Vacinação Infantil no Brasil : cobertura de rotina e vacinas das Hepatites A e B

dc.contributor.advisor1Caetano, Karlla Antonieta Amorim
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0112036159794570
dc.contributor.referee1Lima , Juliana de Oliveira Roque e
dc.contributor.referee2Rosa, Michelle Quarti Machado da
dc.contributor.referee3Teles, Sheila Araujo
dc.contributor.referee4Sato, Ana Paula Sayuri
dc.contributor.referee5Caetano, Karlla Antonieta Amorim
dc.creatorMoura, Winny Éveny Alves
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7866415089747802
dc.date.accessioned2026-04-24T19:01:06Z
dc.date.available2026-04-24T19:01:06Z
dc.date.issued2025-12-19
dc.description.abstractIn a scenario of sharp decline in infant vaccination coverage in Brazil, this thesis advances the frontier of knowledge by conducting an integrated analysis, investigating systemic failures and access barriers as central determinants of the crisis. Objective: To evaluate infant vaccination coverage in Brazil, with emphasis on hepatitis A and B vaccines, in order to understand the drop in immunization rates and their determinants. Methods: The thesis articulated three studies with a progressive logic. First, a systematic review (1980-2024) of 38 studies mapped the historical scenario and research gaps. Subsequently, two observational studies deepened the analysis using data from a national survey (ICV 2020-2022) with up to 37,801 children born in 2017 and 2018. The first study used a historical cohort design to analyze the timeliness of the hepatitis B birth dose, complete adherence to the vaccination schedule, and zero-dose status, using multivariate logistic regression models. The second adopted a cross-sectional design, with robust Poisson regression, to estimate prevalence ratios of non-vaccination against hepatitis A, stratifying by sociodemographic and contextual determinants. Results: The systematic review identified three phases of vaccine evolution in Brazil: continuous expansion until 2015, sharp decline (2016-2021), and partial recovery (from 2022), marked by deep regional inequalities (superior performance in the South/Southeast versus structural failures in the North/Northeast). The observational studies showed performance below national targets, with timely coverage of the hepatitis B birth dose at 58.5% and hepatitis A at 24 months at 88.1%. Vaccination failures are concentrated in groups exposed to social vulnerability, population mobility, and weaker ties with health services. Conclusion: The study concludes that the post-2016 vaccine decline constitutes a structural crisis of immunization, and not merely individual hesitancy. Failures are concentrated in groups exposed to social vulnerability and the fragility of ties with Primary Health Care (PHC). Reversal requires a State response focused on equity, prioritizing the strengthening of PHC, the improvement of information systems, and active search strategies for underserved populations. Final Considerations: The thesis offers an integrated understanding of the vaccine crisis, articulating the historical trajectory, regional inequalities, and contemporary social determinants. By highlighting the concentration of failures in invisible groups, the work reaffirms immunization as an imperative of health justice. The sustainability of the National Immunization Program requires strong governance, stable funding, and programmatic innovation to ensure equity and the fundamental right to health for all children.eng
dc.description.resumoEm um cenário de acentuada queda nas coberturas vacinais infantis no Brasil, esta tese avança a fronteira do conhecimento ao conduzir uma análise integrada, investigando as falhas sistêmicas e as barreiras de acesso como determinantes centrais da crise. Objetivo: Avaliar a cobertura vacinal infantil no Brasil, com ênfase nas vacinas contra as hepatites A e B, a fim de compreender a queda nas taxas de imunização e seus determinantes. Método: A tese articulou três estudos com uma lógica progressiva. Primeiro, uma revisão sistemática (1980-2024) de 38 estudos mapeou o cenário histórico e as lacunas de pesquisa. Em seguida, dois estudos observacionais aprofundaram a análise utilizando dados de um inquérito nacional (ICV 2020-2022) com até 37.801 crianças nascidas em 2017 e 2018. O primeiro estudo utilizou um desenho de coorte histórica para analisar a oportunidade de dose ao nascer de hepatite B, a adesão completa ao esquema vacinal e a zero-dose, utilizando modelos de regressão logística multivariada. O segundo adotou um delineamento transversal, com regressão de Poisson robusta, para estimar razões de prevalência de não vacinação contra hepatite A, estratificando por determinantes sociodemográficos e contextuais. Resultados: A revisão sistemática identificou três fases da evolução vacinal no Brasil: expansão contínua até 2015, queda acentuada (2016-2021) e recuperação parcial (a partir de 2022), marcada por profundas desigualdades regionais (desempenho superior no Sul/Sudeste versus falhas estruturais no Norte/Nordeste). Nos estudos observacionais, observou-se desempenho aquém das metas nacionais, com cobertura oportuna da hepatite B ao nascer de 58,5% e da hepatite A aos 24 meses de 88,1%. As falhas vacinais se concentram em grupos expostos à vulnerabilidade social, à mobilidade populacional e a vínculos mais frágeis com os serviços de saúde. Conclusão: O estudo conclui que o declínio vacinal pós-2016 configura uma crise estrutural da imunização, e não meramente uma hesitação individual. As falhas se concentram em grupos expostos à vulnerabilidade social e à fragilidade dos vínculos com a Atenção Primária. A reversão exige uma resposta de Estado focada na equidade, com prioridade para o fortalecimento da APS, o aprimoramento dos sistemas de informação e as estratégias de busca ativa para populações subatendidas. Considerações Finais: A tese oferece uma compreensão integrada da crise vacinal, articulando a trajetória histórica, as desigualdades regionais e os determinantes sociais contemporâneos. Ao evidenciar a concentração das falhas em grupos invisibilizados, o trabalho reafirma a imunização como um imperativo de justiça em saúde. A sustentabilidade do Programa Nacional de Imunizações exige governança forte, financiamento estável e inovação programática para garantir a equidade e o direito fundamental à saúde de todas as crianças.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
dc.identifier.citationMOURA, Winny Éveny Alves. Vacinação Infantil no Brasil : cobertura de rotina e vacinas das Hepatites A e B. 2026. [210] f. Tese (Doutorado em Enfermagem e Saúde) – Faculdade de Enfermagem. Universidade Federal de Goiás, Goiânia, Goiás, 2026.
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/15289
dc.languagePortuguêspor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiáspor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.departmentFaculdade de Enfermagem - FEN (RMG)
dc.publisher.initialsUFGpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Enfermagem (FEN)
dc.rightsAcesso Embargado
dc.subjectCobertura Vacinalpor
dc.subjectProgramas de Imunizaçãopor
dc.subjectVacinas contra Hepatite Apor
dc.subjectVacinas contra Hepatite Bpor
dc.subjectCriançapor
dc.subjectVaccination Coverageeng
dc.subjectImmunization Programseng
dc.subjectHepatitis A Vaccineseng
dc.subjectHepatitis B Vaccineseng
dc.subjectChildeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
dc.titleVacinação Infantil no Brasil : cobertura de rotina e vacinas das Hepatites A e B
dc.title.alternativeChildhood Vaccination in Brazil: Routine Coverage and Hepatitis A and B vaccines.eng
dc.typeTese

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