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Tipo do documento: Tese
Título: Com o peito cheio de pó: uma etnografia sobre a negação do adoecimento de trabalhadores do amianto na cidade de Minaçu (GO)
Título(s) alternativo(s): With chest full of dust: an ethnography about the denial of asbestos workers illness at Minaçu (state of Goiás, Brazil)
Autor: Amaral, Arthur Pires
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/6954608224754125
Primeiro orientador: Pechincha, Mônica Thereza Soares
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/7816009438312510
Primeiro membro da banca: Pechincha, Mônica Thereza Soares
Segundo membro da banca: Víctora, Ceres Gomes
Terceiro membro da banca: Collaço, Janine Helfst Leicht
Quarto membro da banca: Vieira, Suzane de Alencar
Quinto membro da banca: Nunes, Jordão Horta
Resumo: Esta tese de doutorado parte da problematização dos riscos do trabalho com o amianto em uma perspectiva internacional, projetando a comparação com o caso de Minaçu, município goiano que se fundou e consolidou em função da indústria deste mineral, aí representada pela S.A. Minerações Associadas (SAMA). A etnografia realizada nesta cidade evidenciou e construiu-se sob a evitação e constrangimento dos minaçuenses, em geral, ao diálogo acerca do adoecimento asbesto-relacionado de funcionários e ex-funcionários da SAMA. Tal situação repercute o conluio entre Ciência, Indústria e Estado, enquanto instâncias de poder responsáveis por produzir dúvidas quanto aos perigos das substâncias tóxicas que, em Minaçu, se enredam em estratégias da empresa mineradora de ocultamento dos riscos envolvidos no trabalho com o amianto e de manipulação dos laudos médicos de ex- funcionários. Por meio do conceito antropológico de sofrimento social, traz à luz relatos e experiências de adoecimento e morte de trabalhadores do amianto em Minaçu, em suas buscas (ineficazes) por diagnóstico, tratamento e reconhecimento médico-legal. Demonstra, por fim, como os processos de adoecimento de trabalhadores da SAMA, cujas doenças do amianto nunca foram reconhecidas pela mineradora, são subsumidos e assimilados à rotina “normal”, “ordinária” da vida cotidiana nesta cidade. Esta situação acaba gerando um profundo sentimento de solidão entre os adoecidos e seus familiares que, somado a relações de poder socioeconômico e institucional, impedem o engajamento ético, político e civil local para a efetiva denúncia pública.
Abstract: This doctoral thesis starts from the problematization of the risks involved in working with asbestos, in an international perspective, casting the comparison with the empirical case of Minaçu, a Brazilian city that was founded and consolidated due to the asbestos mining industry – represented here by S.A. Minerações Associadas (SAMA). The ethnography held in this city evidenced and built herself under the avoidance and embarrassment of the locals to a dialogue about asbestos-related illness of SAMA employees and former employees. This situation reflects the collusion between Science, Industry and State, as instances of power responsible for raising doubts about the dangers of toxic substances that, at Minaçu, become entangled in the mining company’s strategies of: (i) concealment of the risks involved in working with asbestos, and (ii) manipulation of the former employees’ medical reports. By means of the anthropological concept of social suffering, the ethnography brings to light narratives and experiences of illness and death of asbestos workers at Minaçu, in their (ineffective) searches by diagnosis, treatment and medical-legal recognition. Finally, it demonstrates how the illness process of SAMA workers, whose asbestos-related diseases were never recognized by the mining company, are subsumed and assimilated to the “normal”, “ordinary” routine of the everyday life in that city. This situation produces a deep sense of loneliness among the sick and their relatives that, added to socioeconomic and institutional power relations, prevent the local ethical, political and civil engagement that would lead to its effective public complaint.
Palavras-chave: Doenças do amianto
Minaçu
Sofrimento social
Mineradora SAMA
Asbestos-related diseases (ARDs)
Social suffering
SAMA mining company
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de Ciências Sociais - FCS (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (FCS)
Citação: AMARAL, Arthur Pires. Com o peito cheio de pó: uma etnografia sobre a negação do adoecimento de trabalhadores do amianto na cidade de Minaçu (GO). 2019. 289 f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/9686
Data de defesa: 17-Mai-2019
Aparece nas coleções:Doutorado em Antropologia Social (FCS)

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