), upon arrival at Dental School (T1), 25 minutes after the local anaesthesia injection on child (T2) and 25 minutes after the end of procedure (T3). Salivary cortisol was measured using an immunoassay kit (ELISA). As the data presented non normal distribution (Shapiro Wilk, p>0,05), Kruskal-Wallis and Mann-Whitney tests were used for non paired comparisons and Mann-Whitney for associations among the variables. For paired comparisons, Friedman and Wilcoxon tests were used (p<0,05). The increase of cortisol levels from T1 to T2 (reactivity to stressful stimulus – local anaesthesia) was higher in children of group [B] [median (interquartile)] – [0.53 (0.60)] following by groups [D] – [0.21 (0.35)], [C] – [0.11 (0.49)] and [A] – [0.02 (0.59)] (p=0.02). The decrease of cortisol levels from T2 to T3 (regulation to stress) was higher in children of group [B] – [0.08 (0.29)] following by groups [A] [-0.02 (0.40)], [C] – [-0.18 (0.41)] and [D] – [-0.19 (0.8)] (p=0.02). Majority of mothers were not stressed during their child’s local anaesthesia injection (67.9%) and presented low/moderate anxiety (69.6%), while 25.0% of them presented high/severe anxiety (DAS scale). Mothers who reacted to stress (increasing of cortisol at least 10% from T1 to T2) had higher cortisol levels at the moments T2 [0.15 (0.48)] and T3 [0.16 (0.50)] compared to T1 [0.09 (0.17)] (p<0.01 and p<0.006, respectively). On the other hand, mothers who did not react to stress had higher cortisol levels at the moments: T1 [0.36 (0.18)] compared to T2 [0.16 (0.18)] (p<0.01) and T3 [0.10 (0.12)] (p<0.01) and T2 compared to T3 (p=0.01). There was no statistically significant association between maternal stress (salivary cortisol levels) with child behaviour (p=0.56), child’s age (p=0.48) and maternal dental anxiety (DAS) (p=0.69). The findings of this study allow to conclude that sedation protocol using oral ketamine caused higher liberation of salivary cortisol at the moments of local anaesthesia and at the end of procedure (higher reactivity and lower regulation) indicating a prolonged response to physiological stress in children, which was not observed during the use of oral midazolam. Although, there was any maternal dental anxiety most of mothers were not stressed during the dental treatment under sedation of their children. Also, maternal dental anxiety, child’s age and child behaviour did not influence the maternal stress.
Palavras-chave: Assistência odontológica para crianças
Saliva
Estresse fisiológico
Sedação consciente
Dental care for children
Saliva
Stress physiological
Conscious sedation
Área(s) do CNPq: ODONTOLOGIA::CLINICA ODONTOLOGICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Odontologia - FO (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Odontologia (FO)
Citação: RODRIGUES, Heloisa de Sousa Gomes. Avaliação do estresse, ansiedade e comportamento associados ao tratamento odontológico infantil sob sedação. 2016. 89 f. Tese (Doutorado em Odontologia) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2016.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/7312
Data de defesa: 9-Dez-2016
Aparece nas coleções:Doutorado em Odontologia (FO)

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