Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/8750
Tipo do documento: Tese
Título: Autorrepresentação de pessoas com deficiência intelectual: a concepção sobre a deficiência e os “sonhos” para o futuro
Autor: Faria, Raclene Ataide de
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/0471077278168620
Primeiro orientador: Rabelo, Francisco Chagas Evangelista
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/3994475259808096
Primeiro membro da banca: Rabelo, Danilo
Segundo membro da banca: Rabelo, Francisco Chagas Evangelista
Terceiro membro da banca: Freitas, Revalino Antonio de
Quarto membro da banca: Glat, Rosana
Quinto membro da banca: Durães, Telma Ferreira Nascimento
Resumo: Esta pesquisa, realizada com enfoque qualitativo e com coleta de dados por meio de entrevistas de profundidade, tem como principal objetivo conhecer as representações que jovens com deficiência intelectual (DI) têm a respeito desta deficiência e as aspirações que têm para o seu futuro pessoal. Com este intento, foram entrevistadas dez pessoas com DI, residentes em diversas regiões da cidade de Goiânia/GO, com experiência de escolarização formal e com idades entre dezesseis e trinta e três anos. O aporte teórico foi composto, dentre outros, por American (2010), Berger e Luckmann (2003), Foucault (1995, 2001), Glat (1989), Lobo (2015), Meireles (2014), Moscovici (2007), Pessotti (2012), Silva (1986), Vaginay (2012) e Vygotski (2012). A pesquisa bibliográfica desvelou que historicamente a pessoa com DI tem experienciado situações de exclusão, de segregação e de silenciamento social. As representações a respeito dela, por séculos, embasaram-se em concepções de sobrenaturalidade ou de sub-humanidade. A emergência de representações sociais e científicas mais dignificantes ocorreu principalmente na segunda metade do século XX. No Brasil, seus efeitos sociais, sobretudo na vida pessoal delas, foram intensificados com a emergência da educação inclusiva em fins dos anos de 1990. A análise dos dados denota que a consciência da deficiência não é generalizada; percebem as suas singularidades, mas não as relacionam à DI; a explicam, via de regra, por meio das capacidades e não das dificuldades e/ou limitações; vivenciam liberdades e possibilidades interativas, inclusive virtuais, semelhantes às dos seus pares etários; são pessoas felizes; esteticamente, são similares a qualquer jovem; se empenham em forjar uma imagem social positiva de si; aspiram ter uma vida comum no que concerne ao trabalho, ao dinheiro, à vida tranquila, à profissão, à casa e à família.
Abstract: This research, carried out from a qualitative approach and with data collected through in-depth interviewing, has as its main objective to know the representations that young people with intellectual disabilities (ID) have concerning their disabilities and the aspirations that they have for their personal future. With this intent, ten people with ID were interviewed. They live in various regions of the city of Goiânia/GO, have formal schooling experiences and their ages range from sixteen to thirty-three years old. The theoretical basis is grounded, among others, on American (2010), Berger and Luckmann (2003), Foucault (1995, 2001), Glat (1989), Lobo (2015), Meireles (2014), Moscovici (2007), Pessotti (2012), Silva (1986), Vaginay (2012) and Vygotsky (2012). The bibliographic research revealed that historically people with ID have experienced situations of exclusion, segregation and social silencing. Representations of them, for centuries, have been based on conceptions of supernaturality or subhumanity. The emergence of more dignified social and scientific representations occurred mainly in the second half of the twentieth century. In Brazil, the social effects of such representations, especially in their personal lives, were intensified with the emergence of inclusive education in the late 1990s. Data analysis indicates that awareness of the disability is not generalized; they perceive their singularities, but do not relate them to ID; they explain it, as a rule, through capacities, not difficulties and/or limitations; they experience freedom and interactive possibilities, including virtual ones, similar to those of their age peers; they are happy people; they are aesthetically similar to any young person; they strive to forge a positive social image of themselves; they aspire to have an ordinary life regarding work, money, a quiet life, profession, home and family.
Palavras-chave: Autorrepresentação
Deficiência intelectual
Representações
Sociologia
Self-representation
Intellectual disability
Representations
Sociology
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Ciências Sociais - FCS (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Sociologia (FCS)
Citação: FARIA, Raclene Ataide de. Autorrepresentação de pessoas com deficiência intelectual: a concepção sobre a deficiência e os “sonhos” para o futuro. 2018. 250 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/8750
Data de defesa: 26-Jun-2018
Aparece nas coleções:Doutorado em Sociologia (FCS)

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