Ciência aberta para quem? Desigualdades informacionais e colonialidade dos dados no Sul Global digital

dc.creatorJosé, Geovana
dc.creatorSilva, Rizia Rocha
dc.creatorCordeiro, Douglas Farias
dc.date.accessioned2026-05-19T21:13:26Z
dc.date.available2026-05-19T21:13:26Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractThe text “Open Science for Whom?” discusses the contradictions and structural inequalities in implementing open science in the Global South. Although promoted as a strategy to democratize knowledge, open science often overlooks institutional, technological, and financial disparities, limiting its impact in marginalized regions. Researchers from the South are frequently treated as data providers, while theoretical leadership remains concentrated in the North, perpetuating data coloniality. Barriers such as high publication costs, restricted API access, and the absence of local infrastructure intensify epistemic exclusion. Even when data are formally accessible, the lack of tools and training hinders effective use. Web scraping, often adopted as an alternative to restricted access, brings ethical and methodological challenges. The critique is not aimed at the ideal of open science but at its application without considering historical inequalities. The proposal is for an open science grounded in cognitive justice, local autonomy, and equitable participation, strengthening decentralized and collaborative infrastructures. To be truly inclusive, open science must go beyond formal access, ensuring real conditions for appropriation and critical use of knowledge, and recognizing Southern researchers as legitimate producers of knowledge, not merely data suppliers.
dc.description.abstractEl texto “¿Ciencia Abierta para Quién?” analiza las contradicciones y desigualdades estructurales en la implementación de la ciencia abierta en el Sur Global. Aunque se defiende como una estrategia para democratizar el conocimiento, la ciencia abierta a menudo ignora las desigualdades institucionales, tecnológicas y financieras, lo que limita su impacto en las regiones marginadas. Los investigadores del Sur son frecuentemente tratados como proveedores de datos, mientras el protagonismo teórico permanece en el Norte, perpetuando la colonialidad de los datos. Barreras como los altos costos de publicación, el acceso restringido a las API y la ausencia de infraestructura local profundizan la exclusión epistémica. Incluso cuando los datos son formalmente accesibles, la falta de herramientas y capacitación limita su uso efectivo. El web scraping, empleado como alternativa al acceso restringido, implica desafíos éticos y metodológicos. La crítica no se dirige al ideal de la ciencia abierta, sino a su aplicación sin considerar las desigualdades históricas. Se propone una ciencia abierta basada en la justicia cognitiva, la autonomía local y la participación equitativa, con fortalecimiento de infraestructuras descentralizadas y colaborativas. Para ser verdaderamente inclusiva, la ciencia abierta debe ir más allá del acceso formal, garantizando condiciones reales para la apropiación y el uso crítico del conocimiento, reconociendo a los investigadores del Sur como productores legítimos de saberes y no solo como proveedores de datos.
dc.description.resumoO texto “Ciência aberta pra quem?” discute as contradições e as desigualdades estruturais na implementação da ciência aberta no Sul Global. Embora defendida como estratégia para democratizar o conhecimento, a ciência aberta frequentemente ignora desigualdades institucionais, tecnológicas e financeiras, o que limita seu impacto em regiões marginalizadas. Pesquisadores do Sul são frequentemente tratados como fontes de dados, enquanto o protagonismo teórico permanece no Norte, perpetuando a colonialidade dos dados. Barreiras como custos de publicação, restrição de acesso a APIs e ausência de infraestrutura local acentuam a exclusão epistêmica. Mesmo quando os dados são formalmente acessíveis, a falta de ferramentas e de capacitação limita sua utilização efetiva. O web scraping, usado como alternativa ao acesso restrito, envolve desafios éticos e metodológicos. A crítica não é ao ideal da ciência aberta, mas à sua aplicação sem considerar as desigualdades históricas. Propõe-se uma ciência aberta baseada em justiça cognitiva, autonomia local e participação equitativa, com fortalecimento de infraestruturas descentralizadas e colaborativas. Para ser verdadeiramente inclusiva, a ciência aberta deve ir além do acesso formal, garantindo condições reais de apropriação e de uso crítico do conhecimento, reconhecendo pesquisadores do Sul como legítimos produtores de saberes, e não apenas fornecedores de dados.
dc.identifier.citationJOSÉ, Geovana; SILVA, Rizia Rocha; CORDEIRO, Douglas Farias. Ciência aberta para quem? desigualdades informacionais e colonialidade dos dados no Sul Global digital. Ciência Aberta Lusófona, [s. l.], v. 1, p. 65-75, 2025. DOI: 10.82524/recal.2025.45. Disponível em: https://recal.rcaap.pt/recal/article/view/45. Acesso em: 8 maio 2026.
dc.identifier.doi10.82524/recal.2025.45
dc.identifier.issne- 3051-7842
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br//handle/ri/30420
dc.language.isopor
dc.publisher.countryPortugal
dc.publisher.departmentFaculdade de Informação e Comunicação - FIC (RMG)
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Comunicação
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectCiência aberta
dc.subjectDesigualdades epistêmicas
dc.subjectDados digitais
dc.subjectSul global
dc.subjectPesquisa
dc.subjectCiência
dc.subjectOpen science
dc.subjectEpistemic inequalities
dc.subjectDigital data
dc.subjectGlobal South
dc.subjectResearch
dc.subjectScience Ciencia abierta
dc.subjectDesigualdades epistémicas
dc.subjectDatos digitales
dc.subjectSur global
dc.subjectInvestigación
dc.subjectCiencia
dc.subject.ODS10 - Redução da desigualdade
dc.titleCiência aberta para quem? Desigualdades informacionais e colonialidade dos dados no Sul Global digital
dc.title.alternativeOpen Science for whom? Epistemic inequalities and data coloniality in the digital Global South
dc.title.alternative¿Ciencia Abierta para quién? Desigualdades epistémicas y colonialidad de los datos en el Sur Global digital
dc.typeArtigo

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