UBUNTU: eu sou porque nós somos – desafios para a luta das mulheres rurais por políticas públicas pós-golpe 2016

dc.creatorHora, Karla Emmanuela Ribeiro
dc.date.accessioned2026-01-29T13:54:36Z
dc.date.available2026-01-29T13:54:36Z
dc.date.issued2018
dc.description.abstractThis research paper aims to reflect on public policies for rural women in the political, media and legal context during the political coup that Brazil has been going through since 2016. To this purpose, the critical currents of feminism and gender relations are retransmitted, covering part of the Directorate of Policies for Rural Women (DPMR) experience at the former Ministry of Agrarian Development (MDA), describing the concerns and approaches adopted in the process of elaborating public policies for gender equality in the rural context. Against the political and institutional coup in the background, policies for women, especially rural women, lose ground in the new platform of government, marked by the resumption of a neoliberal agenda in which the role of women is seen as secondary to the society and the economy. To demonstrate this, the text retrieves news from newspapers (online), through the sites they were posted, presenting the discourses and narratives that reinforce gender stereotypes. The findings indicate the need for new forms of resistance and resilience, in view of what happens at academy, alternative media, training and mobilization meetings, and especially in the different agroecology spaces. Furthermore, the text reaffirms the importance of the debate on equality between men and women. Human, sexual and reproductive rights are, more than ever, a banner for the affirmation of life and equality. Demonstrations contrary to different forms of violence against women are the key to the feeling of impunity and condescension. Ubuntu, an African expression, was recovered in the sense of affirming our alterity in relation to the other: I am because we are; almost a mantra for those times.
dc.description.resumoEste texto tem por objetivo refletir sobre as políticas públicas para as mulheres rurais num contexto de golpe político, midiático e judiciário pelo qual o Brasil passa desde 2016. Para tal, apoia-se nas correntes críticas dos estudos de relações de gênero e feminismo e aborda parte da experiência vivenciada na extinta Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais (DPMR), no extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), descrevendo as preocupações e enfoques adotados nos processos de elaboração de políticas públicas de promoção da igualdade de gênero no meio rural. Num cenário de golpe político e institucional, vê-se que as políticas para mulheres em geral e para as mulheres rurais em particular, perdem espaço na nova plataforma de governo, que é representada pela retomada de uma agenda neoliberal na qual o papel da mulher é visto como secundário em relação à sociedade e à economia. Para demonstrar isso, o texto recupera notícias de jornais (on-line) por meio de link dos sites em que foram destacados, procurando apresentar os discursos e as narrativas, ora em curso, que reforçam os estereótipos de gênero. As conclusões indicam a necessidade de novas formas de resistência e resiliência, tendo em vista o que ocorre nas academias, nas mídias alternativas, nos encontros de formação e mobilização e, principalmente, nos diferentes espaços de discussão sobre a agroecologia. Além disso, reafirmar a importância do debate sobre igualdade entre homens e mulheres, direitos humanos e direitos sexuais e reprodutivos torna-se, mais do que nunca, uma bandeira de luta, no sentido de afirmação da vida e da igualdade. Tem-se como fundamentais as manifestações em combate às diferentes formas de violência contra as mulheres que ora se apresentam de maneira desnudada face à sensação de impunidade e condescendência. Ubuntu, expressão de origem africana, tem sido recuperada no sentido de afirmação da nossa alteridade em relação ao outro: eu sou porque somos; constituindo-se num quase mantra para os tempos de golpe.
dc.identifier.citationHORA, Karla Emmanuela Ribeiro. UBUNTU: eu sou porque nós somos – desafios para a luta das mulheres rurais por políticas públicas pós-golpe 2016. Revista OKARA: Geografia em debate, João Pessoa, v. 12, n. 2, p. 434-466, 2018. DOI: 10.22478/ufpb.1982-3878.2018v12n2.41325. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/okara/article/view/41325. Acesso em: 6 Dez. 2024.
dc.identifier.doi10.22478/ufpb.1982-3878.2018v12n2.41325
dc.identifier.issne- 1982-3878
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/29578
dc.language.isopor
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentEscola de Engenharia Civil e Ambiental - EECA (RMG)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectMulheres Rurais
dc.subjectPolíticas Públicas
dc.subjectGolpe 2016
dc.subjectBrasil
dc.subjectRural Women
dc.subjectPublic Policies
dc.subjectCoup 2016
dc.subjectBrazil
dc.titleUBUNTU: eu sou porque nós somos – desafios para a luta das mulheres rurais por políticas públicas pós-golpe 2016
dc.title.alternativeUBUNTU: I am because we are – challenges for rural women fight for public policies post-coup 2016
dc.typeArtigo

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