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Tipo do documento: Artigo
Título: Gradientes de diversidade e a teoria metabólica da ecologia
Título(s) alternativo(s): Diversity gradients and the metabolic theory of ecology
Gradientes de diversidad y teoría metabólica de la ecología
Autor: Cassemiro, Fernanda Aparecida da Silva
Diniz Filho, José Alexandre Felizola
Resumo: Há um contínuo debate na literatura ecológica sobre os mecanismos que determinam os padrões espaciais da riqueza de espécies. Uma das tentativas de encontrar explicações para esses padrões é a Teoria Metabólica da Ecologia (MTE – Metabolic Theory of Ecology). A MTE assume que os padrões de distribuição de espécies estão relacionados à temperatura e que esta interfere no metabolismo dos indivíduos. Neste trabalho, mostraremos que, embora controversa em vários aspectos, a MTE difere das demais hipóteses desenvolvidas para explicar os gradientes de riqueza por fazer predições precisas em relação aos padrões de riqueza de espécies em ampla escala e propõe que uma variável ambiental influencia primariamente esses padrões (temperatura). Essas predições tornam a teoria testável e falseável, o que tem tornado a MTE alvo de constantes debates na ecologia nos últimos anos. Desta forma, neste artigo analisaremos a repercussão da MTE na literatura científica através de análises cienciométricas, descreveremos os princípios básicos dessa teoria e apontaremos suas principais vantagens e falhas ao tentar explicar os padrões latitudinais de riqueza de espécies. Apesar da MTE muito citada nos principais periódicos sobre ecologia, ela não se aplica à maioria dos processos ecológicos, pois não leva em consideração fatores fundamentais que, geralmente, regem os padrões de diversidade.
Abstract: There is an ongoing debate about the mechanisms involved in the origin and maintenance of geographical patterns in species richness. An attempt to explain these patterns is the Metabolic Theory of Ecology (MTE) was proposed. The MTE assumes that species richness patterns are related to environmental temperature, which influences on individual metabolism. In this paper, we show that although controversial in some aspects, the MTE differs from other theories by making precise predictions about species richness patterns in large spatial scale and proposing that an environmental variable (temperature) influences these patterns. These predictions make the theory testable and falsifiable, which has caused a considerable debate in Ecology in the last years. Thus, here we analyze the MTE impact on the scientific literature, via a scientometric analyses, as well as describing the basic principles of this theory and point out their main advantages and disadvantages. Although MTE has being highly cited by main ecology journals, it does not apply to most of ecological processes, because it does not consider fundamental features that, in general, drive the diversity patterns.
Existe un debate continuo en la literatura ecológica sobre los mecanismos que determinan los patrones espaciales de la riqueza de especies. Una de las tentativas de encontrar explicaciones para estos patrones es la Teoría Metabólica de la Ecología, (MTE – Metabolic Theory of Ecology). La MTE asume que los patrones de distribución de las especies están relacionados con la temperatura y que ésta interfiere en el metabolismo de los individuos. En este trabajo, mostraremos que a pesar de generar controversia en varios aspectos, la MTE difiere de las demás hipótesis desarrolladas para explicar los gradientes de riqueza por hacer predicciones precisas en relación a los patrones de riqueza de especies a gran escala y proponer que una variable ambiental principal (la temperatura) influye en esos patrones. Estas predicciones hacen que la teoría sea susceptible de ser verificada o rechazada, lo cual ha hecho que la MTE sea objeto de debates constantes en la ecología en los últimos años. De esta forma, en este artículo analizaremos la repercusión de la MTE en la literatura científica a través de análisis cienciométricos, describiremos los principios básicos de esta teoría y mostraremos sus principales ventajas y fallas al tratar de explicar los patrones latitudinales de riqueza de especies. A pesar de que la MTE es ampliamente citada en las principales revistas sobre ecología, no se aplica a la mayoría de procesos ecológicos, pues no considera factores fundamentales que generalmente rigen los patrones de diversidad
Palavras-chave: Riqueza de espécies
Cienciometria
Gradiente de temperatura
Taxa metabólica
Macroecologia
País: Brasil
Instituição: Fiocruz
Unidade acadêmica: Instituto de Ciências Biológicas - ICB (RG)
Citação: CASSEMIRO, Fernanda A. S.; DINIZ FILHO, José Alexandre Felizola. Gradientes de diversidade e a teoria metabólica da ecologia. Oecologia Australis, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 490-503, jun. 2010.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Identificador do documento: 10.4257/oeco.2010.1402.10
Identificador do documento: 10.4257/oeco.2010.1402.10
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/handle/ri/11508
Data de publicação: Jun-2010
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