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Tipo do documento: Tese
Título: Os Javaé e o protestantismo: salvação e resistência (1896-1937)
Título(s) alternativo(s): The Javaé and protestantism: salvation and resistance (1896-1937)
Autor: Araújo, Ordália Cristina Gonçalves
Currículo Lattes do Autor: http://lattes.cnpq.br/9191051045071313
Primeiro orientador: Nazareno, Elias
Currículo Lattes do primeiro orientador: http://lattes.cnpq.br/1486334927436240
Primeiro membro da banca: Nazareno, Elias
Segundo membro da banca: Brighenti, Clovis Antônio
Terceiro membro da banca: Silva, Sandro Dutra e
Quarto membro da banca: Moura, Noêmia dos Santos Pereira
Quinto membro da banca: Silva, Maria do Socorro Pimentel da
Resumo: Esta pesquisa busca analisar a postura decolonial do povo Berò Biawa Mahadu (Javaé) do Vale do Araguaia, então Norte de Goiás, atual estado do Tocantins, frente aos processos de salvação e de civilização propostos pelos missionários protestantes, entre 1896 e 1937, por meio de atitudes de resistência concernentes ao projeto em questão, cujos desdobramentos foram o parco resultado por parte dos projetos missionários protestantes à época. É uma investigação de cunho decolonial, ancorada nos recentes debates empreendidos pelo coletivo de pesquisadores da Modernidade-Colonialidade-Decolonialidade (M/C/D), um grupo de intelectuais de diversas áreas do conhecimento que norteiam suas perspectivas teóricas em função da crítica à modernidade desde categorias como transdisciplinaridade, colonialidade do poder, do ser e do saber e interculturalidade crítica, dentre outras (CASTRO-GOMEZ, 2005; ESCOBAR, 2005; MALDONADO-TORRES, 2016; MIGNOLO, 2010; NAZARENO, 2017a; 2017b; WALSH, 2009; 2010; 2013). Temos como premissas básicas as não-metodologias da etno-história (NAZARENO, 2017b), da proximidade (SUÁREZ-KRABBER, 2011) e da conversação (HÁBER, 2011). Por intermédio delas conjecturamos que os missionários protestantes executaram, na Primeira República, viagens de conhecimento na região do Vale do Araguaia como agentes observadores pretensamente posicionados num lugar neutro. Embora a imersão (engajamento) no ambiente indígena (modo de vida, cosmologia, alimentação, língua materna) desembocasse em percepções contraditórias em relação aos povos indígenas, os indígenas mais influenciaram do que foram influenciados. Além disso, em virtude da experiência de tentativa de evangelização, povos indígenas como os Javaé resistiram às intenções dos missionários protestantes, refugiando-se no interior da Ilha do Bananal, saindo desse posicionamento isolacionista já em meados do século XX.
Abstract: This research seeks to analyze the decolonial posture of the Berò Biawa Mahadu (Javaé) people of the Araguaia Valley, then North of Goiás, present state of Tocantins, facing the processes of salvation and civilization proposed by the Protestant missionaries, between 1896 and 1937, through of attitudes of resistance concerning the project in question, whose results were the small result on the part of the protestant missionary projects to the time. It is a decolonial investigation, anchored in the recent debates carried out by the Collective of Modernity-Coloniality-Decoloniality researchers (M/C/D), a group of intellectuals from diverse areas of knowledge who guide their theoretical perspectives in function of the critique of modernity from categories such as transdisciplinarity, coloniality of power, of being and of knowledge and critical interculturality, among others (CASTRO-GOMEZ, 2005; ESCOBAR, 2005; MALDONADO-TORRES, 2016; MIGNOLO, 2010; NAZARENO, 2017a; 2017b; WALSH, 2009; 2010; 2013). We have as basic premises the non-methodologies of ethnohistory (NAZARENO, 2017b), proximity (SUÁREZ-KRABBER, 2011) and the conversation (HABER, 2011). Through them we conjecture that the Protestant missionaries executed, in the First Republic, travels of knowledge in the region of the Valley of the Araguaia like observer agents allegedly placed in a neutral place. Although immersion (engagement) in the indigenous environment (way of life, cosmology, food, mother tongue) led to contradictory perceptions of indigenous peoples, indigenous people influenced more than they were influenced. Besides that, due to the experience of attempted evangelization, indigenous peoples such as the Javaé resisted the intentions of Protestant missionaries, taking refuge in the interior of Bananal Island, leaving this isolationist position already in the middle of the twentieth century.
Palavras-chave: Protestantismo
Javaé
Resistência
Interculturalidade crítica
Protestantism
Resistance
Critical interculturality
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Sigla da instituição: UFG
Departamento: Faculdade de História - FH (RG)
Programa: Programa de Pós-graduação em História (FH)
Citação: ARAÚJO, O. C. G. Os Javaé e o protestantismo: salvação e resistência (1896-1937). 2019. 360 f. Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/9647
Data de defesa: 30-Abr-2019
Aparece nas coleções:Doutorado em História (FH)

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