Tupi Guarani: entre usos e exegeses

dc.creatorMainardi, Camila
dc.date.accessioned2026-01-30T11:47:54Z
dc.date.available2026-01-30T11:47:54Z
dc.date.issued2017-12
dc.description.abstractThe recurrence of the word “conflict” in my fieldwork notebooks and variations of the word in expressions such as: “there is much disunion” and “there is no more peace” are the starting point of this essay conducted among Tupi Guarani families who live at the Piaçaguera indigenous reservation, at the southern coast in São Paulo State. Every time I returned to Piaçaguera, indigenous people told me that “a lot of things had changed”, mentioned, many times where each relative had gone. These comments show my interested in meeting certain persons, but also points to the movement of incessant collectives decomposing and composing. It is worthy to mention that conflicts – that which synthetizes the idea of rupture and the reordering of relations, as a consequence – far from being taking as negative, instead I understand the conflicts as a mechanisms of social construction. In this essay, I will describe the uses of ethnonyms. The Tupi Guarani people did not accepted a name given by non-Indians or other indigenous groups. Instead, they teach us that they are Tupi Guarani. Besides, considering the native speeches, the ethnonyms reveal some elements of the indigenous thought. But not only because the mixture, involved in marriages, is the condition of possibility Tupi Guarani and reveals the tension “between”.
dc.description.resumoEm minhas anotações, a recorrência da palavra conflito e suas variações em expressões como “é muita desunião” e “não têm mais paz” são o ponto de partida deste ensaio, realizado entre as famílias tupi guarani da TI Piaçaguera, litoral sul de São Paulo. A cada retorno a campo contavam-me que “aconteceram muitas mudanças”, elencando, por vezes, para onde tinham ido cada parente. Tal comentário mostra meu interesse em encontrar determinadas pessoas, mas também aponta para o movimento, o incessante descompor e compor coletivos. Vale mencionar que os conflitos – que sintetizam a ideia de ruptura, e consequente reorganização das relações –, longe de serem considerados de modo negativo, como um mal degenerador da “sociedade”, são tidos como produtores desta. Tendo isto em vista, interessa-me discutir os usos dos etnônimos. Os Tupi Guarani não aceitaram um nome imposto de fora, por pesquisadores ou outros coletivos indígenas, mas trataram de ensinar aos não indígenas que são Tupi Guarani. Além disso, seguindo as reflexões nativas, o etnônimo revela a mistura (Tupi e Guarani) que entendo como uma tradução para os não indígenas do pensamento ameríndio. Mas não só, porque a mistura, produzida nos casamentos, também é a condição de possibilidade tupi guarani como revela a tensão do “entre”.
dc.identifier.citationMAINARDI, CAMILA. Tupi Guarani: entre usos e exegeses. R@U: Revista de Antropologia UFSCAR, São Carlos, v. 9, n. 2, e73-86, 2017. DOI: 10.52426/rau.v9i2.203. Disponível em: https://www.rau2.ufscar.br/index.php/rau/article/view/203. Acesso em: 23 jul. 2025.
dc.identifier.doi10.52426/rau.v9i2.203
dc.identifier.issn2175-4705
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/29635
dc.language.isopor
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentFaculdade de Ciências Sociais - FCS (RMG)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectTupi guarani
dc.subjectMistura
dc.subjectConflitos
dc.subjectTupi guarani
dc.subjectMixed
dc.subjectEthnonyms
dc.subjectConflicts
dc.titleTupi Guarani: entre usos e exegeses
dc.typeArtigo

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