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Tipo do documento: Artigo
Título: Feminismo e as identidades no cerne dos princípios de pesquisa
Título(s) alternativo(s): Feminism and identities in the core of research principles
Autor: Pinto, Joana Plaza
Badan, Suzana Costa
Resumo: O feminismo emerge das lutas do sujeito ‘mulher’, instalando um conjunto de práticas e identidades políticas. O que este grupo, mulheres feministas, teria a ver com linguagem? Cameron (1992, 1998) mostra que as feministas têm tratado a linguagem como parte essencial da luta pela liberação das mulheres. A autora aponta que os movimentos organizados do século XIX já colocavam a linguagem como elemento central das suas reivindicações, rechaçando as restrições à fala pública das mulheres. Essa centralidade continuou durante todo o século XX e repercutiu nos estudos linguísticos no fi nal da década de 1970. No entanto, Cameron (1998) observa que a pluralidade teórica prevalece nas discussões feministas sobre linguagem nos últimos trinta anos. Este contexto é o pano de fundo para este artigo. Revisando artigos, capítulos e teses de mulheres no Brasil, este artigo evidencia um campo relativamente homogêneo de produção de conhecimento linguístico contra-hegemônico que articula teoria e descrição linguística com as práticas identitárias feministas. Esse campo mostra que as feministas empurraram a identidade para o cerne da ciência, não como objeto, mas como articuladora dos princípios de pesquisa. E as linguistas feministas no Brasil, especialmente aquelas infl uenciadas nos últimos anos pelas discussões sobre linguagem, ação e poder (Cameron et al., 1993), confrontaram o interesse no desinteresse por confl itos de poder implicados na pesquisa linguística.
Abstract: Feminism emerges from the struggles of the subject ‘woman’, installing a set of political practices and identities. What would this group, feminist women, have to do with language? Cameron (1992, 1998) shows that feminists have treated language as an essential part of the struggle for women’s liberation. She points out that the organized movements in the nineteenth century put language as a central element of their claims, rejecting the restrictions on women’s public speaking. This centrality continued throughout the twentieth century and refl ected in linguistic studies in the late 1970s. However, Cameron (1998) notes that theoretical pluralism prevails in feminist discussions about language in the last thirty years. This context is the backdrop for this article. Reviewing articles, chapters and doctoral theses by women in Brazil, this article highlights a relatively homogeneous fi eld of counter-hegemonic knowledge production that articulate linguistic theory and description with practices of feminist identity. This fi eld shows that feminists push identity to the core of science, not as object but as an organizer of the research principles. Feminist linguists in Brazil, especially those infl uenced in recent years by discussions on language, action, and power (Cameron et al., 1993), confronted the interest in dismissing power struggles involved in linguistic research.
Palavras-chave: Feminismo
Identidade
Pesquisa
Linguagem
Discurso
Feminism
Identity
Research
Language
Discourse
País: Brasil
Unidade acadêmica: Escola de Música e Artes Cênicas - EMAC (RG)
Citação: PINTO, Joana Plaza; BADAN, Suzana Costa. Feminismo e as identidades no cerne dos princípios de pesquisa. Calidoscópio, São Leolpoldo, v. 10, n. 2, p. 133-139, maio/ago. 2012.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Identificador do documento: 10.4013/cld.2012.102.01
Identificador do documento: 10.4013/cld.2012.102.01
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/handle/ri/18712
Data de publicação: Ago-2012
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