A centralidade dos afetos de medo e ódio na composição do discurso fascista

dc.contributor.advisor1Roure, Susie Amâncio Gonçalves de
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2796807492405078
dc.contributor.referee1Roure, Susie Amâncio Gonçalves de
dc.contributor.referee2Resende, Maria do Rosário Silva
dc.contributor.referee3Sampaio,  Eloy San Carlo Maximo
dc.creatorRibeiro, Anna Karla Cintra
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2208111835356850
dc.date.accessioned2024-10-03T17:18:04Z
dc.date.available2024-10-03T17:18:04Z
dc.date.issued2023-11-14
dc.description.abstractThis study aims to comprehend the affects that found contemporary society since its capitalist configuration. The logic of capital as the foundation of any possibility of satisfaction leads to models increasingly based on the sense of freedom as the ultimate reason for all fierce efforts in production processes. However, what can be seen in this format of society is just another perspective for the continuity of the discourse of domination, since, despite the illusion of freedom, the biggest beneficiary continues to be the owner of capital. Thus, this research begins with a historical-political and social elucidation on the establishment of capitalism as a dominant system, based on the discourse inscribed in it. In this sense, the comprehending that this discourse is determined as belonging to the fascist discourse, led to comprehending of the constitutive processes that hold fundamental marks based on identity constructions, just as in relationships with others. Psychoanalysis, with its conceptualization of terms such as narcissism and identity, proved to be a fundamental theorical basis in understanding the subject that emerges there, and a consistent way of coping by defending the end of a notion of the individual strictly focused on the interests of the Other. Along this path, it became necessary to delve deeper into the structures and demands of a selection of affections intertwined in fascist discourse as corresponding to both its sustenance and the genesis of identity in this social format. With this point, it arrived at the axis of elucidation of the fear and hatred’s affections as creators of modern society. As reflections of a melancholic dynamic, these affections support a fundamental fantasy of the loss of an imaginary object that sheds light on several movements of discrimination, extermination and dangerousness attributed to others, central mechanisms in fascist discourse.eng
dc.description.resumoEsta dissertação visa a compreensão dos afetos que fundam a sociedade contemporânea desde sua configuração capitalista. A lógica do capital como fundante de qualquer possibilidade de satisfação conduz à modelos cada vez mais pautados no sentido de liberdade como razão última para todo esforço aguerrido nos processos de produção. No entanto, o que se nota deste formato de sociedade é somente mais uma perspectiva para a continuidade do discurso de dominação, já que, apesar da ilusão de liberdade, o beneficiário maior continua sendo o detentor do capital. Assim, esta pesquisa é iniciada com uma elucidação histórico-política e social sobre o estabelecimento do capitalismo enquanto sistema dominante, a partir do discurso nele inscrito. Neste sentido, a compreensão de que este discurso se determina como próprio ao discurso fascista, conduziu à compreensão dos processos constitutivos que guardam em si marcas fundamentais na base das construções identitárias, tal qual nas relações diante o outro. A psicanálise com sua conceituação de termos como narcisismo e identidade se mostrou base teórica fundamental no entendimento do sujeito que aí emerge, e via de enfrentamento consistente pela defesa do fim de uma noção de indivíduo estritamente voltada ao interesse do Outro. Por este percurso, se fez necessário aprofundar as estruturas e demandas de uma seleção de afetos imbricados no discurso fascista enquanto correspondentes tanto de seu sustento quanto da gênese identitária neste formato social. Chegou-se, com este ponto, no eixo de elucidação dos afetos de medo e ódio como instauradores da sociedade moderna. Enquanto reflexos de uma dinâmica melancólica, estes afetos subsidiam uma fundamental fantasia de perda de um objeto imaginário que lança luz sobre diversos dos movimentos de discriminação, extermínio e periculosidade atribuída ao outro, mecanismos centrais no discurso fascista.
dc.description.sponsorshipOutro
dc.identifier.citationRIBEIRO, A. K. C. A centralidade dos afetos de medo e ódio na composição do discurso fascista. 2023. 104 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2023.
dc.identifier.urihttp://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/13485
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiás
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.departmentFaculdade de Educação - FE (RMG)
dc.publisher.initialsUFG
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologia (FE)
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectDominaçãopor
dc.subjectDiscurso fascistapor
dc.subjectAfetospor
dc.subjectMedo e ódiopor
dc.subjectDominationeng
dc.subjectFascist discourseeng
dc.subjectAffectionseng
dc.subjectFear and hatredeng
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
dc.titleA centralidade dos afetos de medo e ódio na composição do discurso fascista
dc.typeDissertação

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