A vocação da razão: Ortega y Gasset e a história

dc.creatorValle, Ulisses do
dc.date.accessioned2026-05-18T19:26:41Z
dc.date.available2026-05-18T19:26:41Z
dc.date.issued2026-12-16
dc.description.abstractThis article analyzes key aspects of what the Spanish philosopher José Ortega y Gasset termed vital reason or historical reason. Ortega’s theory was developed in close dialogue – and critical tension – e with the Kantian notion of pure reason. The aim is to explore the relationship between these concepts and to show how vital reason, in attempting to transcend pure reason, nonetheless presupposes and partially preserves it. This dynamic reflects Ortega’s broader understanding of what it means to overcome an idea: every genuine overcoming is also a conservation – what he called an overcoming-conserving – that retains certain elements of what is surpassed. In affirming the historicity of reason, Ortega recognized the profound implications this holds for our conception of the human: rationality, rather than being transcendentally secured, is marked by a particular kind of precariousness. This precariousness renders reason not a fixed possession of the human species, but the result of an ongoing and demanding task.
dc.description.resumoEste artigo procura analisar alguns aspectos fundamentais do que o filósofo espanhol José Ortega y Gasset chamou de Razão Vital ou Razão Histórica. A teoria da razão vital de Ortega foi concebida em íntimo paralelo e embate crítico com a noção kantiana de uma “razão pura”. Trata-se de mostrar como tais ideias se relacionam e como a ideia de “razão vital”, ao procurar superar a ideia de “razão pura”, a pressupõe e, de certa forma, a conserva. Este movimento está em linha com o modo como Ortega entendia a ideia de superação: todo autêntico superar é um superar-conservando, isto é, mantém e sustenta nalguma medida aquilo que é superado. Ao afirmar a historicidade da razão, Ortega estava consciente da gravidade que isso implica para a própria ideia do que é o humano: seus atributos racionais, longe de estarem transcendentalmente garantidos, padecem de uma específica precariedade. Tal precariedade faz da razão, em vez de uma aquisição permanente do gênero humano, o produto de um difícil afazer, de uma tarefa.
dc.identifier.citationVALLE, Ulisses do. A vocação da Razão: Ortega y Gasset e a História. História Revista, Goiânia, v. 28, n. 1, p. 1-15. 2025. DOI: 10.5216/rth.v28i1.83225. Disponível em: https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/83225/44076. Acesso em: 18 mai. 2026.
dc.identifier.doi10.5216/rth.v28i1.83225
dc.identifier.issne- 2175- 5892
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/30398
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiás
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentFaculdade de História - FH (RMG)
dc.publisher.initialsUFG
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectJosé Ortega y Gasset
dc.subjectRazão vital ou histórica
dc.subjectNeokantismo
dc.subjectHistorical reason
dc.subjectNeokantianism
dc.titleA vocação da razão: Ortega y Gasset e a história
dc.typeArtigo

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