“O crime não faz parte da minha natureza…” da criminologia crítica ao Feminismo-Marxista: vozes de mulheres presas na penitenciária feminina Consuelo Nasser

dc.contributor.advisor1Arbués, Margareth Pereira
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8826668985459839
dc.contributor.referee1Arbués, Margareth Pereira
dc.contributor.referee2Cardoso, Franciele Silva
dc.contributor.referee3Miranda , Bartira Macedo de
dc.contributor.referee4Costa, Carmem Lúcia
dc.creatorRezende, Lina Martins
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/2357946336938046
dc.date.accessioned2025-02-18T14:50:52Z
dc.date.available2025-02-18T14:50:52Z
dc.date.issued2025-09-25
dc.description.abstractCrime and incarceration have always been specific themes of critical criminology, which encompasses various human rights violations resulting from the way in which the criminal justice system has been historically structured. The violent hegemony of state oppression, police repression and the marginalization of the subaltern classes has increased, so that women have increasingly been, in addition to being victims, perpetrators of various crimes, with and without violence, and these are the grounds that justify this work. With an approach focused on the criminal reality of these women in the capital of Goiás and based on a revolutionary Marxian and feminist vision, the research objectives were based on analyzing the voices of women prisoners under the epistemological bias of feminist critical criminology; debating the relationship between criminology, Marxist criticism and feminism and comparing the voices presented by women prisoners with the categories of analysis informed by the research, which are: domestic and family violence, racism, socioeconomic issues, criminal history, drug use, future prospects and the punitive ideal. These categories led to the following problematization: How can historical-dialectical materialism help make critical feminist criminology indivisible and include an intersectional debate based on the voices presented by women prisoners in the Consuelo Nasser Women's Penitentiary? In order to answer this question, in addition to theory, we used a methodological approach based on historical-dialectical materialism, through a review of the literature and the descriptive method, as well as procedures used in field research, such as the case study, observational and statistical methods, with a quantitative and qualitative analysis of the answers to the questionnaires applied through semi-structured questions to a sample of ten incarcerated women, definitively sentenced to a closed regime, aged between 21 and 60. The results showed that the complex situation of women in crime is problematized by the social inequality created and reinforced by capitalism, whose fundamental roots are systemic racism and patriarchy, strong arms that demonstrate the failure of criminal law and the prison system as tools for the continuous violation of women's human rights. The conclusions were that reformist alternatives to the prison system are not enough to achieve the utopian ideal of resocialization, reintegration and social rehabilitation, and that society must be made aware and organized based on revolutionary, political, educational and cultural ideals that are informed by the construction of a critical feminist criminology.eng
dc.description.resumoA criminalidade e o encarceramento sempre foram temas pontuais da criminologia crítica e que abrange diversas violações de direitos humanos que decorrem da forma como o Sistema de Justiça Criminal é estruturado historicamente. A hegemonia violenta da opressão estatal, repressão policial e marginalização das classes subalternas tem aumentado de modo que mulheres têm sido cada vez mais, além de vítimas, autoras de crimes diversos, com e sem violência e são bases que justificam o presente trabalho. Com a abordagem voltada para a realidade criminal dessas mulheres na capital goiana e tendo como base uma visão revolucionária marxiana e feminista, os objetivos de pesquisa foram pautados em analisar os vozes das mulheres presas sob o viés epistemológico da criminologia crítica feminista; debater acerca da relação entre a criminologia, a crítica marxista e o feminismo e comparar os vozes apresentadas pelas mulheres presas com as categorias de análise informadas pela pesquisa, quais sejam: violência doméstica e familiar, racismo, questão socioeconômica, histórico criminal, uso de drogas, perspectivas futuras e ideal punitivo. Tais categorias conduziram a seguinte problematização: Como materialismo histórico-dialético pode auxiliar para a indivisibilidade da criminologia crítica feminista e que inclua um debate interseccional a partir das vozes apresentados pelas mulheres presas na Penitenciária Feminina Consuelo Nasser? Para buscar responder tal problemática utilizou-se, além da teoria, a abordagem metodológica fundada no materialismo histórico-dialético, através de pesquisa revisional bibliográfica e do método descritivo, bem como, de procedimentos utilizados pela pesquisa de campo, como os métodos de estudo de caso, observacional, estatístico, com análise quanti-qualitativa das respostas dos questionários aplicados por meio de questões semiestruturadas a uma amostragem de dez mulheres encarceradas, condenadas definitivamente em regime fechado, na faixa etária de 21 a 60 anos. Dos resultados, compreendeu-se que, a complexa situação de mulheres em delinquência é problematizada pela desigualdade social criada e reforçada pelo capitalismo e que possui como raiz fundamental o racismo sistêmico e o patriarcado, braços fortes que demonstram a falência do direito penal e do sistema prisional como ferramentas de contínua violação de direitos humanos das mulheres. As conclusões desdobraram-se de que, alternativas reformistas do sistema penitenciário não são suficientes para alcançar o utópico ideal de ressocialização, reinserção e reabilitação social, devendo a sociedade ser conscientizada e organizada a partir de ideais revolucionários, políticos, educativos e culturais que são informados a partir da construção de uma criminologia crítica feminista
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
dc.identifier.citationREZENDE, L. M. "O crime não faz parte da minha natureza…” da criminologia crítica ao Feminismo-Marxista: vozes de mulheres presas na penitenciária feminina Consuelo Nasser. 2024. 149 f. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos ) - Pró-Reitoria De Pós-Graduação, Universidade Federal de Goiás, 2024.
dc.identifier.urihttp://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/13865
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiás
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentPró-Reitoria de Pós-graduação (PRPG)
dc.publisher.initialsUFG
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Direitos Humanos (PRPG)
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectCriminologia Feministapor
dc.subjectInterseccionalidadespor
dc.subjectPatriarcadopor
dc.subjectEncarceramento Femininopor
dc.subjectDireitos Humanos das Mulherespor
dc.subjectFeminist Criminologyeng
dc.subjectIntersectionalitieseng
dc.subjectPatriarchyeng
dc.subjectFemale Incarcerationeng
dc.subjectWomen's Human Rightseng
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
dc.title“O crime não faz parte da minha natureza…” da criminologia crítica ao Feminismo-Marxista: vozes de mulheres presas na penitenciária feminina Consuelo Nasser
dc.title.alternativeCrime is not in my nature...” from critical criminology to Marxist feminism: voices of women prisoners in the Consuelo Nasser women's penitentiaryeng
dc.typeDissertação

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