Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/9169
Tipo do documento: Dissertação
Título: Qorpo-Santo, Zé Limeira e Campos de Carvalho à luz do absurdo
Título(s) alternativo(s): Qorpo-Santo, Zé Limeira and Campos de Carvalho in light of absurd
Autor: Brito, Mariana Fernandes
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/2031654296014759
Primeiro orientador: Souza, Jamesson Buarque de
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/6538270791775139
Primeiro membro da banca: Souza, Jamesson Buarque de
Segundo membro da banca: Brito, Tarsilla Couto de
Terceiro membro da banca: Reis, Maria da Glória Magalhães
Resumo: Investigamos o absurdo a partir dos sentidos a ele conferidos, procurandodescreversistematicamente seu conceito para observá-lona Literatura Brasileira, abrangendo seu período de desenvolvimento que vai de meados do século XIX ao longo do século XX, contudo, com ênfase em três autores em três gêneros literários distintos. Não se tem uma linha traçada nesse sentido nos estudos literários de obras brasileiras. Propusemo-nos, então, aliar conceitualmente em torno do absurdo autorescomo: Aristóteles, Nietzsche, Bakhtin, Deleuze, Camus, Umberto Eco, Antonio Candido, Hobsbawm, Ítalo Calvino, Szondi, Sartre, Décio Pignatari, Auerbach e Martin Esslin entre outros.A partir disso, pudemos observar o absurdo na literatura em solo brasileiro, apesar da restrição a três autores. Não conseguimos nos apoiar somente na fortuna crítica e na teoria desenvolvida por autorias brasileiras sobre o absurdo, por isso tivemos de recorrer a autorias estrangeiras, para empregá-las a nosso favor. Desse modo, fizemos com que Nietszche nos desse um cenário juntamente com Hobsbawm e Antonio Candido, no sentido filosófico e histórico que considera a Modernidade como objeto de observação. Em paralelo, empregamos Bakhtin, abordando Rabelais, e recorremos a Aristóteles, ainda para fundar o cenário, fornecendo bases teóricas e arqueológicas para a discussão sobre os gêneros literários e o hibridismo grotesco de estilos em associação com o absurdo. Sabemos, a partir dos nomes deferidos, o que fundamenta nossa subjetividade, nossa história e nosso modo de viver, que nossas escolhas são consequências diretas do século XX. Nesse período do cenário, apontamos para a questão reflexiva do absurdo valendo-nos de quem muito se dedicou a ele. Sartre e Camus servem de base para o raciocínio existencial e, mais especificamente, absurdo, respectivamente, e Calvino os ilustra de maneira bastante pontual. Também partimos da relação entre esses três para discutirmos algumas acepções, sem deixar de contrariar o falso entendimento de que o absurdo é uma criação originária e pertencente à França, inclusive, um dos autores do corpus serve de contestação disso: Qorpo-Santo. Esse escritor não só antecipa bastante o que cem anos depois se chamaria de Teatro do Absurdo, marcando o Brasil no mapa da corrente subterrânea onde vive o absurdo e suas autorias representantes, como também compartilha de uma dificuldade considerável na tentativa de se fazer reconhecido, com os outros dois autores de nossa seleção brasileira: Zé Limeira e Campos de Carvalho. O primeiro precisou driblar seu analfabetismo, seu status de anônimo, o isolamento do sertão nordestino e mais outros fatores, para transformar-se no mito paraibano que é hoje. Já Campos de Carvalho emerge de décadas em décadas, e não consegue alcançar mais que a corrente alternativa dos Estudos Literários brasileiros. Decerto que, após certo tempo passado desde o lançamento de suas obras, já podemos o considerar um autor reconhecido, de certa forma, mas ainda assim de contracorrente. Em geral, esses três nomes, respectivamente no teatro, na poesia e na prosa de ficção, habitam o submundo a que recorre toda autoria que escolhe expor ou plasmar ideias incômodas, como o é a falta de sentido que há em tudo, de modo a dizer, conforme os princípios da patafísica formulados por Albert Jarry, que (quase) nada é sério, assim como a seriedade pode ser tratada de maneira jocosa.
Abstract: We investigate the absurd from its meanings, trying to describe its concept systematically to observe it in the Brazilian Literature, from the mid-nineteenth century throughout the twentieth century, however, with emphasis on three authors in three literary genres. There isn’t a line in this perspective in the Brazilian Literary Studies. We proposed to ally conceptually about the absurd these authors: Aristotle, Nietzsche, Bakhtin, Deleuze, Camus, Umberto Eco, Antonio Candido, Hobsbawm, Italo Calvino, Szondi, Sartre, Décio Pignatari, Auerbach and Martin Esslin andmore. From this, we observe the absurd in the Brazilian Literature, despite the restriction to three authors. We couldn’t rely only on the critical fortune and theory developed by Brazilian authors about the absurd, so we had to resort to foreign authorship to use them. In this way, we join Nietszche in the same scenario with Hobsbawm and Antonio Candido, in a philosophical and historical sense regarding Modernity as an object of observation. In parallel, we employ Bakhtin, approaching Rabelais, and we resort to Aristotle, still about the setting, providing theoretical and archaeological bases for the discussion of literary genres and the grotesque hybridism of styles in association with the absurd. We know, from the deferred names, what underlies our subjectivity, our history and our way of living, that our choices are direct consequences of the twentieth century. In this, we pointed to the reflexive question of the absurd, using those who dedicated much to it.Sartre and Camus serve as basis for existential and, more specifically, absurd reasoning, respectively, and Calvino illustrates them quite punctually. We also start from the relationship between these three to discuss some meanings, while countering the false understanding that the absurd is an original creation and belonging to France, even one of the authors of the corpus serves as a contestation: Qorpo-Santo.This writer not only anticipates what a hundred years later we would call the Theater of the Absurd, marking Brazil on the map of the subterranean current where the absurd lives and its authorships representatives, but also shares a considerable difficulty in trying to become recognized, with the other two authors: Zé Limeira and Campos de Carvalho. The first had to dribble its illiteracy, its status of anonymous, the isolation of the Northeastern backlands and other factors, to become the myth of Paraiba that he is today. Campos de Carvalho emerges from decades to decades, and cannot achieve more than the alternative current of Brazilian Literary Studies. Certainly, after some time since the launch of his works, we can already consider him an author recognized, in a way, but still of countercurrent. In general, these three names, respectively in drama, in poetry and in novel, inhabit the underworld to which all authorship chooses to expose or express uncomfortable ideas, as is the lack of meaning that exists in everything, in order to say, according to the principles of pataphysics formulated by Albert Jarry, that (or almost) nothing is serious, just as seriousness can be treated in a humorous way.
Palavras-chave: Absurdo
Literatura brasileira
Qorpo-santo
Zé Limeira
Campos de Carvalho
Absurd
Brazilian literature
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Letras - FL (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (FL)
Citação: BRITO, Mariana Fernandes. Qorpo-Santo, Zé Limeira e Campos de Carvalho à luz do absurdo. 2018. 159 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/9169
Data de defesa: 10-Dez-2018
Aparece nas coleções:Mestrado em Letras e Linguística (FL)

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