Castanha de pequi (Caryocar brasiliesnse Camb.), polpa e amêndoa de jerivá (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassmann) para o enriquecimento da alimentação indígena

dc.contributor.advisor-co1Caliari, Márcio
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3558164788327179
dc.contributor.advisor1Soares Júnior, Manoel Soares
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0920319108540253
dc.contributor.referee1Soares Júnior, Manoel Soares
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0920319108540253
dc.contributor.referee2Magalhâes, Gabriella Leite
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2032334993007542
dc.contributor.referee3Bento, Juliana Aparecida Correia
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/1188890760818014
dc.creatorAlves, Gabryel da Silva
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6324387512778771
dc.date.accessioned2026-05-19T19:05:09Z
dc.date.available2026-05-19T19:05:09Z
dc.date.issued2026-03-11
dc.description.abstractOne of the biggest problems afflicting indigenous peoples nowadays is food insecurity resulting from the low availability of nutritious foods and the contamination of rivers, from which they derive part of their subsistence. Cassava (Manihot esculenta Crantz) is a staple of traditional indigenous food, giving rise to foods such as beiju and farofa. The Amazon Rainforest and the Cerrado are the largest Brazilian biomes, harboring a rich but underutilized plant diversity, such as the fruits of the pequi tree (Caryocar brasiliense Camb.) and the jerivá palm (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassmann), which are rich in nutrients and bioactive compounds. The objective of this work was to evaluate and compare the toxicity, chemical composition, functional and technological properties of roasted pequi nut flour (FCP), pulp flour (FPJ), and jerivá almond flour (FAJ), obtained using artisanal processes such as sun drying and roasting, accessible to indigenous communities in areas at risk of malnutrition. As well as producing beijus and farofas with partial substitution (0%, 12.5%, 25%, 37.5%, and 50%) of cassava dough (MM) by FCP, and evaluating their physicochemical composition, physical and functional properties, microbiological risk, and accessible sensory characteristics. The flour did not present toxicity. In the processing of the flours, the yields were 44.36% for FPJ, 6.13% for FCP, and 4.36% for FAJ. FPJ presented a high carbohydrate content (39.55 g 100 g-1), soluble dietary fiber (15.29 g 100 g-1) and insoluble fiber (23.90 g 100 g-1), yellow-orange color, good water solubility (32.69%) and presence of aromatic esters. FAJ presented consistent values of lipids (49.48 g.100 g-1), protein (11.78 g.100 g-1) and low acidity (0.60 g.100 g-1), while FCP stood out for its high total energy value (706.11 kcal.g-1), a consequence of the high lipid (70.13 g.100 g-1) and protein content (12,23 g.100 g-1), also showed good antioxidant capacity for reducing iron ions (159.33 μM ferrous sulfate.100 g-1 of dry sample) and the presence of ketones and aldehydes among its volatile compounds. The formulations with added FCP showed increasing nutritional gain as the levels of MM substitution with FCP increased. The product with the highest nutritional value was the farofa with 50% substitution, which showed enrichment in lipids (36,92 g.100 g-1), protein (11,39 g.100 g-1), total energy value (468,75 kcal. g-1), ash (1,97 g.100 g-1), and phenolic compounds (7,33 mg GAE. g-1), compared to the control product, made only with MM. The beiju with 25% substitution, showed greater enrichment in soluble dietary fiber (3,74 g.100 g-1) and insoluble dietary fiber (6,64 g.100 g-1) compared to the control beiju. The beijus, farofas, and roasted pequi nut snack showed no microbial growth with the use of simple operations such as sun drying and roasting, and packaging. The addition of FCP did not influence the sensory atributes of the beijus and farofas. Snacks made from roasted and salted pequi nuts showed good sensory acceptance. It is concluded that the flours from jerivá pulp and almond and roasted pequi nuts are not toxic and have high nutritional and functional values, and their consumption can be recommended. The application of pequi nut flour in beiju and in farofa promotes the nutritional and functional enrichment of cassavabased products present in the indigenous diet, thus potentially contributing to the fight against hunger and food insecurity in this population.eng
dc.description.resumoUm dos grandes problemas que aflige os povos indígenas na atualidade é a insegurança alimentar, devido à baixa disponibilidade de alimentos nutritivos e da contaminação dos rios, de onde tiram parte da sua subsistência. A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é a base da alimentação tradicional indígena, originando alimentos como o beiju e a farofa. A Floresta Amazônica e o Cerrado são os maiores biomas brasileiros, abrigando uma diversidade vegetal rica, mas subutilizada, como os frutos do pequizeiro (Caryocar brasiliense Camb.) e da palmeira jerivá (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassmann), ricos em nutrientes e compostos bioativos. O objetivo deste trabalho foi avaliar e comparar a toxicidade, composição química, propriedades funcionais e tecnológicas das farinhas de castanha de pequi torrada (FCP), e de polpa (FPJ) e amêndoas de jerivá (FAJ), obtidas pelo emprego de processos artesanais, como a secagem solar e a torrefação, acessíveis às populações indígenas em áreas de risco de desnutrição. Assim, como produzir beijus e farofas com substituição parcial (0%, 12,5%, 25%, 37,5% e 50%) da massa de mandioca (MM) por FCP, e avaliar a composição físico-química, as propriedades físicas e funcionais, o risco microbiológico e a aceitação sensorial dos mesmos. As farinhas não apresentaram toxicidade. No processamento das farinhas, os rendimentos foram de 44,36% para FPJ, 6,13% para FCP e 4,36% para FAJ. A FPJ apresentou alto teor de carboidratos (39,55 g 100 g-1), fibra alimentar solúvel (15,29 g 100 g-1) e insolúvel (23,90 g 100 g-1), coloração amarelo-alaranjada, boa solubilidade em água (32,69 %) e presença de estéres aromáticos. A FAJ apresentou consistentes valores de lipídeos (49,48 g.100 g-1), proteína (11,78 g.100 g-1) e baixa acidez (0,60 g.100 g-1), enquanto a FCP se destacou pelo alto valor energético total (706,11 kcal.g-1), consequência do alto teor de lipídeos (70,13 g.100 g-1) e proteína (12,23 g.100 g-1), também foi observado uma boa capacidade antioxidante de redução de íons de ferro (159,33 μM sulfato ferroso.100 g-1 de amostra seca) e a presença de cetonas e aldeídos entre seus compostos voláteis. As formulações adicionadas da FCP apresentaram um ganho nutricional crescente conforme a elevação dos níveis de substituição de MM por FCP. O produto com maior valor nutricional foi a farofa com 50% de substituição, que apresentou enriquecimento em lipídeos (36,92 g.100 g-1), proteína (11,39 g.100 g-1), valor energético total (468,75 kcal. g-1), cinzas (1,97 g.100 g-1) e compostos fenólicos (7,33 mg AGE. g-1), em relação ao observado no produto controle, elaborado apenas com MM. O beiju com 25% de substituição apresentou maior enriquecimento em fibra alimentar solúvel (3,74 g.100 g-1) e fibra alimentar insolúvel (6,64 g.100 g-1) em relação ao beiju controle. Os beijus, as farofas e o petisco de castanha de pequi torrado apresentaram ausência de desenvolvimento microbiano com a utilização de operações simples, como a secagem solar e torração, e embalagem. A adição de FCP não influenciou os atributos sensoriais dos beijus e farofas. Petiscos da castanha de pequi torrada salgada apresentaram índice de aceitação superior a 70% em todos os parâmetros avaliados, indicando uma boa aceitação sensorial. Concluiu-se que as farinhas de polpa e amêndoa de jerivá e de castanha de pequi torrada não são tóxicas e possuem elevados valores nutricionais e funcionais, podendo ser recomendado seu consumo. A aplicação da FCP torrada em beiju e em farofa promove o enriquecimento nutricional e funcional destes produtos à base de mandioca presentes na dieta indígena, podendo assim contribuir no combate à fome e insegurança alimentar desta população.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
dc.identifier.citationALVES, G. S. Castanha de pequi (Caryocar brasiliesnse Camb.), polpa e amêndoa de jerivá (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassmann) para o enriquecimento da alimentação indígena. 2026. 111 f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Escola de Agronomia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2026.
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/15391
dc.languagePortuguêspor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiáspor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.departmentEscola de Agronomia - EA (RMG)
dc.publisher.initialsUFGpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (EA)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectCerradopor
dc.subjectAlimentação indígenapor
dc.subjectFarinhapor
dc.subjectComposição químicapor
dc.subjectPropriedades tecnofuncionaispor
dc.subjectIndigenous foodeng
dc.subjectFloureng
dc.subjectChemical compositioneng
dc.subjectTechnofunctional propertieseng
dc.subject.cnpqCIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
dc.titleCastanha de pequi (Caryocar brasiliesnse Camb.), polpa e amêndoa de jerivá (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassmann) para o enriquecimento da alimentação indígena
dc.title.alternativePequi’s nut (Caryocar brasiliense Camb.), jerivá’s pulp and almond (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassmann) for the enrichment for indigenous foodeng
dc.typeDissertação

Arquivos

Pacote Original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Dissertação - Gabryel da Silva Alves - 2026.pdf
Tamanho:
8.85 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do Pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
1.71 KB
Formato:
Item-specific license agreed upon to submission
Descrição: