A imagem do tempo: temporalidades na modernidade a partir das gravuras de Johannes Stradanus (1523-1605)

dc.contributor.advisor1Arrais, Cristiano Pereira Alencar
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0048549261262609
dc.contributor.referee1Duran, Maria Renata da Cruz
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6065557882134228
dc.contributor.referee2Sá, Luiz César de
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2512127537007112
dc.contributor.referee3Menezes, Marcos Antônio
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/5906542748941462
dc.contributor.referee4Fernandes, Cássio da Silva
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/6029273355119643
dc.contributor.referee5Arrais, Cristiano Pereira Alencar
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/0048549261262609
dc.creatorVespucci, Augusto Godinho
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9362944572165784
dc.date.accessioned2026-08-07T15:43:43Z
dc.date.available2026-08-07T15:43:43Z
dc.date.issued2026-06-03
dc.description.abstractEsta tesis investiga la relación entre imagen, tiempo histórico y narrativa a partir del análisis de los grabados de Johannes Stradanus (1523–1605). El estudio parte de una inquietud contemporánea sobre la experiencia del tiempo en el siglo XXI, caracterizada por el predominio del presente, tal como lo plantea François Hartog en el concepto de presentismo. En este contexto, surge el problema de comprender cómo las sociedades del pasado enfrentaron experiencias de desestabilización temporal ante la emergencia de lo nuevo. La investigación tiene como objetivo analizar de qué manera las imágenes producen sentido histórico no solo por lo que muestran, sino también por lo que silencian u omiten, desplazando el enfoque de la imagen como representación hacia la imagen como operación histórica. A partir de un diálogo con la teoría de la historia, la historia del arte y los estudios de la cultura visual, el trabajo moviliza a autores como Reinhart Koselleck y François Hartog para discutir los regímenes de temporalidad, a Krzysztof Pomian para pensar la estratificación de los tiempos, y a Paul Ricoeur y Norbert Elias para comprender el tiempo como construcción narrativa y forma social de orientación. Sobre esta base, se sostiene que la Primera Modernidad debe ser entendida como un momento caracterizado por la coexistencia y la tensión entre distintos regímenes de temporalidad —especialmente el tiempo cíclico, el escatológico y el lineal—, los cuales no se suceden de manera evolutiva, sino que se superponen y disputan formas de organizar la experiencia histórica. En este contexto, los grabados de Stradanus son analizados como artefactos culturales que hacen visible esta multiplicidad temporal, funcionando como espacios de condensación, articulación y conflicto entre diferentes formas de concebir el tiempo. Estas imágenes no expresan un tiempo único, sino una arquitectura temporal compleja en la que pasado, presente y futuro se entrelazan en permanente tensión. La experiencia de América adquiere, en este marco, un papel central, no solo como acontecimiento histórico, sino como una ruptura que tensiona los esquemas tradicionales de comprensión del mundo, imponiendo la necesidad de construir formas simbólicas capaces de integrar lo nuevo a repertorios previamente existentes. Se argumenta, por lo tanto, que los grabados de Stradanus operan como dispositivos visuales de organización de la multiplicidad temporal generada por esta crisis de inteligibilidad, contribuyendo a la producción de un orden simbólico en un mundo aún en proceso de formación. Al considerar las imágenes como formas activas de producción histórica, esta tesis busca ampliar el campo de los estudios visuales en la historiografía, destacando su potencial para comprender las disputas simbólicas y temporales que moldearon la experiencia del tiempo en el mundo moderno. El objetivo principal de este trabajo es demostrar que los grabados de Stradanus operan como dispositivos visuales de organización de la multiplicidad temporal producida por la crisis de inteligibilidad del Nuevo Mundo en el siglo XVI.spa
dc.description.resumoEsta tese investiga a relação entre imagem, tempo histórico e narrativa a partir da análise das gravuras de Johannes Stradanus (1523–1605). O estudo parte de uma inquietação contemporânea acerca da experiência do tempo no século XXI, marcada pelo predomínio do presente, conforme formulado por François Hartog no conceito de presentismo. Nesse contexto, emerge o problema de compreender como sociedades do passado lidaram com experiências de desestabilização temporal diante da emergência do novo. A pesquisa tem como objetivo analisar de que maneira as imagens produzem sentido histórico não apenas pelo que mostram, mas também pelo que silenciam ou omitem, deslocando a análise da imagem enquanto representação para a imagem enquanto operação histórica. A partir de um diálogo com a teoria da história, a história da arte e os estudos da cultura visual, o trabalho mobiliza autores como Reinhart Koselleck e François Hartog para discutir os regimes de temporalidade, Krzysztof Pomian para pensar a estratificação dos tempos, e Paul Ricoeur e Norbert Elias para compreender o tempo como construção narrativa e forma social de orientação. Com base nesse referencial, defende-se que a Primeira Modernidade deve ser compreendida como um momento marcado pela coexistência e pela tensão entre diferentes regimes de temporalidade — especialmente o tempo cíclico, o escatológico e o linear —, os quais não se sucedem de forma evolutiva, mas se sobrepõem e disputam formas de organizar a experiência histórica. Nesse cenário, as gravuras de Stradanus são analisadas como artefatos culturais que tornam visível essa multiplicidade temporal, funcionando como espaços de condensação, articulação e conflito entre diferentes formas de conceber o tempo. Essas imagens não expressam um tempo único, mas uma arquitetura temporal complexa, na qual passado, presente e futuro se encontram em permanente tensão. A experiência da América assume, nesse contexto, papel central, não apenas como evento histórico, mas como ruptura que tensiona os esquemas tradicionais de compreensão do mundo, impondo a necessidade de construção de formas simbólicas capazes de integrar o novo a repertórios já existentes. Argumenta-se, portanto, que as gravuras de Stradanus operam como dispositivos visuais de organização da multiplicidade temporal gerada por essa crise de inteligibilidade, contribuindo para a produção de uma ordem simbólica em um mundo ainda em processo de formação. Ao tratar as imagens como formas ativas de produção histórica, esta tese busca também ampliar o campo dos estudos visuais na historiografia, destacando seu potencial para compreender as disputas simbólicas e temporais que moldaram a experiência do tempo no mundo moderno. O principal objetivo deste trabalho é demonstrar que as gravuras de Stradanus operam como dispositivos visuais de organização da multiplicidade temporal produzida pela crise de inteligibilidade do Novo Mundo no século XVI.
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás
dc.identifier.citationVESPUCCI, Augusto Godinho. A imagem do tempo: temporalidades na modernidade a partir das gravuras de Johannes Stradanus (1523-1605). 2026. 419 f. Tese (Mestrado em em História) - Faculdade de História (FH), Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2026
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/15612
dc.languagePortuguêspor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiáspor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.departmentFaculdade de História - FH (RMG)
dc.publisher.initialsUFGpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em História (FH)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectJohannes Stradanuspor
dc.subjectModernidadepor
dc.subjectTemporalidadepor
dc.subjectGravuraspor
dc.subjectJohannes Stradanusspa
dc.subjectEra Modernaspa
dc.subjectTemporalidadspa
dc.subjectGrabadosspa
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
dc.titleA imagem do tempo: temporalidades na modernidade a partir das gravuras de Johannes Stradanus (1523-1605)
dc.title.alternativeThe image of time: temporalities in modernity based on the engravings of Johannes Stradanus (1523-1605)eng
dc.typeTese

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