Posso eu escrever? Cartas narrativas a partir das vivências institucionais de uma mulher negra no Tribunal de Justiça de Goiás

dc.contributor.advisor1Machado, Maria Izabel
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5727858375243141
dc.contributor.referee1Silva, Elson Santos
dc.contributor.referee2Oliveira, Sheila Santos de
dc.contributor.referee3Carvalho, Thais Regina de
dc.creatorOliveira, Carolina Cássia Silva
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4042860827417702
dc.date.accessioned2026-04-24T19:04:15Z
dc.date.available2026-04-24T19:04:15Z
dc.date.issued2026-02-26
dc.description.abstractThis dissertation is written from an autoethnographic perspective, an encounter between lived experience and analysis, inspired by the concept of "escrevivência" (a blend of written and lived experiences) formulated by Conceição Evaristo, here adopted as research methods and as an ethical-political choice for knowledge production. It is a situated writing, in which the researcher's trajectory as a Black woman, mother, and social worker constitutes the analytical empirical material of the research, composed of institutional experiences accumulated over a decade of work at the Court of Justice of Goiás. From this perspective, writing is not limited to narrating lived experience, but operates as a mode of analysis, through the reflective systematization of experiences, guided by an intersectional approach that articulates race, gender, and class. By adopting autoethnography, this research establishes a dialogue with "escrevivência," recognizing its contributions in the field of qualitative methodologies, without this implying epistemological subordination. In this work, I explore how the personal and professional experiences of Black women social workers, members of the Regional Mobile Interprofessional Teams (EIFs) of the Court of Justice of the State of Goiás (TJGO), are permeated by the gender, race, and class asymmetries present in the institution. I also reflect on the possibilities and/or impossibilities of incorporating an intersectional analysis into forensic professional practices, and the potential of collectively constructing ethnic-racial issues in our experiences within the TJGO institution, its relationship with institutional racism, and its impact on our mental health.eng
dc.description.resumoEsta dissertação é escrita a partir da autoetnografia, encontro entre vivência e análise, com inspiração no conceito de escrevivência, formulado por Conceição Evaristo, aqui assumidos como métodos de pesquisa e como escolha ético-política de produção de conhecimento. Trata-se de uma escrita situada, na qual a trajetória da pesquisadora, enquanto mulher negra, mãe e assistente social, constitui como material empírico analítico da pesquisa, composto por vivências institucionais acumuladas ao longo de uma década de atuação no Tribunal de Justiça de Goiás. Nessa perspectiva, a escrita não se limita à narração do vivido, mas opera como modo de análise, por meio da sistematização reflexivas das experiências, orientada por uma abordagem interseccional que articula raça, gênero e classe. Ao assumir a autoetnografia, esta pesquisa estabelece diálogo com a escrevivência, reconhecendo suas contribuições no campo das metodologias qualitativas, sem que isso implique em subordinação epistemológica. Neste trabalho, busco compreender como as experiências pessoais e profissionais de mulheres negras, assistentes sociais, integrantes das Equipes Interprofissionais Volantes Regionais (EIFs) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) são perpassadas pelas assimetrias de gênero, raça e classe e sobreposição de saberes entres as áreas de conhecimento presentes na instituição. E reflito sobre as possibilidades e/ou impossibilidades de incorporar uma análise interseccional nas práticas profissionais forenses. E as potencialidades das construções coletivas das questões étnico-raciais em nossas vivências junto a instituição TJGO e ainda a sua relação com o racismo institucional e seu impacto em nossa saúde mental.
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/15297
dc.languagePortuguêspor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiáspor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.departmentPró-Reitoria de Pós-graduação (PRPG)
dc.publisher.initialsUFGpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Direitos Humanos (PRPG)
dc.rightsAcesso Embargado
dc.subjectEpistemologias negraspor
dc.subjectAutoetnografiapor
dc.subjectInterseccionalidadepor
dc.subjectMulheres negraspor
dc.subjectRacismo institucional.por
dc.subjectBlack epistemologieseng
dc.subjectAutoethnographyeng
dc.subjectIntersectionalityeng
dc.subjectBlack womeneng
dc.subjectInstitutional racismeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
dc.titlePosso eu escrever? Cartas narrativas a partir das vivências institucionais de uma mulher negra no Tribunal de Justiça de Goiás
dc.title.alternativeCan i wirite? Narrative letters based on the institutional experiences of a Black woman at the Court of Justice of Goiáseng
dc.typeDissertação

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