Goiânia, a metrópole dos sonhos de pedra: a memória e o imaginário do(a) trabalhador(a) citadino nos romances Chão vermelho, de Eli Brasiliense, e Memórias do vento, de Carmo Bernarde

dc.contributor.advisor1Silva, Valéria Cristina Pereira da
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5755146027054522
dc.contributor.referee1Silva , Valéria Cristina Pereira da
dc.contributor.referee2Ratts, Alecsandro José Prudêncio
dc.contributor.referee3Chaveiro, Eguimar Felício
dc.contributor.referee4Lima, Angelita Pereira de
dc.contributor.referee5Nery , Antônio Augusto
dc.creatorSousa, Sueli Alves de
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1695466620723290
dc.date.accessioned2026-05-08T21:06:36Z
dc.date.available2026-05-08T21:06:36Z
dc.date.issued2026-03-05
dc.description.abstractAceptamos la experiencia del protagonismo del obrero/obrera para pensar a la ciudad, inicialmente de la memoria y del imaginario, presentes en la obra literaria de Eli Brasiliense, en la novela Chão vermelho (1956), y de Carmo Bernardes, en la también novela Memórias do vento (1986). Goiânia, como alegoría de ciudad de los “sueños de piedra”, es un hilo rico que delineaba las obras con imágenes oníricas. Esto nos hizo pensar metodologicamente en Walter Benjamim (1989) al describir las complejas narrativas en la obra literaria. Estos hilos entretejen las tramas de individuos de París, Berlín y Goiânia, centralizando aquello que siempre se marginó, y que tuvo sus memorias e imaginario borrados por un discurso dominador - hipótesis que analizamos. De esta manera, realizamos la observación teórico-metodológica llamada montaje (teoría-crítica) de Walter Benjamin (1989). Además, para cartografiar los espacios narrados y los espacios vividos de las obras escogidas, gustaríamos de dialogar com Chaveiro (2001; 2023) Lima (2014), Bosi (1994) y Silva (2020). Oliveira (2004), afirma que la ciudad moderna, “ciudad de los sueños”, cambiaría la situación de decadencia del estado de Goiás, desarrollada en tiempos de pilares de sociedad mineradora, de base etnocida de pueblos originales. Así, resaltamos que esta tesis analiza el rol protagónico del obrero para pensar a la ciudad a partir de la constitución de la memoria y del imaginario, realizaciones de la literatura de Eli Brasiliense, lo que reporta a una Goiânia em construcción, aproximadamente en la década de 1950. De ello, en la obra Chão vermelho se describe la relación incisiva entre capital y trabajo en la construcción y (des) organización espacial de Goiânia. En este sentido, la tesis aún analiza los dramas del obrero de la ciudad, a partir de la reproducción de la memoria y del imaginario en la obra de Carmo Bernardes. Este es otro recorte temporal, en una Goiânia ya en vías de metrópolis, simbolizando los conflictos de multitudes con las utopías publicitarias, que actúan y crean un imaginario colectivo, lo que desagrega al individuo de cualquiertradición.Los fragmentos de memoria, de acuerdo a Benjamin, expondrán el estilo de vida que, para el investigador, recibe el nombre “vivencia”, que no es tradición del obrero citadino de las dos novelas: Chão vermelho y Memórias do vento. Además, identificamos el origen de un imaginario de autoestima baja, de matricidio y de abandono por parte do Estado sobre los obreros de Goiânia. Ello porque Brasiliense y Bernardes componen escenarios de la ciudad que ceden a la modernidad que, en tantos cambios, expulsaba a la gente pobre del centro, que en ese entonces llevaba marcas profundas de la cultura rural. Gente que en la vivencia de la memoria-hábito de la metrópolis, destruye la tradición y la experienciaspa
dc.description.resumoAceitamos experienciar o protagonismo do(a) trabalhador(a) para pensar a cidade, a partir da memória e do imaginário presente na literatura de Eli Brasiliense no Romance Chão vermelho(1956), e de Carmo Bernardes no romance Memórias do vento(1986). Goiânia, na alegoria da cidade dos “sonhos de pedra” é um rico fio que alinhava as obras com imagens oníricas; alinhavo que nos levou a pensar metodologicamente em Walter Benjamim (1989) para descrever as complexas narrativas nas obras literárias. Estes fios vão alinhavar as tramas dos sujeitos de Paris, Berlim e Goiânia, trazendo para o centro aquele(a) que sempre foi deixado à margem e teve suas memórias e imaginário, apagadas pelo discurso dominador - hipótese que estudamos. Sendo assim, optamos pelo aporte teórico-metodológico chamado montagem (teoria-crítica) de Walter Benjamin (1989) e para cartografar os espaços narrados e os espaços vividos das obras literárias pensamos dialogar com Chaveiro (2001 e 2023) Lima (2014), Bosi (1994) e Silva (2020). Oliveira (2004), argumenta que a cidade moderna, “cidade dos sonhos”, mudaria a situação de decadência do estado de Goiás, que se desenvolveu nos tempos das pilastras da sociedade mineradora cunhada sobre o etnocídio dos povos nativos. Frisamos que esta tese analisa o protagonismo do(a) trabalhador(a) para se pensar a cidade a partir da constituição da memória e do imaginário, presentes na literatura de Eli Brasiliense, reportando a uma Goiânia sendo construída, por volta da década de 1950, É na obra Chão vermelho,que descreve como se deu a relação incisiva entre capital e trabalho na construção e (des)organização espacial de Goiânia. A tese ainda analisa os dramas do(a) trabalhador(a) da cidade a partir da reprodução da memória e do imaginário, presentes na obra de Carmo Bernardes, noutro recorte temporal, numa Goiânia tornando-se metrópole, simbolizando os conflitos da multidão com as utopias publicitárias, que interage e cria um imaginário coletivo que desagrega o sujeito de qualquer tradição. Os fragmentos de memória, de acordo com Benjamin, irão expor o estilo de vida que, para o pesquisador, recebe o nome de “vivência”, visto não ser da tradição que o(a) trabalhador(a) citadino dos dois romances: Chão vermelho e Memórias do vento participa. Ademais, identificamos a criação de um imaginário de baixa autoestima, de matricídio e de abandono por parte do Estado sobre os(as) trabalhadores(as) de Goiânia, pois Brasiliense e Bernardes compõem cenários da cidade cedendo lugar à modernidade que, em meio a tantas mudanças, escorraçava gente pobre do centro, até então com marcas profundas da cultura rural que na vivência da memória-hábito da metrópole, desfacela a tradição e a experiência.
dc.identifier.citationSOUSA, Sueli Alves de. Goiânia, a metrópole dos sonhos de pedra: a memória e o imaginário do(a) trabalhador(a) citadino nos romances Chão vermelho, de Eli Brasiliense, e Memórias do vento, de Carmo Bernardes. 2026. [122] f. Tese (Doutorado em Geografia) - Instituto de Estudos Socioambientais, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2026.
dc.identifier.urihttps://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/15341
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Goiáspor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.departmentInstituto de Estudos Socioambientais - IESA (RMG)
dc.publisher.initialsUFGpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Geografia (IESA)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectGoiâniapor
dc.subjectMemoria e Imaginariospa
dc.subjectTrabajador(a)spa
dc.subjectProtagonista de la novelaspa
dc.subjectBrasiliense y Bernardesspa
dc.subjectBaja autoestimaspa
dc.subjectMemória e Imagináriopor
dc.subjectTrabalhador(a)por
dc.subjectProtagonista do Romancepor
dc.subjectBrasiliense e Bernardespor
dc.subjectBaixa autoestimapor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
dc.titleGoiânia, a metrópole dos sonhos de pedra: a memória e o imaginário do(a) trabalhador(a) citadino nos romances Chão vermelho, de Eli Brasiliense, e Memórias do vento, de Carmo Bernarde
dc.title.alternativeGoiânia, la metrópolis de los sueños de piedra: la memoria y el imaginario del(de la) trabajador(a) citadino en las novelas Chão vermelho, de Eli Brasiliense, y Memórias do vento, de Carmo Bernardes.spa
dc.typeTese

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