Onde estão os indígenas? o livro didático como instrumento de formação histórica e a invisibilidade indígena no Brasil (1988 ao tempo presente)

dc.contributor.advisor1Nicolini, Cristiano
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3877723227851587
dc.contributor.referee1Pina , Maria Cristina Dantas
dc.contributor.referee2Almeida , Carina Santos de
dc.contributor.referee3Nicolini, Cristiano
dc.creatorGomes, Isabela Almeida
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5739000755232640
dc.date.accessioned2026-07-17T21:00:23Z
dc.date.available2026-07-17T21:00:23Z
dc.date.issued2026-04-24
dc.description.abstractThis study aims to address the ongoing conflict between the continuous colonial project and the resistance of indigenous communities, focusing on the education of non indigenous people and its educational gaps. This project of erasure permeates the educational, judicial, political, and economic spheres; however, it is within education that this project is consolidated, which is why the political uses of the past in basic education are highlighted in this study. It is evident that textbooks are used as instruments to shape an ideal of progress, contrasting it with the ancestry and existence of original peoples. Thus, education, which has the potential to be emancipatory, is also capable of perpetuating prejudices through a Westernized lens, where Eurocentrism serves as the primary reference for culture, time, and 'evolution' based on progress. Throughout the study, the illegalities inherent in the 'Marco Temporal' (Time Frame) thesis are presented as an example of the results of a state policy of acculturation, predicated on the integration of original peoples into the national communion. Through the analysis of textbooks produced after the 1988 Constitution, the educational gap regarding the formative plurality of the Brazilian State becomes perceptible. We demonstrate that, beyond a legal issue, this is an educational matter that trivializes immemorial possession and indigenous narratives, consolidating a constant territorial, cultural, and existential insecurity. Therefore, it is necessary to move beyond mere legislative decrees by highlighting indigenous protagonism since the arrival of invaders in 1500, ensuring that a plural and intercultural history endures and that a less dualistic society is strengthened, with ancestral roots deeper than those initiated by the Age of Discovery.eng
dc.description.resumoO presente estudo tem por objetivo enfrentar a problemática existente entre o contínuo projeto colonizador e a resistência das comunidades indígenas, com enfoque na formação de não indígenas e sua lacuna educacional. Esse projeto de apagamento perpassa o ensino, o judiciário, a política e o âmbito econômico. No entanto, é no ensino que esse projeto se consolida, e é exatamente por isso que os usos políticos do passado na educação básica serão destaque nesse estudo. Assim, evidencia-se o uso do livro didático como instrumento de formação do ideal de progresso, em contraponto com a ancestralidade e a existência dos povos originários. Assim, a educação, que pode ser emancipadora, também é capaz de perpetuar preconceitos, com um olhar ocidentalizado, em que o eurocentrismo é a referência principal no que diz respeito à cultura, ao tempo, e à “evolução” a partir do progresso. No decorrer do estudo são apresentadas as ilegalidades existentes na tese do marco temporal, um exemplo que é utilizado para evidenciar o resultado de uma política estatal da aculturação, tendo como premissa a integração dos povos originários à comunhão nacional. É a partir da análise dos livros didáticos elaborados pós constituinte que a lacuna educacional é perceptível, acerca da pluralidade formativa do Estado brasileiro. Evidenciamos que, para além de uma questão jurídica, trata-se de uma questão educacional, que banaliza a posse imemorial e as narrativas indígenas, consolidando uma constante insegurança territorial, cultural e existencial. Logo, é preciso romper com os meros decretos legislativos, destacando o protagonismo indígena desde a chegada dos invasores, em 1500, para que uma história plural e intercultural se perpetue e, assim, uma sociedade menos dualista se fortaleça, com raízes ancestrais mais profundas que as iniciadas com as grandes navegações.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
dc.identifier.citationGOMES, Isabela Almeida. Onde estão os indígenas? o livro didático como instrumento de formação histórica e a invisibilidade indígena no Brasil (1988 ao tempo presente). 2026. [156] f. Dissertação (Mestrado em História), Faculdade de História, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2026.
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/15572
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiás
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentFaculdade de História - FH (RMG)
dc.publisher.initialsUFG
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em História (FH)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectProtagonismo Indígenapor
dc.subjectEnsino de Históriapor
dc.subjectLivros Didáticospor
dc.subjectMarco Temporalpor
dc.subjectEducação Interculturalpor
dc.subjectIndigenous Protagonismeng
dc.subjectTextbookseng
dc.subjectTemporal Frameworkeng
dc.subjectIntercultural Educationeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
dc.titleOnde estão os indígenas? o livro didático como instrumento de formação histórica e a invisibilidade indígena no Brasil (1988 ao tempo presente)
dc.title.alternativeWhere Are the Indigenous People? Textbooks as Instruments of Historical Education and Indigenous Invisibility in Brazil (1988 to the Present)eng
dc.typeDissertação

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