O Estado e os direitos dos povos indígenas isolados: lições do Brasil e da Colômbia

dc.creatorJabur, Gisele
dc.creatorSouza Filho, Carlos Frederico Marés de
dc.date.accessioned2026-05-28T16:34:34Z
dc.date.available2026-05-28T16:34:34Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntroduction: Public policies concerning isolated Indigenous peoples are scarce, as are legal frameworks, with little variation across governments. Objective: This article aims to examine how Brazil and Colombia address the rights of isolated peoples, guided by the question of whether Latin American democracies can reconcile the original right to territory and the right to isolation with democratic principles. The analysis draws on the conceptual framework of socioenvironmental resistance and democratic tensions to situate the discussion. Method: Methodologically, the study employs a qualitative, deductive approach, using the monographic method combined with bibliographic and documentary research to identify official records of isolated Indigenous peoples in both countries and to analyze relevant national and international legal instruments, particularly those concerning territorial protection and self-determination. Results and Discussion: Findings indicate that, despite normative progress in both legal systems, the absence of explicit governmental positions in democratic contexts has intensified threats and violations against isolated Indigenous peoples, revealing the limits of democratic regimes when confronted with socioenvironmental demands. Research Implications: The comparison between the normative frameworks of Brazil and Colombia highlights the persistent vulnerability of isolated peoples and the shortcomings of legal and institutional safeguards. Originality/Value: The originality of this study lies in its focus on isolated Indigenous peoples, a subject often overlooked in socioenvironmental law and human rights scholarship. By contrasting two key Latin American democracies, it contributes to the broader debate on how legal systems can, or cannot, ensure protection for highly vulnerable populations who exercise the right to remain apart from national society.
dc.description.abstractIntroducción: Las políticas públicas relativas a los pueblos indígenas aislados son escasas, al igual que los marcos jurídicos, con escasa variación entre gobiernos. Objetivo: Este artículo busca examinar cómo Brasil y Colombia abordan los derechos de los pueblos aislados, partiendo de la pregunta de si las democracias latinoamericanas pueden conciliar el derecho originario al territorio y el derecho al aislamiento con los principios democráticos. El análisis se basa en el marco conceptual de la resistencia socioambiental y las tensiones democráticas para situar la discusión. Método: Metodológicamente, el estudio emplea un enfoque cualitativo y deductivo, utilizando el método monográfico combinado con investigación bibliográfica y documental para identificar registros oficiales de pueblos indígenas aislados en ambos países y analizar los instrumentos jurídicos nacionales e internacionales relevantes, en particular los relativos a la protección territorial y la autodeterminación. Resultados y Discusión:Los hallazgos indican que, a pesar del progreso normativo en ambos sistemas jurídicos, la ausencia de posiciones gubernamentales explícitas en contextos democráticos ha intensificado las amenazas y violaciones contra los pueblos indígenas aislados, revelando los límites de los regímenes democráticos frente a las demandas socioambientales. Implicaciones de la Investigación:La comparación entre los marcos normativos de Brasil y Colombia destaca la persistente vulnerabilidad de los pueblos aislados y las deficiencias de lasgarantías legales e institucionales. Originalidad/Valor:La originalidad de este estudio reside en su enfoque en los pueblos indígenas aislados, un tema a menudo ignorado en el derecho socioambiental y los estudios de derechos humanos. Al contrastar dos democracias latinoamericanas clave, contribuye al debate más amplio sobre cómo los sistemas jurídicos pueden, o no, garantizar la protección de las poblaciones altamente vulnerables que ejercen el derecho a permanecer al margen de la sociedad nacional.
dc.description.resumoIntrodução: As políticas públicas voltadas aos povos indígenas isolados são escassas, assim como as normativas sobre o tema, e tampouco apresentam diferenças significativas entre governos. Objetivos:Este artigo tem como objetivo analisar como o Estado brasileiro ecolombiano tratam os direitos dos povos indígenas isolados, à luz das tensões entre democracia, movimentos sociais e resistências socioambientais. Metodologia: Utiliza-se o método de abordagem dedutivo. A pesquisa é considerada qualitativa por meio do método monográfico e para abordagem dos dados é utilizada as técnicas de pesquisa bibliográfica e documental. Referencial teórico: Enquanto marco teórico tem-se autores e autoras do Direito Socioambiental, com ênfase nos direitos dos povos originários e contribuições do pensamento decolonial. Resultados/Discussão: Embora haja avanços normativos, a ausência de posicionamentos por parte de governos democráticos contribui para o agravamento das ameaças e violações aos direitos dos isolados, revelando os limites das democracias diante das demandas socioambientais. Implicações da Pesquisa:A comparação entre o marco normativo dos Estados de Brasil e Colômbia evidencia a persistente vulnerabilidade dos povos isolados e as deficiências das salvaguardas jurídicas e institucionais. Originalidade/Valor: A originalidade deste estudo reside em seu enfoque nos povos indígenas isolados, um tema frequentemente negligenciado no campo do direito socioambiental e dos direitos humanos. Ao contrastar duas democracias latino-americanas centrais, o trabalho contribui para o debate mais amplo sobre como os sistemas jurídicos podem, ou não, assegurar a proteção de populações altamente vulneráveis que exercem o direito de permanecer à margem da sociedade nacional.
dc.identifier.citationJABUR, Gisele; SOUZA FILHO, Carlos Frederico Marés de. O Estado e os direitos dos povos indígenas isolados: lições do Brasil e da Colômbia. Revista de Gestão Social e AmbientaI - RGSA, Curitiba, v. 19, n. 9, e013394, 2025. DOI: 10.24857/rgsa.v19n9-070. Disponível em: https://rgsa.openaccesspublications.org/rgsa/article/view/13394. Acesso em: 20 maio 2026.
dc.identifier.doi10.24857/rgsa.v19n9-070
dc.identifier.issne- 1981-982X
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/30540
dc.language.isopor
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentFaculdade de Direito - FD (RMG)
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Direito Agrário
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectDireito Socioambiental
dc.subjectEstado
dc.subjectPovos Indígenas Isolados
dc.subjectDireitos Indígenas
dc.subjectSocioenvironmental Law
dc.subjectState
dc.subjectIsolated Indigenous Peoples
dc.subjectRights of Indigenous Peoples
dc.subjectDerecho Socioambiental
dc.subjectPueblos Indígenas Aislados
dc.subjectDerechos de los Pueblos Indígenas
dc.subject.ODS10 - Redução da desigualdade
dc.titleO Estado e os direitos dos povos indígenas isolados: lições do Brasil e da Colômbia
dc.title.alternativeThe State and the rights of isolated indigenous peoples: lessons from Brazil and Colombia
dc.title.alternativeEl Estado y los derechos de los pueblos indígenas aislados: lecciones de Brasil y Colombia
dc.typeArtigo

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