"Bem quietos, disciplinados, não tenho problemas": educação escolar urbana para Indígenas - o caso dos Auwê Uptabi em Nova Xavantina e Campinápolis (MT)

dc.contributor.advisor1Pietrafesa, José Paulo
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5325872034942622
dc.contributor.referee1Pietrafesa, José Paulo
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5325872034942622
dc.contributor.referee2Machado, Maria Izabel
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/5727858375243141
dc.contributor.referee3Paranhos, Rones de Deus
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/9743767959125352
dc.contributor.referee4Grando, Beleni Saléte
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/2322323427528838
dc.contributor.referee5Vieira, Carlos Magno Naglis
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/0757780259670322
dc.creatorSerpa, Aila Oliveira
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8915920022283276
dc.date.accessioned2025-12-23T20:22:35Z
dc.date.available2025-12-23T20:22:35Z
dc.date.issued2025-10-15
dc.description.abstractThe central theme of this thesis is urban schooling aimed at Indigenous peoples, with a focus on A’uwê Uptabi (Xavante People) students enrolled in two state public high schools in the municipalities of Nova Xavantina and Campinápolis, in northeastern Mato Grosso. The research was motivated by the following question: in what ways have policies concerning access, retention, and quality of education been effectively applied to Indigenous peoples in urban contexts? The general objective of the research is to understand how policies regarding access, retention, and quality of education for Indigenous peoples in urban settings have been implemented, based on the experiences of A’uwê Uptabi (Xavante People) students in two state public high schools located in the municipalities of Nova Xavantina and Campinápolis, in northeastern Mato Grosso. The investigation stemmed from the observation that, although legal and normative advances have consolidated specific guidelines for Indigenous School Education, the field of urban schooling for Indigenous peoples remains a theoretical, political, and pedagogical gap-marked by invisibility, silencing, and symbolic conflicts. The methodological approach adopted was qualitative and explanatory in nature, grounded in the frameworks of critical intercultural education, the sociology of education, and decolonial studies. The methodological procedures included a literature and document review, analysis of Pedagogical Political Projects and school records, the application of questionnaires, semistructured interviews with teachers, administrators, and Indigenous students, as well as direct observations in school settings. The fieldwork prioritized a sensitive listening to both Indigenous and non-Indigenous subjects, valuing their experiences, perceptions, and everyday school practices. The results show that Indigenous presence in urban schools challenges homogeneous and Eurocentric educational models, making evident the need for an education based on the recognition of cultural diversity and the valorization of Indigenous knowledge and identities. The A’uwê Uptabi students face experiences of symbolic erasure, discrimination, and devaluation of their culture, but they also express resistance and identity affirmation by remaining in these school spaces. The study concludes that, when disregarding the specificities of urban life, educational policies for Indigenous peoples tend to assume an assimilationist character, weakening both the right to difference and the principle of equity. From this perspective, it becomes urgent to envision the school as a territory of encounter among distinct cosmologies, social practices, and languages-capable of constructing a “third space,” as proposed by Bhabha, in which interculturality may be realized as an emancipatory educational experience.eng
dc.description.abstractEl tema central de esta tesis es la educación escolar urbana dirigida a los pueblos indígenas, con énfasis en los estudiantes A‟uwê Uptabi (Pueblo Xavante) matriculados en dos escuelas públicas estatales de enseñanza secundaria en los municipios de Nova Xavantina y Campinápolis, en el nordeste del estado de Mato Grosso. La investigación fue motivada por la siguiente pregunta: ¿de qué manera las políticas de acceso, permanencia y calidad de la educación han sido efectivamente aplicadas a los pueblos indígenas en contexto urbano? El objetivo general de la investigación es: comprender cómo se han venido implementando las políticas de acceso, permanencia y calidad de la educación para los pueblos indígenas en contexto urbano, a partir de la experiencia de estudiantes A‟uwê Uptabi (Pueblo Xavante) en dos escuelas públicas estatales de enseñanza secundaria situadas en los municipios de Nova Xavantina y Campinápolis, en el nordeste del estado de Mato Grosso. La investigación partió de la constatación de que, aunque los avances legales y normativos han consolidado directrices específicas para la Educación Escolar Indígena, el campo de la educación escolar urbana para indígenas permanece como una laguna teórica, política y pedagógica, marcada por invisibilidades, silenciamientos y conflictos simbólicos. El enfoque metodológico adoptado fue cualitativo, de carácter explicativo, fundamentado en los marcos teóricos de la educación intercultural crítica, la sociología de la educación y los estudios decoloniales. Los procedimientos metodológicos incluyeron revisión bibliográfica y documental, análisis de Proyectos Político-Pedagógicos y actas escolares, aplicación de cuestionarios, entrevistas semiestructuradas con docentes, gestores y estudiantes indígenas, además de observaciones directas en las unidades escolares. El trabajo de campo privilegió la escucha sensible de los sujetos indígenas y no indígenas, valorando sus vivencias, percepciones y prácticas en el cotidiano escolar. Los resultados evidencian que la presencia indígena en las escuelas urbanas desafía los modelos educativos homogéneos y eurocéntricos, tornando evidente la necesidad de una educación basada en el reconocimiento de la diversidad cultural y en la valorización de los saberes e identidades indígenas. Los estudiantes A‘uwê Uptabi enfrentan experiencias de borrado simbólico, discriminación y desvalorización de su cultura, pero también expresan resistencia y afirmación identitaria al permanecer en estos espacios escolares. Se concluye que, cuando se desconsideran las especificidades de la vivencia urbana, las políticas educacionales indígenas tienden a asumir un carácter asimilacionista, debilitando tanto el derecho a la diferencia como el principio de equidad. En esta perspectiva, se vuelve urgente concebir la escuela como territorio de encuentro entre cosmologías, prácticas sociales y lenguajes distintos, capaz de construir un ―tercer espacio‖ —según lo propuesto por Bhabha— en el cual la interculturalidad se materialice como experiencia educativa emancipadora.spa
dc.description.resumoO tema central desta tese é a educação escolar urbana voltada aos povos indígenas, com foco nos estudantes A’uwê Uptabi (Povo Xavante) matriculados em duas escolas públicas estaduais de ensino médio nos municípios de Nova Xavantina e Campinápolis, no nordeste de Mato Grosso. A pesquisa foi motivada pela seguinte questão: de que modo as políticas de acesso, permanência e qualidade da educação têm sido efetivamente aplicadas aos povos indígenas em contexto urbano? O objetivo geral da pesquisa é: Compreender como vêm sendo aplicadas as políticas de acesso, permanência e qualidade da educação para os povos indígenas em contexto urbano, a partir da experiência de estudantes A’uwê Uptabi (Povo Xavante) em duas escolas públicas estaduais de ensino médio localizadas nos municípios de Nova Xavantina e Campinápolis, no nordeste do estado de Mato Grosso. A investigação partiu da constatação de que, embora avanços legais e normativos tenham consolidado diretrizes específicas para a Educação Escolar Indígena, o campo da educação escolar urbana para indígenas permanece como uma lacuna teórica, política e pedagógica, marcada por invisibilidades, silenciamentos e conflitos simbólicos. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, de caráter explicativo, fundamentada nos referenciais da educação intercultural crítica, da sociologia da educação e dos estudos decoloniais. Os procedimentos metodológicos compreenderam revisão bibliográfica e documental, análise de Projetos Políticos Pedagógicos e atas escolares, aplicação de questionários, entrevistas semiestruturadas com professores, gestores e estudantes indígenas, além de observações diretas nas unidades escolares. O trabalho de campo privilegiou a escuta sensível dos sujeitos indígenas e não indígenas, valorizando suas vivências, percepções e práticas no cotidiano escolar. Os resultados evidenciam que a presença indígena nas escolas urbanas desafia modelos educativos homogêneos e eurocentrados, tornando evidente a necessidade de uma educação pautada no reconhecimento da diversidade cultural e na valorização dos saberes e identidades indígenas. Os estudantes A’uwê Uptabi enfrentam experiências de apagamento simbólico, discriminação e desvalorização de sua cultura, mas também expressam resistência e afirmação identitária ao permanecer nesses espaços escolares. Conclui-se que, quando desconsideram as especificidades da vivência urbana, as políticas educacionais indígenas tendem a assumir caráter assimilacionista, fragilizando tanto o direito à diferença quanto o princípio da equidade. Nessa perspectiva, torna-se urgente pensar a escola como território de encontro entre cosmologias, práticas sociais e linguagens distintas, capaz de construir um “terceiro espaço” – conforme proposto por Bhabha – no qual a interculturalidade se concretize como experiência educativa emancipadora.
dc.identifier.citationSERPA, A. O. "Bem quietos, disciplinados, não tenho problemas": educação escolar urbana para Indígenas - o caso dos Auwê Uptabi em Nova Xavantina e Campinápolis (MT). 2025. 215 f. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2025.
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/15005
dc.languagePortuguêspor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiáspor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.departmentFaculdade de Educação - FE (RMG)
dc.publisher.initialsUFGpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Educação (FE)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectUrbanidade indígenapor
dc.subjectEducação escolar indígenapor
dc.subjectMato Grossopor
dc.subjectPovo Xavante – A‟uwê Uptabipor
dc.subjectIndigenous urbanityeng
dc.subjectIndigenous school educationeng
dc.subjectXavante People - A‟uwê Uptabieng
dc.subjectUrbanidad indígenaspa
dc.subjectEducación escolar indígenaspa
dc.subjectPueblo Xavante – A‟uwê Uptabispa
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
dc.title"Bem quietos, disciplinados, não tenho problemas": educação escolar urbana para Indígenas - o caso dos Auwê Uptabi em Nova Xavantina e Campinápolis (MT)
dc.title.alternative"Quiet, disciplined, no trouble": urban schooling for indigenous peoples – the case of the A’uwê Uptabi in Nova Xavantina and Campinápolis (MT)eng
dc.typeTese

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