A politização despolitizada
| dc.creator | Viana, Nildo Silva | |
| dc.date.accessioned | 2026-08-14T13:29:48Z | |
| dc.date.available | 2026-08-14T13:29:48Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.resumo | Hoje vivemos uma miséria intelectual que cresce no ritmo da internet, da “inteligência artificial” e dos gêneros musicais triviais do capital comunicacional. Essa miséria intelectual não se vê apenas nas redes sociais virtuais; no uso indiscriminado e ingênuo das “inteligências artificiais”, entre diversos outros casos que poderiam ser citados. A classe dominante conseguiu atingir a política e a tornou tão miserável quanto todo o resto. A política institucional (aparato estatal, governos, partidos, eleições, etc.) sempre foi miserável. Os anos eleitorais são épocas em que se armam os circos mais espalhafatosos e ridículos. A maioria da população sempre foi despolitizada ou desinteressada. As ilusões democráticas não iludem a maioria. A corrupção desestimula a participação. As trocas de governos periódicas nada alteram a não ser aparências e detalhes superficiais. Porém, a situação hoje é diferente. A miséria da política institucional se intensificou e ampliou. Sem dúvida, a ascensão do paradigma subjetivista e a miséria cultural (que não é só musical) contribuem com isso. Um fenômeno novo, no entanto, emergiu com as dificuldades crescentes do capitalismo contemporâneo, comandado pelo regime de acumulação integral, especialmente as políticas neoliberais, promoveram uma intensificação da dominação cultural em torno do discurso político. A estratégia foi politizar a população em torno de “ideologias políticas” e discursos políticos simplificadores, visando gerar adesões, polarização, ilusões, etc. As crenças políticas tomam conta da população e – como toda crença – geram convicções políticas fortes. Diante dessas crenças políticas, a racionalidade, as informações e outros processos cognitivos se tornaram impotentes na maioria dos casos. E isso tudo ocorre sob o signo da politização. Tudo passa a ser “politizado”: filmes, séries, novelas, propagandas comerciais, empresas, consumo, sexualidade, moral, etc. | |
| dc.identifier.citation | VIANA, Nildo. A politização despolitizada. Marxismo e Autogestão, Goiânia, v. 12, n. 15, p. 1-9, 2025. Disponível em: https://redelp.net/index.php/rma/article/view/1670. Acesso em: 12 ago. 2026. | |
| dc.identifier.issn | 2359-3733 | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/31362 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher.country | Brasil | |
| dc.publisher.department | Faculdade de Ciências Sociais - FCS (RMG) | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-graduação em Sociologia | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ | |
| dc.subject | Politização | |
| dc.subject | Despolitização | |
| dc.subject | Destotalização | |
| dc.subject | Miséria | |
| dc.subject | Crenças políticas | |
| dc.subject | Simplificação | |
| dc.subject | Polarização | |
| dc.subject.ODS | 16 - Paz, justiça e instituições eficazes | |
| dc.title | A politização despolitizada | |
| dc.type | Artigo |
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