A liberdade de gritar: o “veneno como remédio” no processo da educabilidade das paixões no contexto das torcidas organizadas de futebol

dc.contributor.advisor1Paiva, Wilson Alves de
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7384413996427337pt_BR
dc.contributor.referee1Paiva, Wilson Alves de
dc.contributor.referee2Almeida, Sebastião Carlos Ferreira de
dc.contributor.referee3Magalhães, Solange Martins Oliveira
dc.creatorLima, Gustavo Henrique Alves de
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9871533189179432pt_BR
dc.date.accessioned2022-11-03T13:58:26Z
dc.date.available2022-11-03T13:58:26Z
dc.date.issued2022-08-30
dc.description.abstractThis paper is the result of a theoretical – developed at the Faculty of Education of the Federal University of Goiás, Brazil, within the Graduate Program in Education (Subarea: Culture and Educational Processes) research that sought in general terms to reflect whether the aggressiveness in students who are members of soccer clubs’ Organized Fans in schools necessarily needs to be extirpated. In specific terms, I tried to: analyze the counterpoint made by authors who consider aggressiveness as necessary for the formation of the student, especially the student supporter; find a way to placate the prejudiced speeches that see Organized Fans as something to be extirpated; reflect on the possibility of cohabiting elements that constitute human practices, more precisely aggressiveness and symbolic violence. The hypothesis I defend throughout this paper, suggested in the title, is that the “freedom to shout” comes from aggressive impulses (the need to attack) that can be provoked from the outburst of the passion of self-love. However, instead of extirpating this passion, what can be learned from Rousseau is that it can be worked on as a “remedy”, as long as it is regulated, limited, and allowed within the general rules of coexistence. Thus, limited to the symbolic, it may not be as bad as it seems, as harmful, or something that cannot be “remedied”. The dissertation is, therefore, organized in two parts: Chapter 1 of Part One has Husserl as its epistemological pillar and Chapter 2 has Bourdieu as its focus; Chapter 1 of Part Two seeks to explore more the phenomenon of Organized Fans clubs, with Toledo's anthropological contribution, and Chapter 2 is dedicated to Rousseau, trying to abstract the idea of “poison as a remedy” in order to apply it to the phenomenon studied here. Therefore, it is not about making an apology to unruly behavior, nor to physical violence. On the contrary, the goal is to think of socially allowed means to channel the impulses to symbolically attack and violate, instead of extirpating them. The idea of allowing Organized Fans to also be educational organizations is a demand, an imperative that is posed today. Just as samba schools have their cooperative activities, such as choreographies, building flags, creating anthems, songs, rehearsals, and many other ludic actions, for example, it is possible that the Organized Fans have them as well. In this way, they may serve as parameters to think about fans in the school environment, where the physical educator (and perhaps the education teacher) may be able to use the “poison” (Organized Fans) as a “remedy” through pedagogical action.eng
dc.description.resumoEste trabalho resulta de uma pesquisa teórica, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação, da Universidade Federal de Goiás, da Linha de Pesquisa Cultura e Processos Educacionais, que buscou em linhas gerais refletir se a agressividade em alunos membros de Torcidas Organizadas de clubes de futebol em escolas, necessariamente precisa ser extirpada. Em termos específicos, procurei: analisar qual o contraponto feito pelos autores que consideram a agressividade como necessária para a formação do aluno, sobretudo do aluno torcedor; encontrar uma saída para aplacar as falas preconceituosas que veem Torcidas Organizadas como algo a ser extirpado; refletir sobre a possibilidade de coabitar elementos que constituem as práticas humanas, mais precisamente agressividade e violência simbólica. A hipótese que defendo ao longo deste trabalho, sugerida no título, é que a “liberdade de gritar” advém dos impulsos agressivos (necessidade de agredir) que podem ser provocados a partir do afloramento da paixão do amor-próprio. Porém, em vez de extirpar essa paixão, o que se pode aprender de Rousseau é que ela pode ser trabalhada como “remédio”, desde que regrada, limitada e permitida dentro das regras gerais de convivência. Assim, limitado ao simbólico, pode não ser tão ruim quanto parece, tão prejudicial ou algo que não possa ser “remediado”. A dissertação está, portanto, organizada em duas partes: o Capítulo 1 da Primeira Parte tem como pilar epistemológico Husserl e o Capítulo 2 tem Bourdieu como foco; o Capítulo 1 da Segunda Parte busca explorar mais o fenômeno Torcidas Organizadas, com aporte antropológico de Toledo e o Capítulo 2 dedica-se a Rousseau, tentando abstrair a ideia do “veneno como remédio”, a fim de empregá-lo ao fenômeno aqui estudado. Logo, não se trata, portanto, de fazer apologia à conduta desregradas, e tampouco, à violência física. Pelo contrário, o objetivo é o de pensar em meios socialmente permitidos para canalizar os impulsos de agredir e violentar simbolicamente, ao invés de extirpá-los. A ideia de permitir que Torcidas Organizadas sejam também organizações educativas é uma exigência, um imperativo que se coloca na atualidade. Assim como as escolas de samba têm suas atividades cooperativas, como coreografias, construção de bandeiras, criação de hinos, músicas, ensaios e tantas outras ações lúdicas, por exemplo, é possível que as Torcidas Organizadas também tenham. Desse modo, elas talvez podem servir de parâmetros para se pensar as torcidas no ambiente escolar, onde o educador físico (e quiçá o professor de educação) tenha condições de usar o “veneno” (Torcidas Organizadas) como “remédio” por meio da ação pedagógica.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.identifier.citationLIMA, G. H. A. A liberdade de gritar: o “veneno como remédio” no processo da educabilidade das paixões no contexto das torcidas organizadas de futebol. 2022. 172 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2022.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/12407
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Goiáspt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Educação - FE (RG)pt_BR
dc.publisher.initialsUFGpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Educação (FE)pt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/*
dc.subjectAgressividadepor
dc.subjectViolência simbólicapor
dc.subjectTorcidas organizadaspor
dc.subjectEscolapor
dc.subjectAggressivenesseng
dc.subjectSymbolic violenceeng
dc.subjectOrganized fanseng
dc.subjectSchooleng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAOpt_BR
dc.titleA liberdade de gritar: o “veneno como remédio” no processo da educabilidade das paixões no contexto das torcidas organizadas de futebolpt_BR
dc.title.alternativeThe freedom to scream: the “poison as medicine” in the process of educability passions in the context of organized soccer fanseng
dc.typeDissertaçãopt_BR

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