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Tipo do documento: Artigo
Título: Meningoencefalite: dados clínicos, bacteriológicos e terapêuticos em 351 casos
Título(s) alternativo(s): Meningoencephalitis — clinicai, bacteriológica!. and therapeutic data of 351 cases
Autor: Almeida Netto, Joaquim Caetano de
Reis, Cleomenes
Vieira Filho, José
Diniz, Mário
Araújo, Lélio Leonardo
Koleilat, Mohamad Nader Musbah
Resumo: Os autores apresentam sua experiência em 351 casos de meningoencefalite, objetivando mostrar as etioíogias mais frequentes e os lesultados terapêuticos alcançados com a associação Penicilina G Sulfadiazina — Cloranfenicol e com as penicilinas semi-sintélicas de amplo espectro. Apresentam uma classificação sindrômica do quadro neurológico em correlação com o tempo de doença até a internação e a evolução clínica. As meningoencefalites contribuíram com 21,26% da casuística do hospital sendo que as bacterianas agudas ocorreram em 48,14% do total, asséptica (virai e indeterminada) em 46,72% e tuberculosa em 5,09%. No grupo bacteriano agudo, o meningoco foi responsável por 56,1% dos casos, o estafilococo por 14,47%, o pneumococo por 11,34% e o bacilo de Pfeiffer por 5,46%. Proteus, Pseudomonas, Klebsiellas e Estreptococos ocorreram em menos de 8% do grupo bacteriano. Sindrome meningeia pura foi observada com maior frequência nos pacientes com menos de dois dias de doença que evoluíram muito mais favoravelmente que aqueles com sinais de comprometimento encefálico ou medular. A mortalidade hospitalar nos pacientes tratados com a associação penicilina G — sulfa — cloranfenicol, em 79 casos, foi de 25,32%, com a epicilina em 36 casos, foi de 16,66% e com a ampicilina em 54 casos, 14,82%' Concluem que o meningococo é o agente etiológico mais importante de meningoencefalite em Goiás, que a terapia inicial única com penicilina de amplo espectro é superior àquela com a associação penicilina G — sulfadíazina — cloranfenicol, e que uma classificação sindrômica do quadro neurológico traz subsídios importantes para avaliação prognostica.
Abstract: 351 cases of menmgoencephalitis are presented. The aim of thís paper is to show the most frcquent etiologies and the therapeutic results obtained with an association of Penicilin G, Sulfadiazine and Chloramphenmoi and with a hroad-spectrum *emi-*ynthelie penicillin. A syndromic classificatioa of the neurological pícture ia relation to the duratíon of the disease before hospitalization and the clinicai evolution is presented. The meningoencephalites contributed with 21,26% of the hospiatl casuistic: acute bacterial meningoencephalitis o c c ur r 'e d in 48,14% of the total; asseptic (virai and undetermined) in 46,72% and tuberculous in 5,09%. In the acute bacterial group, meningococcus was responsible for 56,1% of the cases, staphylococcus for 14,47%, pneumococcus for 11,34%, Pfeiffer's bacillus for 5,46%. Proteus, Pseudomonas, Klebsiella and streptococci occurred in less than 8% of the bacterial group. A puré meningeal syndrome was observed more f requently in patíents with less than two days of disease who presented a more favourable evolution than the patíents with signs of encephalic and medullary involvelment. Hospital mortality in the patients treated with a combination of penicillin G — sulfa — chloramphenicol, in 79 cases, was 25,32%; with epicillin in 36 cases was 16,66% and with ampicillin in 54 cases, 14,82%. It is concluded that meningococcus is the most important etiologíc agent of meningoencephalitis in Goiás, that a single ínitial therapy with broad-spectrum penicillin is superior thant the association of penicillin G — sulfadíazie — chloramphenicol and that a syndromic classification of the neurological picture ís useful for the evaluation of prognosis.
País: Brasil
Instituição: Ruy de Souza Lino Junior
Sigla da instituição: UFG
Unidade acadêmica: Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - IPTSP (RG)
Citação: ALMEIDA NETTO, Joaquim Caetano de; REIS, Cleomenes; VIEIRA FILHO, José; DINIZ, Mário; ARAÚJO, Lélio Leonardo; KOLEILAT, Mohamad Nader M. Meningoencefalite: dados clínicos, bacteriológicos e terapêuticos em 351 casos. Revista de Patologia Tropical, Goiânia, v. 2, n. 2, p. 189- 205, abr./jun. 1973. Disponível em: < https://www.revistas.ufg.br/iptsp/article/view/22736/13529>.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/handle/ri/11437
Data de publicação: Jun-1973
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