"Quem tem medo de puta é pai de família": história e memória das prostitutas de Campinas (1952-1959)

dc.contributor.advisor1Soares, Ana Carolina Eiras Coelho
dc.contributor.referee1Soares, Ana Carolina Eiras Coelho
dc.contributor.referee1Langaro, Jiani Fernando
dc.creatorPires, Laura Rezende
dc.date.accessioned2026-03-03T15:37:49Z
dc.date.available2026-03-03T15:37:49Z
dc.date.issued2023-08-09
dc.description.abstractIn this study, we will examine the relationship between prostitution in Campinas and the social, urban, and moral changes that occurred during the consolidation of Goiânia as the capital of Goiás. Prostitution in Campinas was tolerated and played a social role, but the establishment of Goiânia brought about an urban and social reconfiguration that marginalized sex workers and erased the memories and identities of Campinas. The discursive construction of the period stigmatized sex workers as agents of moral corruption, while "respectable" women were relegated to the roles of mothers and wives. The division between "respectable" and "public" women perpetuated gender inequality. The construction of Campinas' identity as a "Bohemian Zone" reflects the tension between tradition and progress, between local history and the vision of a modern capital. The collective memory of Campinas persists in the narratives of older residents, who recall a more welcoming and intimate era.
dc.description.resumoNeste trabalho, analisaremos a relação entre a prostituição em Campinas e as mudanças sociais, urbanas e morais que ocorreram durante a consolidação de Goiânia como capital de Goiás. A prostituição em Campinas era tolerada e desempenhava um papel social, mas a chegada de Goiânia trouxe uma reconfiguração urbana e social que marginalizou as prostitutas e apagou as memórias e identidades de Campinas. A construção discursiva da época estigmatizava as prostitutas como agentes de perdição, enquanto as mulheres "respeitáveis" eram relegadas ao papel de mães e esposas. A divisão entre mulheres "respeitáveis" e "públicas" perpetuava a desigualdade de gênero. A construção da identidade de Campinas como "Zona Boêmia" reflete a tensão entre a tradição e o progresso, entre a história local e a visão de uma capital moderna. A memória coletiva de Campinas persiste nas narrativas dos moradores mais antigos, que lembram uma época mais acolhedora e íntima.
dc.identifier.citationPIRES, Laura Rezende. "Quem tem medo de puta é pai de família": história e memória das prostitutas de Campinas (1952-1959). 2023. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em História) - Faculdade de História, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2023.
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/29809
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiás
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.courseHistória (RMG)
dc.publisher.departmentFaculdade de História - FH (RMG)
dc.publisher.initialsUFG
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectProstituição
dc.subjectGoiás
dc.subjectCampinas
dc.subjectProstitution
dc.subjectGoiás
dc.title"Quem tem medo de puta é pai de família": história e memória das prostitutas de Campinas (1952-1959)
dc.typeTrabalho de conclusão de curso de graduação (TCCG)

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