A trans-escrita de si: subversão e dissidência em A viagem inútil, de Camila Sosa Villada

dc.creatorMonteiro, Fatianny Didier Sampaio
dc.creatorAnjos, José Humberto Rodrigues dos
dc.date.accessioned2026-09-01T18:18:21Z
dc.date.available2026-09-01T18:18:21Z
dc.date.issued2026
dc.description.abstractEste artículo analiza el ensayo autobiográfico El viaje inútil: Trans/Escritura (2024), de la escritora travesti Camila Sosa Villada, con el objetivo de problematizar la literatura y la escritura como herramientas de subversión de las identidades hegemónicas. Parte de la hipótesis de que la escritura de sí, al tensionar las normas discursivas y sociales, posibilita la emergencia de cuerpos disidentes como sujetos de enunciación, agencia y existencia, desestabilizando los regímenes normativos que históricamente los marginan. La obra en cuestión se comprende, por tanto, no solo como narrativa autobiográfica, sino como gesto político y estético de reinscripción. En ese sentido, se investiga la articulación entre saber, poder y discurso a partir de las contribuciones de Michel Foucault (1995; 2012). Asimismo, se moviliza el desarrollo conceptual de la categoría de género a la luz de la teoría queer de Judith Butler (2003; 2016), enfatizando la performatividad del género y la posibilidad de subvertirlo a través de prácticas discursivas disidentes. Dicha articulación teórica permite comprender la escritura de Camila Sosa Villada como espacio de resistencia y reconfiguración identitaria. Como aporte complementario, se recurre a las reflexiones de Candido (2023; 2011), Dalcastagnè (2005) y Lopes (2005), que posibilitan pensar la literatura como campo de disputa simbólica, crítica social y transgresión, especialmente en lo que respecta a la representación de sujetos históricamente excluidos. Metodológicamente, la investigación se fundamenta en un levantamiento bibliográfico, tomando como corpus la obra analizada y los textos teóricos centrales para la discusión propuesta. De este modo, se busca evidenciar cómo la literatura puede operar como práctica crítica capaz de tensionar normas, ampliar horizontes de inteligibilidad y afirmar nuevas posibilidades de existencia.
dc.description.resumoEste artigo analisa o ensaio autobiográfico A viagem inútil: trans/escrita (2024), da escritora travesti Camila Sosa Villada, com o objetivo de problematizar a literatura e a escrita enquanto dispositivos de subversão de identidades hegemônicas. Parte-se da hipótese de que a escrita de si, ao tensionar normas discursivas e sociais, possibilita a emergência de corpos dissidentes como sujeitos de enunciação, agência e existência, desestabilizando regimes normativos que historicamente os marginalizam. A obra em questão é compreendida, portanto, não apenas como narrativa autobiográfica, mas como gesto político e estético de reinscrição. Nesse sentido, investiga-se a articulação entre saber, poder e discurso a partir das contribuições de Michel Foucault (1995; 2012). Mobiliza-se, também, o desenvolvimento conceitual da categoria de gênero à luz da teoria queer de Judith Butler (2003; 2016), enfatizando a performatividade de gênero e a possibilidade de sua subversão por meio de práticas discursivas dissidentes. Tal articulação teórica permite compreender a escrita de Camila Sosa Villada como espaço de resistência e reconfiguração identitária. Como aporte complementar, recorrem-se às reflexões de Candido (2023; 2011), Dalcastagnè (2005) e Lopes (2005), que possibilitam pensar a literatura como campo de disputa simbólica, crítica social e transgressão, sobretudo no que se refere à representatividade de sujeitos historicamente excluídos. Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se em levantamento bibliográfico, tomando como corpus a obra analisada e textos teóricos centrais para a discussão proposta. Desse modo, busca-se evidenciar como a literatura pode operar como prática crítica capaz de tensionar normas, ampliar horizontes de inteligibilidade e afirmar novas possibilidades de existência.
dc.identifier.citationMONTEIRO, F. D. S.; ANJOS, J. H. R. A trans-escrita de si: subversão e dissidência em A viagem inútil, de Camila Sosa Villada. Fólio: revista de letras, Vitória da Conquista, v. 17, n. 1, p. 1-18, 2026. DOI: 10.22481/folio.v17i1.19182. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/19182. Acesso em: 26 ago. 2026.
dc.identifier.doi10.22481/folio.v17i1.19182
dc.identifier.issn2176-4182
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/31503
dc.language.isopor
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentFaculdade de Letras - FL (RMG)
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Letras e Linguística
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectCamila Sosa Villada
dc.subjectSubversão e dissidência
dc.subjectGênero e literatura
dc.subjectLiteratura menor
dc.subjectCorpos dissidentes
dc.subjectLiteratura travesti
dc.subjectSubversión y disidencia
dc.subjectGénero y literatura
dc.subjectLiteratura menor
dc.subjectCuerpos disidentes
dc.subject.ODS5 - Igualdade de gênero
dc.titleA trans-escrita de si: subversão e dissidência em A viagem inútil, de Camila Sosa Villada
dc.title.alternativeLa trans-escritura de sí: subversión y disidencia en A viagem inútil (El viaje inútil), de Camila Sosa Villada
dc.typeArtigo

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