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Tipo do documento: Artigo
Título: Escola sem partido: do controle à espoliação
Título(s) alternativo(s): School without party: from control to dispossession
Escuela sin partido: del control a la desposesión
Autor: Castilho, Denis
Resumo: A primeira proposta do Escola Sem Partido (ESP) foi elaborada em 2004. Dez anos depois, com a eclosão de mobilizações e movimentos conservadores pelo Brasil, ganhou repercussão e forte apoio de parlamentares e de partidos de direita. Alegando provável doutrinação esquerdista nas escolas, autoproclamando-se apartidário e polemizando temas relativos às diretrizes educacionais, o movimento ampliou suas frentes de ação, e projetos de lei do ESP foram apresentados na Câmara dos Deputados e em Assembleias Legislativas de vários estados do país. Uma análise desses projetos e das concepções defendidas por seus apoiadores, conforme evidenciamos neste texto, revela outras faces do movimento. Os interesses implícitos, a disputa partidária, o vínculo com tendências totalitárias que instigam o cerceamento do trabalho docente e a ligação com um projeto mais amplo que visa fazer da escola um grande negócio via espoliação, acende um alerta e suscita um amplo debate sobre os reais interesses do ESP e suas implicações à educação do país. Essa discussão é fundamental para a construção de um contraponto mais eficiente, baseado no esclarecimento, no protagonismo e na luta por uma escola mais autônoma e democrática.
Abstract: The Escola Sem Partido (ESP) movement, or School Without Party, was initially proposed in Brazil in 2004. Ten years later, with the emergence of conservative rallies and gatherings nationwide, it gained notoriety and strong support from members of Congress as well as from right-wing parties. Grounded on the belief that Brazilian schools probably harbour leftist indoctrination and claiming a non-partisan profile, in addition to sparking controversy over educational guidelines, the ESP has recently increased its ranks and several bills have been put forward in the Chamber of Deputies and in many state legislative assemblies. An analysis of these bills and of the central claims backed by ESP supporters reveals another side to the movement, as this paper shows. Factors including ESP’s covert interests, partisan disputes, a link with authoritarian tendencies that call for curtailing teachers’ work, as well as a connection with a broader project that aims to turn schools into a business enterprise via dispossession, raise serious questions and a general discussion regarding the movement’s real interests and their implications for Brazil’s educational system. Such a discussion is vital for establishing a more effective counterargument, based on informed knowledge, on leadership, and on the fight for a more autonomous and democratic school.
El proyecto Escola Sem Partido (ESP), o Escuela sin partido, se propuso inicialmente en Brasil en 2004. Diez años después, con la eclosión de movilizaciones y movimientos conservadores en Brasil, ganó repercusión y fuerte apoyo de parlamentarios y de partidos de derecha. Alegando probable adoctrinamiento izquierdista en las escuelas, autoproclamándose apartidario y polemizando temas relativos a las directrices educativas, el movimiento amplió sus frentes de acción, y los proyectos de ley del ESP se presentaron en la Cámara de los Diputados y en las Asambleas Legislativas de varios estados del país. Un análisis de esos proyectos y de las concepciones defendidas por sus partidarios, como evidenciamos en este texto, revela otras caras del movimiento. Los intereses implícitos, la disputa partidista, el vínculo con tendencias totalitarias que instigan la intimidación del trabajo docente y la relación con un proyecto más amplio que busca hacer de la escuela un gran negocio vía desposesión, enciende una alerta y suscita un amplio debate sobre los reales intereses del ESP y sus implicaciones a la educación del país. Esta discusión es fundamental para la construcción de un contrapunto más eficiente, basado en el esclarecimiento, en el protagonismo y en la lucha por una escuela más autónoma y democrática.
Palavras-chave: Escola sem partido
Controle
Educação
Espoliação
Control
Education
Dispossession
Escuela sin partido
Control
Educación
Desposesión
País: Brasil
Instituição: Tadeu Alencar Arrais
Sigla da instituição: UFG
Unidade acadêmica: Instituto de Estudos Socioambientais (IESA) - RG
Citação: CASTILHO, Denis. Escola sem partido: do controle à espoliação. Boletim Goiano de Geografia, Goiânia, v. 39, p. e58099, 2019. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/bgg/article/view/58099/33008.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Identificador do documento: 10.5216/bgg.v39i0.58099
Identificador do documento: 10.5216/bgg.v39i0.58099
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/handle/ri/18121
Data de publicação: 2019
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