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Tipo do documento: Artigo
Título: Presença do Cryptococcus spp. nas excretas de pombos nos arredores de Hospitais de Porto Alegre
Título(s) alternativo(s): Presence of Cryptococcus spp. in pigeon’s excreta around Hospitals in the city of Porto Alegre
Autor: Mezzari, Adelina
Wiebbelling, Adilia Maria Pereira
Wenczenovicz, Camila
Souza, Carla Daniele Amorim de
Freitas, Gabriela Souza de Oliveira
Barboza, Leonardo Disconzi
Pena, Ludmyla Duarte
Kissmann, Natasha
Portich, Júlia Plentz
Carneiro, Lilian Carla
Behar, Paulo Renato Petersen
Resumo: Introdução: criptococose é uma micose sistêmica causada pelo fungo Cryptococcus spp., o qual possui duas espécies clinicamente relevantes, a neoformans e a gattii. A entrada do fungo no organismo ocorre pela via inalatória. O Cryptococcus neoformans é encontrado geralmente em excretas de pombos e outras aves, enquanto a espécie gattii é mais comum em plantas principalmente o eucalipto. Na era dos transplantes e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), a freqüência da doença tem aumentado, sendo a primeira nos casos de SIDA no Brasil, predominando nas regiões sul e sudeste. A criptococose pelo Cryptococcus neoformans predomina em pacientes imunodeprimidos, e o Cryptococcus gattii em pacientes imunocompetentes. Objetivos: o presente estudo teve como objetivo verificar a presença de Cryptococcus spp. em excretas de pombos coletadas nas proximidades de Hospitais de Porto Alegre, identificar as espécies do fungo e os locais com maior prevalência e também correlacionar a presença do fungo com as estações do ano. Métodos: foram coletadas 168 amostras de excretas de pombos nos arredores de seis Hospitais de Porto Alegre no período de junho de 2011 a novembro de 2012. As amostras foram processadas e identificadas laboratorialmente. Para confirmação molecular, os isolados característicos do gênero Cryptococcus foram submetidos à extração de DNA utilizando o kit de extração MycXtra (Myconostica, UK). A partir do DNA extraído, foi realizada a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e o seqüenciamento. Resultados: o fungo Cryptococcus spp. foi isolado em 11 amostras (6,54%) e em dez amostras (5,95%) foram confirmadas pelo seqüenciamento, uma amostra como C. neoformans var. grubii, em dois isolados como C. albidus e as outras sete amostras como tendo homologia com o Cryptococcus spp. Houve isolamento de amostras positivas em todas as estações do ano. Conclusões: a prevalência deste fungo é elevada em Hospitais em Porto Alegre, principalmente na estação do inverno (12,5%). As espécies identificadas laboratorialmente foram neoformans e gattii, no seqüenciamento predominou o Cryptococcus spp., seguido do C. albidus e o C. neoformans var. grubii. O risco biológico desses potenciais agentes patogênicos no ambiente é de extrema importância para o controle epidemiológico da criptococose. O estreito contato do fungo com indivíduos que circulam em hospitais indica um potencial risco à saúde pública e aos imunodeprimidos.
Palavras-chave: Cryptococcus
Criptococose
Cryptococcus neoformans
Columbidae (Pombos)
Cryptococcus gattii
País: Brasil
Unidade acadêmica: Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - IPTSP (RG)
Citação: MEZZARI, Adelina; WLIEBBELLING, Adília Maria Pereira; WENCZENOVICZ, Camila; SOUZA, Carla Daniele Amorim de; FREITAS, Gabriela Souza de Oliveira; BARBOZA, Leonardo Disconzi; PENA, Ludmyla Duarte; KISSMANN, Natasha; PORTICH, Júlia Plentz; CARNEIRO, Lilian Carla; BEHAR, Paulo Renato Petersen. Presença do Cryptococcus spp. nas excretas de pombos nos arredores de Hospitais de Porto Alegre. Revista Panamericana de Infectología, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 153-160, 2014.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/handle/ri/15494
Data de publicação: 2014
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